O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), reuniu-se com representantes de entidades ligadas à segurança pública para ouvir as principais demandas das categorias.
Participaram do encontro o presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte (SINPOL-RN), Nildo Arruda, e o vice-presidente da entidade, Djair.
Também estiveram presentes o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais de Natureza Criminal do Estado do Rio Grande do Norte (SINDPERITOS-RN), Clélio Soares, que representou ainda o Sindicato dos Servidores da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (SINDPCI-RN), e o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Rio Grande do Norte (SINDPPEN-RN), Jucar.
Durante a reunião, foram discutidas pautas relacionadas à valorização profissional, às condições de trabalho e ao fortalecimento da estrutura da segurança pública estadual.
O encontro reforça a disposição de Allyson para construir um Governo por meio do diálogo com os profissionais que conhecem de perto os desafios enfrentados diariamente pelas forças de segurança e pela população do Rio Grande do Norte.
Em outro momento da campanha, Allyson também dialogou com representantes da Polícia Militar e apresentou compromissos voltados à valorização da categoria, ao fortalecimento da estrutura de trabalho e à escolha dos comandos por meio do diálogo com as forças de segurança.
Mossoró foi palco de uma grande manifestação em apoio às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte, neste domingo (18). A mobilização integrou uma jornada nacional de manifestações que levou milhares de brasileiros às ruas, a uma semana do segundo turno das eleições de 2026.
Na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, os participantes se concentraram em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado e seguiram em caminhada pela Avenida Rio Branco, uma das principais vias de Mossoró. A atividade marcou mais um momento de mobilização popular na reta final da disputa eleitoral, que será decidida no próximo domingo, 25 de outubro.
A manifestação tem um significado político particular em Mossoró. Além da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o município está no centro da eleição estadual, que coloca Cadu Xavier diante do ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União Brasil). O ato demonstrou a mobilização dos apoiadores da chapa petista na cidade, considerada estratégica para a disputa pelo Governo do Estado.
A movimentação em Mossoró ocorreu simultaneamente a manifestações realizadas em diferentes regiões do país. Segundo estimativa divulgada pela coordenação de campanha de Lula e reproduzida pela Agência Brasil, cerca de 500 cidades tiveram atividades em defesa da democracia e da reeleição do presidente.
Manifestações reuniram milhares de pessoas pelo país
Uma das maiores mobilizações aconteceu no Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas ocuparam a orla de Copacabana durante o Ato Musical pela Democracia, convocado pelo cantor Caetano Veloso. O evento reuniu artistas como Djavan, Duda Beat, Marina Sena e Simone, além de representantes de movimentos sociais e lideranças políticas.
De acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da organização More in Common, aproximadamente 56,4 mil pessoas participaram do ato em Copacabana às 18h, horário de pico da medição.
Ainda no Rio de Janeiro, estudantes e apoiadores de Lula realizaram outra manifestação na região da Candelária, no Centro, com participação de Chico Buarque e Marisa Monte.
Em Brasília, uma multidão se concentrou na Esplanada dos Ministérios e caminhou em direção ao Congresso Nacional. A manifestação reuniu estudantes, militantes de partidos e integrantes de movimentos sociais, além de contar com apresentação musical da banda Natiruts.
Em Salvador, a mobilização contou com a presença de Gilberto Gil e Daniela Mercury. Na capital baiana, artistas e apoiadores defenderam a democracia e a importância da participação popular no processo eleitoral.
Também foram registradas grandes manifestações em Curitiba, onde participantes caminharam até as proximidades do Palácio Iguaçu, e em Porto Alegre, com concentração no Parque da Redenção. São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e outras cidades também tiveram atividades em apoio à reeleição do presidente.
No Rio Grande do Norte, além da caminhada realizada em Mossoró, Cadu Xavier participou de mobilizações em São Gonçalo do Amarante e Parnamirim, na Grande Natal, reforçando sua agenda de campanha na reta final do segundo turno.
