PMDB AMEAÇA BARRAR CARDOZO PARA VAGA DE BARBOSA NO SUPREMO

AÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL PODEM COMPLICAR IDA DE CARDOZO PARA O STF
A presidenta Dilma Rousseff pode sofrer mais uma derrota no Congresso. Caciques do PMDB pretendem barrar a ida do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com publicação do jornal Folha de S. Paulo, os senadores José Sarney (AP), Eunício Oliveira (CE), Lobão Filho (MA) e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sinalizam que vão rejeitar o nome de Cardozo por causa das ações da Polícia Federal durante as eleições deste ano. A PF é subordinada ao ministério da Justiça.
A conduta da campanha de Dilma ao PMDB nos estados também está na lista negra do partido. Eunício disputou o governo cearense e Lobão Filho o governo do Maranhão. Nenhum dos dois conseguiu se eleger.
O PMDB ainda credita os vazamentos da Operação Lava Jato que complicam a cúpula da legenda na conta do Planalto. O ministro Lobão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foram apontados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários do esquema do Petrolão.
Fonte: Diário do Poder



Passadas as eleições presidenciais, uma nova disputa já domina os corredores da Câmara dos Deputados: a que definirá o novo presidente da Casa. E a briga aqui não se dá entre governo e oposição, mas entre os maiores partidos da base – PT e PMDB. Pivô da disputa, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é uma antiga pedra no sapato da presidente Dilma Rousseff. A ideia de vê-lo no comando da Câmara provoca arrepios nos petistas, que já lançaram um contra-ataque a sua campanha. E afirmam: “jamais” concordarão com a candidatura de um membro da base que “age como oposição”.
Último remanescente dos chamados “autênticos” do velho MDB, grupo que fazia a oposição mais radical ao governo militar, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) encerra uma trajetória política iniciada como vereador em 1960 e marcada pelo espírito combativo, pela defesa da ética e pela oratória demolidora. Com 32 anos de Senado, é um feroz crítico do Parlamento, das siglas partidárias e do sistema eleitoral. Nas palavras dele, o novo Congresso é “uma piada”, a forma de eleição dos deputados brasileiros é a pior do mundo e os partidos não passam de uma “esculhambação”. “O Congresso nunca esteve tão mal”, avalia em entrevista à Revista Congresso em Foco.
Sem função parlamentar em 2015, depois da derrota nas eleições para governador do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves vem sendo sondado pelo governo para assumir a pasta da Previdência, que é comandada pelo seu tio, Garibaldi Alves. A aliados, o atual presidente da Câmara disse que, por ora, não aceitará o cargo. Voltará para Natal para cuidar dos negócios da família e militar pelo partido.



