A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu, na manhã desta quarta-feira (28), o governador eleito do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT), acompanhado pela vice governadora eleita Larissa Rosado (PSB), para anunciar os preparativos e o decreto que formalizam a Comissão Mista de Transição Governamental 2026–2027 para o novo Governo do Rio Grande do Norte. A chefe do executivo estadual assinalou que o processo será realizado com organização, transparência e fornecimento de todas as informações necessárias para a preparação institucional da nova gestão estadual.
O decreto formalizando a comissão e o início dos trabalhos será publicado oficialmente na edição de quinta-feira (29) do Diário Oficial do Estado (DOE). A comissão terá a finalidade de garantir o acesso a dados administrativos, fiscais, financeiros, orçamentários e patrimoniais, assegurando o diálogo e o espírito republicano durante todo o processo.
A comissão mista será composta por 14 membros no total, sendo 7 indicados pelo governo em exercício e 7 indicados pelo novo governo.
Os nomes indicados pela atual gestão para compor a comissão são: Luciana Daltro (Controladora e Ouvidora Geral do Estado), responsável pela coordenação da transição; Antenor Roberto (Procurador-Geral do Estado); Álvaro Bezerra; Secretário de Estado da Fazenda) Alexandre de Oliveira Lima (Secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão); Virgínia Ferreira (Chefe do Gabinete Civil) e Jane Araujo (Secretária de Administração do Rio Grande do Norte) e Nereu Linhares (Presidente do Instituto de Previdência Social do RN).
Equipe
O governador eleito acrescentou que a equipe de transição, seguirá uma abordagem técnica e representativa e será composta também por representantes da sociedade civil e setores produtivos com inclusão de membros indicados por entidades externas à administração pública direta, tais como: FIERN, Fecomércio, movimentos sindicais, academias e Federação de Municípios, visando principalmente fortalecer a articulação e o diálogo entre o governo estadual e os 167 municípios potiguares.
Cadu deve indicar ainda mais sete nomes para equipe de transição.
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), quer a união da classe política do Estado, independentemente das divergências partidárias e dos palanques formados durante as eleições. Com esse objetivo, já começou a conversar com lideranças que estiveram do lado adversário na disputa pelo Governo do Estado.
Cadu revelou que já manteve conversas com o senador Styvenson Valentim (Podemos), os deputados federais Benes Leocádio (União Brasil) e João Maia (PP), além do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil). O governador eleito também manifestou interesse em estabelecer contato com o senador Rogério Marinho (PL).
“Eu queria muito unir a classe política do nosso Estado”, afirmou Cadu Xavier, sinalizando que pretende deixar as disputas eleitorais para trás e construir uma relação de diálogo com diferentes forças políticas.
A iniciativa demonstra a disposição do governador eleito de buscar entendimento com representantes de diferentes partidos, inclusive aqueles que não apoiaram sua candidatura.
O discurso de Cadu também abre espaço para o diálogo com prefeitos que estiveram no palanque adversário, numa tentativa de construir parcerias administrativas e políticas em favor dos municípios potiguares.
Passada a eleição, Cadu Xavier sinaliza que pretende trocar o confronto eleitoral pela conversa e buscar uma relação institucional com toda a classe política do Rio Grande do Norte.
Parlamentares questionam sucessivos pedidos de suplementação enviados pelo Executivo e defendem maior transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos
A Câmara Municipal de Caraúbas rejeitou, nesta quarta-feira (28), três projetos de lei encaminhados pela Prefeitura que solicitavam suplementações orçamentárias superiores a R$ 2 milhões. A decisão ocorreu durante sessão extraordinária e teve o apoio de seis vereadores, que justificaram seus votos pela necessidade de maior planejamento e controle das despesas municipais.
Votaram contra as propostas os vereadores Hamilton Bezerra, presidente da Comissão de Orçamento, Elionaldo Benevides, Denys Morais, Francisca Leite, João Gomes e Edmilson Leite.
A principal justificativa apresentada pelos parlamentares foi o elevado número de pedidos de suplementação encaminhados pelo Executivo ao longo do ano. Segundo os vereadores, a Câmara já havia aprovado um orçamento superior a R$ 114 milhões para 2026, com autorização para acréscimos de até 20%, o equivalente a aproximadamente R$ 23 milhões.
