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NOVA EDIÇÃO DO CURSO DE LIBRAS ESTÁ EM ANDAMENTO

Já está em andamento a nova edição do Curso de Libras, oferecido pela Prefeitura de Upanema, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto.

As aulas para a turma de 55 alunos são ministradas pelo professor Jeferson Fernandes, todas as terças-feiras, às 13h, na Câmara Municipal. O curso terá duração de cinco meses

“A iniciativa tem o objetivo de capacitar profissionais em Libras, promovendo mais inclusão e acessibilidade nos diversos ambientes de atendimento à população.”, destaca a secretária municipal de Educação, Cultura e Desporto, Marilene Cruz.

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CADU DE LULA FORTALECE CAMINHO PARA DISPUTAR O SEGUNDO TURNO COM ÁLVARO

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT), o “Cadu de Lula”, ganhou visibilidade depois do debate promovido pela Band RN. Segundo a informação atribuída à própria emissora, Cadu registrou forte procura por seu nome nas plataformas de busca nas horas seguintes ao confronto. O dado sinaliza aumento de interesse sobre sua candidatura, embora volume de buscas na internet não seja equivalente a intenção de voto.

A disputa pelo segundo turno, porém, continua aberta. Pesquisas recentes apresentam cenários diferentes: o AtlasIntel já mostrou Cadu na liderança, com 37,7%, enquanto outros levantamentos colocaram Álvaro Dias e Allyson Bezerra à frente do petista. Na pesquisa Media/O Potengi de julho, por exemplo, Álvaro tinha 19,9% na espontânea, Allyson 19,4% e Cadu 12,3%. Portanto, há elementos para dizer que Cadu busca se consolidar na briga pelo segundo turno, mas ainda não para cravar uma disputa final entre ele e Álvaro.

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PESQUISA METADATA: ALLYSON LIDERA COM 34,2%, ÁLVARO TEM 24% E CADU 17,01%

Por 98 fm Natal 

A terceira pesquisa Metadata/Grupo Dial Natal de abrangência estadual mostra que, no cenário estimulado para o governo estadual, o candidato Allyson Bezerra (União) lidera com 34,2%, seguido por Álvaro Dias (PL) que aparece com 24% e Cadu de Lula (PT) aparece com 17,01%.

Ainda de acordo com a pesquisa, Rodrigo Bolsonaro (Agir) tem 1,8%, Professor Robério Paulino (PSOL) 1,6%, Dário Barbosa (PSTU) 0,3%, Arinalda do MLB (UP) 0,3%.

Já não sabe/Não respondeu (NS/NR) somam 11,1% e branco/nulo/nenhum atinge 9,6%

Espontânea 

No cenário espontâneo, Allyson Bezerra (União) lidera com 16,5 %, Álvaro Dias (PL) tem 10% e Cadu de Lula (PT) aparece com 8,3%.

Na sequência surgem os nomes de Fátima Bezerra (atual governadora) 1,01%, Styvenson Valentim (senador) 0,1%, Samanda de Lula (vereadora) 0,1%, Andreja Nunes 0,01%, Robson 0,01%, Coronel Hélio 0,1%, Carlos Eduardo 0,1%, Lula 0,1%, Paulinho Freire 0,1%, Rodrigo Bolsonaro 0,1% e Adalto 0,1%.

Enquanto isso, não sabe/Não respondeu (NS/NR) chegam a atingir 58,5% dos entrevistados e branco/nulo/nenhum somou 4,9%.

Segundo turno

A terceira pesquisa estadual Metadata/Grupo Dial testou três possíveis cenários de segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. As simulações colocam frente a frente Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT).

Nos confrontos diretos, Allyson aparece numericamente à frente tanto de Álvaro quanto de Cadu. Na terceira simulação, Álvaro tem vantagem numérica sobre Cadu.

Allyson x Álvaro Dias

Em um eventual segundo turno entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias, Allyson registra 49,6% das intenções de voto, enquanto Álvaro aparece com 33,5%. A diferença entre os dois é de 16,1 pontos percentuais. Outros 10,7% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,2% não sabem ou não responderam.

Allyson x Cadu de Lula

A maior diferença entre candidatos nos três cenários testados aparece no confronto entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula. Allyson alcança 51,4% das intenções de voto, enquanto Cadu registra 27,4%, uma distância de 24 pontos percentuais. Nesse cenário, 12,1% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 9,1% não sabem ou não responderam.