No trecho final do debate presidencial do segundo turno, promovido pela Band neste domingo (18), Lula cobrou de Flávio Bolsonaro que ambos autorizem a abertura de seus sigilos bancário e telefônico. O presidente afirmou que pretende insistir na proposta até o próximo confronto entre os candidatos.
“Resolvi fazer um desafio ao meu adversário, porque não é possível que você fique fazendo debate falando de corrupção e você não tome uma atitude”, disse Lula à imprensa.
Na sequência, o petista defendeu que os dois candidatos tornem públicas as informações financeiras e telefônicas para esclarecer acusações feitas durante a campanha.
“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, prosseguiu.
Flávio reagiu à proposta com ironia, afirmando que a sugestão lhe pareceu “engraçada”, sob a justificativa de que Lula “não tem celular”. O senador também declarou ter ficado satisfeito com sua participação no debate, dizendo que conseguiu apresentar propostas e responder ao que classificou como mentiras do adversário.
“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, afirmou.
O desafio foi lançado e repetido por Lula várias vezes durante debate. Na ocasião, o presidente disse que queria permitir aos brasileiros identificar “quem é ladrão nesse país”.
“Eu desafio você, os Bolsonaro e eu, amanhã, abrirmos nossa conta bancária, abrirmos nosso sigilo para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país”, declarou. Em seguida, especificou a proposta: “Abrir o telefone, o sigilo de telefone, a sua conta bancária. Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família.”
Segundo Lula, a divulgação dessas informações ajudaria o eleitorado a avaliar as acusações de corrupção apresentadas pelos candidatos e evitaria que a população fosse enganada durante a disputa eleitoral.
Flávio afirmou não ter nada a esconder, mas não confirmou diretamente se aceitaria a abertura dos sigilos. Em vez disso, acusou o presidente de manter recursos fora de suas contas bancárias.
“Eu não tenho absolutamente nada a esconder. Só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre. Não está na sua conta, está em algum outro lugar”, disse o candidato do PL.
O encontro marcou o primeiro debate entre Lula e Flávio no segundo turno. O evento foi organizado pela Band em parceria com o jornal Estadão e as emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan, após incertezas sobre a participação dos dois candidatos.
Por ICL Notícias – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou terreno na disputa pela reeleição e reduziu a distância para Flávio Bolsonaro (PL) em duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira (19). A seis dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, os levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel apontam crescimento do petista e diminuição da vantagem numérica do candidato do PL, indicando uma disputa mais acirrada na reta final da campanha.
Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, o senador registrava 51,6%, enquanto o presidente tinha 48,4%.
Com os novos números, Lula avançou 1,3 ponto percentual, enquanto Flávio recuou na mesma proporção. A diferença entre os candidatos, que era de 3,2 pontos percentuais, caiu para apenas 0,6 ponto. As variações individuais, no entanto, ocorreram dentro da margem de erro.
Na intenção de voto espontânea, quando os entrevistados indicam seu candidato preferido sem receber uma lista de nomes, a pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro numericamente empatados, ambos com 44,5% das intenções de voto. Outros 4,7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,2% não souberam ou não responderam.
O movimento de aproximação também aparece na pesquisa AtlasIntel. No levantamento divulgado nesta segunda-feira, Flávio registra 51,1% dos votos válidos, enquanto Lula alcança 48,9%. Na pesquisa anterior, de 9 de outubro, o candidato do PL tinha 52,8%, contra 47,2% do petista.
Nesse intervalo, o presidente cresceu 1,7 ponto percentual, enquanto o adversário perdeu 1,7 ponto. A vantagem de Flávio, que chegava a 5,6 pontos percentuais, foi reduzida para 2,2 pontos. As variações entre as duas rodadas superam a margem de erro de um ponto percentual informada pelo instituto para cada levantamento.
Diferença entre Lula e Flávio diminui nas duas pesquisas
Considerando os votos totais, que incluem eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou nulo, a pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio com 46,5% e Lula com 45,9%. Na semana anterior, os percentuais eram de 47,9% e 45,1%, respectivamente. Outros 4,7% afirmam que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2,9% não souberam responder.