Além disso, até outubro deste ano, a Prefeitura de Caraúbas já havia encaminhado ao Legislativo mais de 25 projetos de suplementação orçamentária, que somam aproximadamente R$ 21 milhões em recursos adicionais solicitados.
Para os seis vereadores, a quantidade de pedidos levanta questionamentos sobre o planejamento financeiro da administração municipal e reforça a necessidade de maior transparência na execução do orçamento.
Vereadores afirmam que rejeição não significa oposição aos servidores ou à população
Os parlamentares também contestam a interpretação de que a rejeição dos projetos representaria uma posição contrária aos interesses da população ou ao pagamento dos servidores municipais.
Segundo eles, a responsabilidade pelo planejamento orçamentário, pela organização das despesas e pelo cumprimento das obrigações financeiras do município é da Prefeitura.
Os vereadores argumentam que cabe ao Poder Executivo acompanhar a arrecadação, estabelecer prioridades e administrar os recursos disponíveis para garantir o funcionamento dos serviços públicos e o pagamento dos servidores.
Nesse contexto, defendem que a Câmara Municipal não deve atuar apenas como instância de aprovação automática das propostas encaminhadas pela Prefeitura, mas exercer suas atribuições constitucionais de fiscalização e controle dos gastos públicos.
Os parlamentares sustentam que a rejeição das suplementações representa uma cobrança por justificativas mais consistentes sobre a necessidade de novos recursos e por maior previsibilidade na administração das finanças municipais.
Para o grupo, a garantia de serviços públicos de qualidade, a valorização dos servidores e o equilíbrio das contas municipais dependem de planejamento, transparência e responsabilidade na aplicação do dinheiro público.
Cotada para ser vice de Cadu de Lula (PT), a promissora prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), apostou tudo em Allyson Bezerra (União) e no grupo do ex-prefeito de Mossoró.
Mas as urnas trouxeram um sabor amargo para a prefeita de Pau dos Ferros.
Dos candidatos apoiados por Marianna, só Benes Leocádio (União), reeleito deputado federal, e Samanda Alves (PT), eleita senadora, foram vitoriosos.
Para deputado estadual, um dos maiores dissabores: a derrota de Galeno Torquato (União), que em Pau dos Ferros ficou atrás do adversário ferrenho da prefeita, Getúlio Rego (PL).
Para governador, Cadu derrotou Allyson em Pau dos Ferros nos dois turnos.
Marianna se afastou do lulismo governando uma das cidades mais lulistas do Estado.
O governador eleito Cadu de Lula (PT) terá um grande desafio: costurar uma maioria na Assembleia Legislativa. Hoje, ele conta com os sete deputados estaduais eleitos pela Federação Brasil da Esperança (quatro do PT e três do PV) e três do PSDB.
A campanha de Allyson Bezerra (UB) começou em tom épico. Num clima de jornada do herói, trazia a história do menino pobre que venceu pelos estudos, derrotou as oligarquias e estava predestinado a ser governador do Rio Grande do Norte.
Ele encarnou como símbolo a imponência do azulão, ave majestosa. Nos vídeos das redes sociais, o azulão sobrevoava o Rio Grande do Norte.
O tom de triunfalismo fazia sentido. Allyson tinha certeza de que venceria no primeiro turno e de que, se houvesse segundo turno, seria mera formalidade. As pesquisas mostravam isso.
Mas veio a hecatombe da apuração do primeiro turno: pouco mais de 15 mil votos de vantagem sobre Cadu de Lula (PT) e o medo de levar uma virada, que parecia improvável mesmo sabendo que receberia a maioria dos votos de Álvaro Dias (PL).
Os votos do ex-prefeito de Natal vieram, mas parte dos lulistas migrou para Cadu.
Na semana da eleição, bateu o desespero. Após tentativas frustradas de criar um fato novo, Allyson pinçou um trecho de um discurso da deputada estadual Isolda Dantas (PT) chamando-o de “calango” e fez um vídeo se vitimizando.