Álvaro Dias x Cadu de Lula

O terceiro cenário apresenta um confronto entre Álvaro Dias e Cadu de Lula. Álvaro aparece com 41,6%, enquanto Cadu registra 35%.

A vantagem numérica de Álvaro é de 6,6 pontos percentuais.

É também o confronto com o maior percentual de eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos: 15,6%. Outros 7,8% não sabem ou não responderam.

Os resultados complementam o cenário estimulado de primeiro turno da pesquisa, no qual Allyson registra 34,2%, Álvaro 24% e Cadu 17,1%. Nos confrontos de segundo turno, Allyson mantém vantagem numérica sobre os dois adversários testados, enquanto Álvaro aparece à frente de Cadu na simulação sem a presença do candidato do União Brasil.

Pelas regras eleitorais, caso nenhum candidato ao Governo obtenha mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputam uma segunda votação.

Metodologia

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-03682/2026 e BR-05736/2026, realizada pela Metadata Soluções Inteligentes LTDA com recursos próprios. Foram entrevistados 1.536 eleitores, de forma presencial, em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com distribuição proporcional ao eleitorado das 3 regiões geográficas intermediárias e das 12 regiões imediatas definidas pelo IBGE (correspondentes às 4 mesorregiões e 19 microrregiões), entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026. O nível de confiança é de 95%, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

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ACADEMIA MUNICIPAL RECEBE NOVO INVESTIMENTO DE MAIS DE R$ 100 MIL

A Academia Municipal Carlos Gregório de Melo recebeu novo investimento em equipamentos em valor superior a R$ 100 mil.

Com recursos da arrecadação própria, a Prefeitura de Upanema investiu exatamente de R$ 103.976,00 em novos equipamentos e acessórios de musculação, incluindo cadeiras extensoras e flexoras anilhadas; desenvolvimento de ombros articulado profissional anilhado; banco regulável para musculação reclinável; e peitoral dorsal fly voador.

O pacote de melhorias inclui também o emborrachado do espaço público de prática da musculação.

A Academia Municipal funciona de segunda a sexta-feira, nos três períodos.

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TRABALHADORES DA FUNDASE VOTAM INDICATIVO DE GREVE

O Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinai-RN) e o Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Estado do Rio Grande do Norte (Sindasern) convocam os trabalhadores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase/RN) para uma assembleia nesta terça-feira (11), às 9h30, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal.

A mobilização reunirá servidores para discutir demandas da categoria e definir os próximos encaminhamentos.

As pautas são as seguites:

Pauta da assembleia:
auxílio-alimentação;
auxílio-fardamento;
promoções;
indicativo de greve;
informes;
encaminhamentos e deliberações da categoria.

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MP ELEITORAL ALERTA FORÇAS DE SEGURANÇA NO RN SOBRE REGRAS PARA MANTER NEUTRALIDADE POLÍTICA

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) expediu recomendação para reforçar o dever de neutralidade política das forças de segurança públicas federais e estaduais que atuarão no período eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. A medida tem caráter preventivo e busca evitar o uso da estrutura estatal em benefício de candidaturas.

A recomendação alerta que policiais e demais agentes de segurança não podem permitir a participação de candidatos ou agentes políticos em operações e diligências para fins de promoção eleitoral. Também enfatiza a proibição do uso de viaturas, fardamentos, equipamentos e da imagem institucional das corporações para favorecer candidaturas ou legendas.

As corporações devem, ainda, divulgar as orientações internamente, reforçar a fiscalização pelas corregedorias e registrar contatos institucionais com candidatos ou representantes partidários durante o período eleitoral.

O documento foi encaminhado à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Corpo de Bombeiros Militar e aos comandos das forças federais e de cooperação no Rio Grande do Norte que atuarão durante a campanha e nos dias de votação.

Segundo o procurador regional eleitoral, Fernando Rocha, a atuação das forças de segurança deve observar os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da neutralidade. “As forças policiais são instituições de Estado e não de governo, devendo manter absoluta neutralidade político-ideológica, não podendo o aparato repressor servir para proteger ou promover determinado grupo ou perseguir outros”.

MP Eleitoral – O Ministério Público Eleitoral é formado por integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público estadual. A Procuradoria Regional Eleitoral, por meio do MPF, atua perante o Tribunal Regional Eleitoral do RN e coordena a atuação eleitoral no estado. Já os promotores de Justiça do MPRN são designados para atuar como promotores eleitorais perante os juízes e as zonas eleitorais dos municípios

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CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN PERDEM EXCELENTE OPORTUNIDADE DE APRESENTAR PROPOSTAS

A sensação que senti ao final do debate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte foi de um vazio profundo.