Na AtlasIntel, o cenário também mostra redução da distância. Flávio passou de 51,1% para 49,8% dos votos totais, enquanto Lula avançou de 45,7% para 47,6%. Os votos brancos, nulos e as respostas de indecisão somam 2,6%, ante 3,2% no levantamento anterior.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.
Já a AtlasIntel entrevistou 4.998 eleitores, por meio de recrutamento digital aleatório, entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02418/2026.
Com a votação marcada para o próximo domingo (25), os dois levantamentos mostram que a vantagem de Flávio Bolsonaro diminuiu e que Lula chega à última semana de campanha mais próximo do adversário. A redução das diferenças amplia a possibilidade de uma virada eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) divulgou um alerta para combater a circulação de informações falsas sobre mudanças nos locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (25). Segundo a Justiça Eleitoral, apenas sete locais de votação, distribuídos em seis municípios potiguares, tiveram alterações entre o primeiro e o segundo turno. Mossoró não aparece na relação divulgada pelo tribunal.
O esclarecimento ocorre após a circulação de um arquivo em PDF, intitulado Locais de Votação Alterados – RN, com 31 páginas, que apresenta uma extensa relação de seções eleitorais e seus respectivos endereços. O documento passou a ser compartilhado nas redes sociais como se todas as mudanças relacionadas fossem válidas especificamente para o segundo turno.
Em publicação nas redes sociais, o TRE-RN classificou como incorreta essa informação e pediu que os eleitores não compartilhassem o material acompanhado da alegação de que todas as transferências ocorreram entre os dois turnos. O tribunal destacou que as alterações efetivamente realizadas nesse intervalo são pontuais.
No caso de Mossoró, o arquivo compartilhado relacionava 44 seções eleitorais das zonas 33 e 34, indicando transferências entre estabelecimentos de ensino. Entretanto, essas seções não constam da relação oficial de mudanças anunciadas para o segundo turno. A presença delas no documento não significa que tenham sido transferidas após a votação de 4 de outubro.
A publicação do TRE-RN também esclarece que as modificações realizadas para o próximo domingo se concentram nos municípios de Bodó, Lagoa Nova, Currais Novos, Doutor Severiano, Upanema e Caraúbas.
Confira as mudanças confirmadas pelo TRE-RN
Bodó: as seções 188 e 190 foram transferidas da Escola Estadual Sérvulo Pereira do Nascimento para o Centro de Convivência de Idosos.
Lagoa Nova: as seções 157, 161, 184, 185 e 216 deixam a Escola Municipal João XXIII e passam a funcionar na Escola Estadual Manoel Luís de Maria.
Currais Novos: as seções 128, 129, 136, 144 e 147 foram transferidas da Escola Municipal Professor Humberto Gama para a Escola Municipal Professor Francisco Rosa.
Doutor Severiano: as seções e agregações 10/12, 66/74 e 82/11 deixam a Escola Estadual Coronel João Pessoa e passam a funcionar na Escola Municipal Sonho Infantil.
Upanema: a seção 32 foi transferida da Câmara Municipal de Upanema para a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Macêdo.
Caraúbas: as seções 03, 04, 05, 06, 07, 08, 28 e 41 retornam à Escola Estadual Sebastião Gurgel. No primeiro turno, essas seções haviam funcionado provisoriamente na Escola Jardim de Infância Hugolino de Oliveira e no Centro Especializado de Reabilitação Manoel Francisco das Chagas.
As mudanças foram solicitadas pelas zonas eleitorais para solucionar situações identificadas durante o primeiro turno, incluindo dificuldades de acesso, problemas estruturais e condições inadequadas para o atendimento aos eleitores.
Eleitores devem conferir informações nos canais oficiais
O TRE-RN reforçou a importância de consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de compartilhar mensagens sobre alterações de locais de votação.