O apelido fora dado pela humorista Vivi Alvares em julho e já estava nos jingles da campanha de Cadu. A referência era meramente política, relacionada à neutralidade de Allyson na disputa presidencial: “calango fica em cima do muro”.
Foi forçado, mas serviu para dar ânimo a uma militância que estava quase parada. Para o eleitor indeciso, porém, não gerou votos e passou a imagem de desespero, a qual ficou evidenciada em uma série de flagrantes que se sucederam na semana da eleição, como santinhos associando Allyson a Lula.
Na quinta-feira e no sábado, houve dois registros em vídeo (um deles resultou em flagrante da polícia) de filas de motos que recebiam material de campanha enquanto abasteciam em um posto de gasolina tudo sob coordenação de pessoas que faziam anotações.
No dia da eleição, um grupo de aliados de Allyson fez um tumulto na porta do comitê do PT.
A campanha de Allyson começou voando como um azulão e terminou rastejando como um calango.
Era o início da campanha. Era tudo incerto ainda. Cadu de Lula (PT) mal passava dos 10% nas pesquisas. Mas era a primeira visita do presidente Lula da Silva (PT) a Natal.
Ao falar sobre a governadora Fátima Bezerra (PT) e elogiar a decisão acertada dela de ficar no cargo, Lula ouviu do público os gritos de “Ministra! Ministra!”.
Pois bem!
Fátima cumpre o percurso de outros governadores nordestinos de sua geração que se tornaram ministros. Ela foi eleita, reeleita e fez o sucessor.
Com Lula reeleito, resta saber qual lugar na Esplanada dos Ministérios está reservado para ela.
O prefeito Renan (PP) saiu fortalecido de mais uma disputa eleitoral. No último domingo (25), seu candidato ao Governo do Estado, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), venceu em Upanema com 5.986 votos, o equivalente a 59,70% dos votos válidos. Cadu de Lula ficou com 4.041 votos (40,30%).
A vantagem de Allyson já havia sido registrada no primeiro turno, quando ele recebeu 5.436 votos (57,98%), contra 2.504 (26,71%) de Cadu de Lula.
Apesar do resultado favorável em Upanema, Allyson não conseguiu vencer a disputa estadual. Cadu de Lula foi eleito governador após conquistar a maioria dos votos em 118 dos 167 municípios potiguares, enquanto Allyson venceu em 49. O ex-prefeito de Mossoró, porém, saiu vitorioso em importantes colégios eleitorais, como Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.
Um dos fatores que ajudam a compreender o resultado estadual é a influência do chamado voto casado, quando o eleitor escolhe candidatos de um mesmo campo político para diferentes cargos. A combinação de votos em Lula para a Presidência da República e em Cadu de Lula para o Governo do Estado contribuiu significativamente para o desempenho do candidato petista no Rio Grande do Norte.
Na região Oeste, Allyson venceu em apenas 12 dos 62 municípios. Mesmo assim, Upanema se destacou, alcançando o quarto maior percentual de votos válidos para o candidato em todo o estado, com 59,70%. À frente ficaram Grossos (71,68%), Serra do Mel (61,95%) e Mossoró (61,29%).
O resultado reforça a liderança política do grupo comandado pelo prefeito Renan, que conseguiu manter Allyson à frente nas urnas nos dois turnos. O desempenho ganha ainda mais relevância diante da derrota do candidato no resultado geral do estado, mostrando a força da articulação política local.
Em outras cidades da região, os candidatos apoiados pelos prefeitos não tiveram o mesmo desempenho. Em alguns municípios, por exemplo, os nomes apoiados pelos gestores municipais não conseguiram repetir o resultado de Upanema.
Agora, com o fim da disputa eleitoral, é hora de desmontar os palanques e seguir em frente, trabalhando por Upanema, pelo Rio Grande do Norte e pelo Brasil.
Segundo levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17h de domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
A votação foi prorrogada após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin autorizar a extensão do horário até as 19h nos locais onde as seções ainda estavam abertas. A decisão ocorreu pouco depois das 17h.