Durante duas horas, o máximo que o eleitor viu foram os podres uns dos outros sendo requentados e embalados como novidades para reaquecer a memória do eleitor mais desatento ao que acontece na política.

Isso não acontece por falta do que propor ou por incapacidade dos candidatos. A questão aqui não é essa.

O debate estava na TV tradicional, a Band RN, mas o foco era nas redes sociais. O mais importante era dialogar com a economia da atenção e, para isso, era preciso “lacrar” para lucrar nas intenções de voto nas pesquisas.

O grande momento do debate neste quesito foi o franco-atirador Robério Paulino (PSOL) afirmando que o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) quer governar o Rio Grande do Norte “farmando aura”.

Isso rendeu vários cortes e até o UOL e o Metrópoles reproduziram o vídeo.

Allyson foi bombardeado. Posou de vítima, denunciou um suposto “jogo combinado”. Não havia combinação. Ele é o líder nas pesquisas, favorito para vencer as eleições.

É normal que se torne o alvo preferencial.

Falou de propostas, mas ficou devendo o detalhamento delas, ficando restrito a se gabar dos feitos da gestão e a sugerir uma terceira ponte ligando a Zona Norte de Natal ao restante da cidade — ideia defendida por Natália Bonavides (PT) nas eleições de 2024.

Allyson passou a maior parte do tempo sendo detonado por causa da Operação Mederi e pela aliança com o ex-governador Robinson Faria (PP), o mais impopular da história.

Cadu Xavier (PT) teve que lidar com o passivo da impopularidade da governadora Fátima Bezerra. Não conseguiu explicar como vai pôr os consignados atrasados em dia. Demonstrou nervosismo, principalmente no início.

Álvaro Dias (PL) surpreendeu ao não exibir a truculência que lhe é peculiar. Teve que se explicar sobre a obra da Engorda de Ponta Negra e o hospital inacabado que inaugurou e até hoje não funciona.

Ninguém apresentou um plano para o Estado superar os gargalos de infraestrutura, avançar na recuperação das estradas, acelerar a recuperação dos índices da educação, melhorar a saúde ou conter a escalada da violência registrada ao longo do ano.

Os candidatos perderam uma bela oportunidade de apresentar propostas.

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DEBATE NA BAND RN: QUEM GANHOU, QUEM PERDEU E OS PROBLEMAS DO ESTADO EM SEGUNDO PLANO

O debate da Band RN entre Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu Xavier (PT) e Robério Paulino (PSOL), muito bem conduzido pela jornalista Anna Ruth Dantas, terminou marcado muito mais pelos ataques do que pelas propostas.

Allyson foi o mais atacado, algo natural para quem aparece competitivo e lidera as intenções de voto. A operação da Polícia Federal, da qual ele foi alvo, voltou ao centro das cobranças, e ele reagiu, chegando a desafiar os adversários a retirarem suas candidaturas caso algo fosse comprovado contra ele. Ninguém topou. Também acusou os três outros candidatos de terem combinado os ataques antes do debate. Falou em 167 propostas, mas detalhou poucas. Ainda assim, conseguiu se defender bem diante da pressão.

Cadu Xavier teve uma atuação segura. Fez questão de deixar claro que é o candidato do PT, com Lula e Fátima como referências. Não fugiu da defesa do governo estadual, do qual foi secretário da Fazenda por mais de sete anos. Quando provocado sobre ser “Cadu de Fátima”, assumiu a associação. Politicamente, foi coerente com a estratégia que levou para o debate. Em alguns momentos, passava a sensação de nervosismo – o que não é bom – talvez por ser o único que, pela primeira vez, estava num debate eleitoral.

Álvaro Dias não foi mal, mas também não se destacou. Diria que ficou abaixo das performances de Allyson e de Cadu. Pela experiência de quem já ocupou tantos cargos públicos, no Executivo e no Legislativo, esperava mais. Já era aguardado que ele enfrentasse cobranças sobre a engorda de Ponta Negra e o Hospital Municipal de Natal. Respondeu aos questionamentos, inclusive com o uso de fotos que o ajudou nos argumentos, mas perdeu algumas oportunidades por causa do cronômetro e, em diversos momentos, não conseguiu concluir o raciocínio. É algo a ser trabalhado por sua assessoria para os próximos embates.