Os eleitores podem verificar seus endereços atualizados por meio do aplicativo e-Título, do portal do TRE-RN ou pelo Disque-Eleições, no número 0800 084 6464.
A recomendação vale também para os eleitores de Mossoró. Embora o município não esteja na lista de mudanças entre os turnos, é importante conferir o endereço registrado na Justiça Eleitoral, especialmente nos casos de transferências realizadas anteriormente.
O segundo turno das eleições acontece no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
A Justiça Eleitoral orienta a população a não compartilhar documentos ou mensagens sem verificar sua procedência e, principalmente, a não confundir alterações realizadas ao longo do processo eleitoral com mudanças específicas para o segundo turno.
O domingo (18) foi de anúncio de apoio político e eleitoral dos deputados estaduais do Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB), o presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira; Cristiane Dantas, Gustavo Soares e Taveira Júnior, líder do partido na Assembleia Legislativa.
Em reunião na sede do partido, os quatro deputados – que obtiveram quase 200 mil votos – declararam apoio ao candidato Cadu Xavier no Rio Grande do Norte. “Estamos juntos nessa disputa pelo melhor para o Rio Grande do Norte”, destaca Ezequiel Ferreira.
O grupo também levará apoio das regiões como o Seridó, Vale do Açu, Agreste e grande Natal junto aos prefeitos, vereadores e vice-prefeitos dessas e de municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte.
Segundo o Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest, o presidente Lula passou Flávio Bolsonaro no ranking de popularidade digital e agora lidera entre os dois candidatos à Presidência após a primeira rodada da eleição. A informação é da Folha de S.Paulo.
Os dados coletados entre 4 e 15 de outubro mostram que Lula ampliou sua pontuação de 70,7 para 82,6. Flávio, por outro lado, caiu de 80 para 76,4 pontos. O índice utiliza um sistema de análise que reúne 175 variáveis de plataformas digitais, entre elas Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X, Google e Wikipédia. A pontuação pode variar de zero a 100.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que o indicador apresenta, desde 2020, uma correlação elevada com os resultados eleitorais. Para ele, a mudança observada depois do primeiro turno está relacionada à reorganização da campanha petista, que ampliou sua atuação digital e promoveu novas formas de mobilização dos apoiadores.
Uma das mudanças foi a adoção de formatos mais próximos da linguagem das redes sociais. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ajudou a impulsionar vídeos verticais, com legendas e gravação em estilo selfie. Já André Janones (Rede-MG) participou da articulação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, utilizado para distribuir tarefas e estimular ações de apoiadores em diferentes plataformas.
A movimentação nas redes também acompanhou acontecimentos presenciais, como atos na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio de Janeiro. A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado foi outro episódio que ganhou espaço na comunicação da campanha.
“O indicador é uma sinalização de mudança de quadro. Sugere que Flávio perdeu a condição de favorito que ele sustentava no primeiro turno, muito pelo que chamamos de ‘wake-up call’, ou despertar, da campanha petista, depois do resultado das urnas”, disse Nunes à Folha.
No período posterior à primeira votação, Flávio recebeu declarações de apoio de adversários derrotados na disputa presidencial, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O ex-presidente Michel Temer (MDB) também manifestou apoio ao senador. Além disso, Flávio foi autorizado a visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde agosto do ano passado.
Esses movimentos, porém, não se refletiram em crescimento da popularidade digital do candidato. Ao contrário, o índice registrou uma retração, associada a uma redução no ritmo de mobilização da campanha do PL. Mesmo com a queda, Flávio continua próximo dos níveis mais altos do indicador.
Na avaliação de Nunes, o apoio público de lideranças políticas perdeu parte de sua influência sobre as escolhas do eleitorado. Segundo ele, os eleitores têm recorrido a outras fontes de informação e a formas diferentes de avaliar os candidatos, o que diminui o peso dos endossos tradicionais.
O pesquisador também aponta que a expectativa de vitória entre os apoiadores de Flávio pode ter contribuído para a desaceleração da campanha. No primeiro turno, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. O resultado pode ter levado parte da equipe bolsonarista a reduzir a intensidade das ações, como se alguns integrantes tivessem “tirado férias”, na descrição de Nunes.