Campanhas pediram mais tempo para votar
A campanha de Lula apresentou pedidos ao TSE e ao STF após receber relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores que dependiam do transporte público. As reclamações incluíam redução da frota de ônibus, longas esperas e cobrança de passagens.
Em São Paulo, a equipe do petista afirmou que cerca de 60% dos ônibus circulavam na capital, apesar de uma determinação judicial para disponibilizar toda a frota. Também foram relatados problemas em estados como Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a extensão da votação por duas horas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. O pedido citava chuvas intensas, enchentes e falta de energia em locais de votação.
Zanin autorizou a extensão até as 19h em todo o país, mas esclareceu posteriormente que a medida valeria apenas para as seções que ainda não haviam encerrado a votação. Durante a aplicação da decisão, a totalização dos votos foi interrompida.
Flávio questiona resultado e promete recorrer
Após a confirmação da vitória de Lula, Flávio criticou a decisão de Zanin e afirmou que acionaria a Justiça para tentar anular a eleição.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. […] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, declarou o senador.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, confirmou o resultado e informou ter telefonado para os dois candidatos ao fim da apuração.
Segundo o ministro, as urnas que já haviam encerrado a votação não poderiam ser reabertas. Por isso, o tribunal bloqueou temporariamente o recebimento dos boletins de urna para impedir que os resultados parciais fossem conhecidos durante a interrupção.
“Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura”, afirmou Nunes Marques. Ele acrescentou que o bloqueio buscou garantir que as informações dos boletins não fossem acessadas nem pelo próprio TSE.
O ministro afirmou que a equipe técnica conseguiu superar as dificuldades e retomar a apuração. Ao confirmar a reeleição de Lula, declarou ter segurança no processo eleitoral.
Como os votos foram contabilizados
O levantamento analisou os registros de funcionamento de 497.897 seções eleitorais. Os chamados logs das urnas registram automaticamente eventos como o início e o encerramento da votação, além dos horários em que os votos foram computados.
Esses arquivos permitem identificar quando os votos foram registrados, mas não revelam em quem os eleitores votaram.
Os logs são diferentes dos boletins de urna, que apresentam o resultado de cada seção, e dos Registros Digitais do Voto (RDVs), que armazenam os votos sem identificar os eleitores.
O governador eleito Cadu Xavier (PT) foi o candidato mais votado em 118 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições de 2026. O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) venceu em 49 cidades. Os números revelam a distribuição territorial dos votos na disputa encerrada neste domingo (25), marcada pela vitória apertada do petista.
Cadu conquistou a maioria dos votos em 70,7% dos municípios potiguares, enquanto Allyson terminou à frente em 29,3% das cidades.
O contraste entre a distribuição territorial dos votos e o resultado estadual chama atenção. Apesar de vencer em mais do que o dobro de municípios, Cadu terminou a disputa com apenas 32.625 votos de vantagem.
O petista recebeu 1.073.024 votos (50,77%), contra 1.040.399 (49,23%) de Allyson.
Cadu ampliou presença nos municípios entre os dois turnos
O levantamento dos resultados mostra uma mudança importante no mapa eleitoral potiguar entre os dias 4 e 25 de outubro.
No primeiro turno, quando também disputava o Governo o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), Cadu já havia conquistado a liderança em dezenas de cidades, principalmente no interior.
No segundo turno, o petista manteve a liderança em 73 municípios e passou à frente em outras 45 cidades.
Desse total, 31 cidades haviam dado a maior votação a Allyson no primeiro turno. Outras 14 tinham Álvaro Dias como o candidato mais votado.
Allyson, por sua vez, manteve a primeira colocação em 34 municípios e conquistou a maioria dos votos em outras 15 cidades que haviam sido vencidas por Álvaro.
Areia Branca e São José de Mipibu estão entre as viradas
Entre as cidades que mudaram de lado estão Areia Branca, São José de Mipibu, Governador Dix-Sept Rosado, Alto do Rodrigues, Santo Antônio e Cerro Corá.
Em Areia Branca, Allyson havia conquistado 7.851 votos no primeiro turno, contra 4.618 de Cadu, uma vantagem de 3.233 votos.