Robério Paulino foi quem mais conseguiu furar a bolha. A expressão “farmar aura”, usada contra Allyson, ganhou repercussão nacional. Robério manteve seu estilo provocador e conseguiu transformar uma fala do debate em assunto fora do Rio Grande do Norte.

Se fosse para apontar quem se saiu melhor, colocaria Allyson e Cadu ligeiramente à frente. Robério ganhou em repercussão e Álvaro teve uma atuação regular. No conjunto, porém, considero que houve um empate quádruplo: ninguém saiu do debate grande o suficiente para ser apontado como vencedor, mas também ninguém se saiu tão mal a ponto de comprometer sua candidatura.

O principal problema foi outro: questões essenciais para o Rio Grande do Norte ficaram de lado. O déficit do Ipern, o avanço das facções criminosas e a segurança pública, a situação fiscal e financeira do Estado e a baixa capacidade de investimento, problemas históricos e estruturais, não foram debatidos à altura da gravidade que possuem.

No fim, falou-se muito sobre os candidatos e pouco sobre como (palavra-chave) governar o Rio Grande do Norte.

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NOTA DE FALECIMENTO

É com profundo pesar que noticiamos o falecimento do senhor Elenilson Gonçalves Bezerra, de 66 anos, ocorrido neste domingo (9), no Hospital São Luiz, em Mossoró.

O corpo foi velado na residência de sua mãe, Antônia Bezerra, no bairro Barreiras. O sepultamento foi realizado na manhã desta segunda-feira (10), no Cemitério Público Morada da Paz, após celebração na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Elenilson era uma pessoa bastante conhecida em Upanema, principalmente pelos relevantes serviços prestados na área da saúde. Durante vários anos, quando morou em Fortaleza/CE, ajudou muitos conterrâneos que precisavam se submeter a consultas, exames e procedimentos cirúrgicos na capital cearense.

Neste momento de dor e saudade, manifestamos nossas sinceras condolências aos familiares, amigos e a todos que tiveram a oportunidade de conviver com Elenilson e receber o seu carinho e atenção.

Que Deus conforte o coração de todos.

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BRAVA ENERGIA PASSA AO CONTROLE DE ESTATAL COLOMBIANA

Um dos principais símbolos do processo de privatização dos ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte está prestes a protagonizar uma situação, no mínimo, curiosa. Vendidos pela estatal brasileira à iniciativa privada durante o Governo de Jair Bolsonaro (PL) , os antigos ativos do Polo Potiguar agora passarão ao controle de outra estatal: a colombiana Ecopetrol.

A Ecopetrol venceu, na última quarta-feira (5), o leilão da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) da Brava Energia. A empresa adquiriu cerca de 25% das ações da companhia por R$ 2,67 bilhões. Somadas às ações negociadas anteriormente com grandes acionistas da Brava, a operação fará com que a petrolífera colombiana detenha 51% do capital da empresa. A liquidação financeira está prevista para 17 de agosto.

Na prática, a Ecopetrol passará a controlar uma das maiores empresas privadas de petróleo do Brasil. A companhia colombiana, porém, tem como acionista majoritário o próprio Estado da Colômbia, que detém 88,49% de seu capital.

Do público ao privado — e novamente ao público

Para o Rio Grande do Norte, a operação chama atenção principalmente pela trajetória dos antigos ativos da Petrobras.

Em junho de 2023, durante o processo de desinvestimentos promovidos especialmente pelos Governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro  (PL), a Petrobras concluiu a venda do Polo Potiguar para a 3R Petroleum. Foram transferidas 20 concessões de campos terrestres e marítimos, além de uma extensa infraestrutura de produção, processamento, armazenamento, transporte e refino.

A negociação envolveu o Ativo Industrial de Guamaré, unidades de processamento de gás, estruturas de tratamento de petróleo, produção de querosene de aviação e diesel e o Terminal Aquaviário de Guamaré. A Petrobras informou, na época, que o negócio previa pagamentos que totalizavam aproximadamente US$ 1,445 bilhão.

Posteriormente, a 3R se fundiu com a Enauta, dando origem à Brava Energia. Agora, com a aquisição de 51% da Brava pela Ecopetrol, todo esse conjunto de ativos passa a estar sob o controle de uma empresa estatal estrangeira.

O movimento produz uma ironia difícil de ignorar: ativos retirados do controle da Petrobras sob o argumento da abertura ao mercado e da transferência para a iniciativa privada acabam, poucos anos depois, novamente sob controle estatal — só que não mais do Estado brasileiro, mas do colombiano.

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