Disputa apertada aumenta importância da mobilização
Para o diretor da Quaest, a capacidade de mobilizar eleitores será determinante na fase final da campanha. A preocupação é especialmente relevante diante dos 33,4 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno.
“No IPD, há sinais de que Lula está conseguindo mobilizar eleitores no segundo turno e possivelmente aumentar a presença nas urnas. Flávio, que já tem uma base engajada há mais tempo, está estável. O eleitor de Lula está mais motivado, e é possível que isso impacte na eleição, porque pode provocar uma redução, mesmo que mínima, nas abstenções, o que já favoreceria a campanha de Lula em um cenário tão apertado.”
O presidente Lula registra 62,63% dos votos válidos no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37,37%, segundo a média ponderada de seis pesquisas eleitorais reunidas pelo Blog do Barreto.
A diferença entre os dois candidatos é de 25,26 pontos percentuais.
O agregado considera os levantamentos divulgados entre os dias 11 e 17 de outubro, com resultados referentes exclusivamente ao eleitorado potiguar.
As seis pesquisas somam 8.214 entrevistas.
Votos totais
Considerando todos os entrevistados, inclusive os que declararam voto branco, nulo ou não escolheram candidato, os números do agregado são:
Lula: 58,81%
Flávio Bolsonaro: 35,09%
Brancos e nulos: 3,28%
Indecisos e não responderam: 2,81%
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro nos votos totais é de 23,72 pontos percentuais.
Em um ato político histórico, o candidato a governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, reuniu uma multidão de apoiadores e lideranças para mais um grande piseiro. Na ocasião, o candidato relembrou o avanço irreversível de sua campanha na reta final do primeiro turno, reforçando que a verdadeira onda de esperança, trabalho e compromisso com a verdade segue ecoando por todo o estado neste segundo turno.
O candidato falou sobre a importância das mulheres que lideram a mobilização popular na região Trairi, exaltando o papel da anfitriã, prefeita Aninha. Cadu pontuou que a força feminina na linha de frente simboliza a essência ética e transparente de um projeto que coloca o povo potiguar em primeiro lugar.
Reiterando a sintonia com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cadu celebrou o momento de virada e convocou a militância a transformar o entusiasmo das ruas em votos decisivos no próximo dia 25 de outubro. O candidato reforçou que a união entre o governo do estado e o governo federal é um caminho seguro para garantir investimentos consistentes nas áreas de saúde, educação e infraestrutura para as próximas gerações.
Com a energia renovada pelo apoio popular e pela certeza da vitória, Cadu encerrou o evento fazendo um apelo direto à população para consolidar a mudança nas urnas. “O meu compromisso é com o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos e das próximas gerações. E o povo do Rio Grande do Norte já decidiu: no dia 25, é 13 para presidente e 13 para governador”.
A política de Caraúbas está passando por uma rebelião que pode levar o prefeito Givago Barreto (PSDB) a perder o controle da Câmara Municipal.
Isso porque os vereadores Elionaldo Benevides e Denys Morais, ambos do PP, se afastaram do esquema governista e formaram maioria com a oposição para eleger o novo comando da mesa diretora da Câmara.
O grupo de seis vereadores ainda conta João Gomes (MDB), Titica (MDB), Bicudo (PP) e Neguinho de Grosso (MDB), todos que já eram da oposição.
Eles encontram fora da cidade de Caraúbas e só chegarão a cidade amanhã pouco antes das 10h, quando será realizada a eleição da mesa diretora.
Os parlamentares buscam diminuir o controle político familiar do grupo político do empresário Eugênio Alves, dono da banda Saia Rodada, que lidera a política caraubense há décadas.
O prefeito Givago Barreto é filho de Eugênio, que comandou a cidade nos anos 2000, e primo de Arthur Barreto (PP), atual presidente da Câmara Municipal.