No segundo turno, a situação se inverteu. Cadu recebeu 8.881 votos e Allyson terminou com 8.172. A vantagem passou a ser de 709 votos para o petista. Em parte, a virada se deve ao papel do prefeito Souza, que declarou apoio a Cadu na reta final da campanha.
Em São José de Mipibu, Allyson havia vencido Cadu por 2.112 votos no primeiro turno. Na votação definitiva, Cadu terminou com 1.230 votos de vantagem.
O crescimento de Cadu também foi registrado em municípios onde o resultado não chegou a mudar de lado. Em Macaíba, por exemplo, Allyson viu sua vantagem sobre o adversário cair de 8.528 votos no primeiro turno para 1.399 no segundo.
Em Touros, a diferença favorável ao ex-prefeito de Mossoró diminuiu de 6.653 para 1.483 votos.
Allyson venceu nos dois maiores colégios eleitorais
Apesar da derrota estadual, Allyson Bezerra foi o mais votado em Natal e Mossoró, os dois maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte.
Na capital, o ex-prefeito de Mossoró recebeu 236.592 votos (52,86%), enquanto Cadu conquistou 210.971 (47,14%). A vantagem foi de 25.621 votos.
Em Mossoró, cidade que administrou entre 2021 e 2026, Allyson alcançou 95.118 votos (61,29%), contra 60.085 (38,71%) de Cadu.
Mesmo com a vitória, o ex-prefeito viu sua vantagem diminuir na cidade. No primeiro turno, havia recebido 38.084 votos a mais que Cadu. No segundo, a diferença foi reduzida para 35.033 votos.
Allyson também venceu em Parnamirim, onde abriu uma diferença de 27.178 votos sobre o adversário.
Entre os municípios onde o candidato do União Brasil obteve maioria também estão Grossos, onde alcançou 71,68% dos votos válidos, e São Gonçalo do Amarante.
Cadu teve maioria no Seridó e em municípios do Oeste
A votação de Cadu Xavier apresentou resultados expressivos em municípios das regiões Oeste, Alto Oeste, Vale do Açu e Seridó.
No Seridó, o petista venceu em 22 dos 25 municípios da região. Allyson terminou à frente em apenas três: Carnaúba dos Dantas, Ipueira e Tenente Laurentino Cruz.
Em Caicó, principal cidade seridoense, Cadu recebeu 19.729 votos (53,88%), enquanto Allyson conquistou 16.886 (46,12%).
Em Pau dos Ferros, principal município do Alto Oeste, Cadu venceu com 10.253 votos (59,39%), contra 7.012 do adversário.
O petista também venceu em Assú, Apodi, Currais Novos, Ceará-Mirim, Santa Cruz e outras cidades importantes do interior.
Em Assú, a vantagem sobre Allyson cresceu de 3.991 votos no primeiro turno para 8.773 no segundo. Em Apodi, passou de 2.905 para 6.805 votos.
O mapa eleitoral explica a virada
Os dados municipais ajudam a compreender como Cadu Xavier conseguiu reverter a vantagem de Allyson Bezerra no primeiro turno.
Na primeira votação, Allyson recebeu 733.809 votos, contra 718.300 de Cadu, uma diferença de 15.509 votos.
Três semanas depois, o petista ampliou sua votação em 354.724 votos, enquanto Allyson conquistou outros 306.590.
Embora Allyson tenha conseguido vitórias em grandes colégios eleitorais, como Natal, Parnamirim e Mossoró, Cadu obteve a maioria em um conjunto muito maior de cidades, suficiente para superar as vantagens do adversário nesses municípios.
Os resultados também revelam diferenças regionais importantes. Enquanto Allyson ampliou sua votação na região de Natal, Cadu registrou crescimento expressivo em municípios do Oeste, no Vale do Açu e em outras áreas do interior.
O levantamento, porém, não permite identificar individualmente para qual candidato migraram os eleitores que haviam votado em Álvaro Dias no primeiro turno. As diferenças também refletem mudanças no comparecimento, além dos votos brancos e nulos.
O resultado final assegurou a eleição de Cadu Xavier e a continuidade do PT à frente do Governo do Rio Grande do Norte, depois de dois mandatos consecutivos da governadora Fátima Bezerra.