A Azul Linhas Aéreas iniciou as vendas de passagens da linha Mossoró-Recife. Os bilhetes estão disponíveis para viagens a partir do dia 3 de setembro quando os voos comerciais serão retomados no Aeroporto Dix-sept Rosado.
No sistema da Azul, o voo no sentido de ida parte do Recife (REC) às 12h50 e pousa em Mossoró (MVF) às 14h20. Já no sentido inverso, garantindo o retorno ou a partida da cidade potiguar, decola do Aeroporto Dix-sept Rosado às 14h50, com chegada prevista em solo pernambucano às 16h20. Ambos os trajetos possuem uma duração estimada de apenas 1 hora e 30 minutos, eliminando a necessidade de longos deslocamentos terrestres até capitais vizinhas como Natal ou Fortaleza.
O aeroporto de Mossoró está passando por uma reforma orçada em R$ 70 milhões para ampliar sua capacidade.
O pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, elevou o tom da disputa eleitoral de 2026 e lançou um desafio direto aos principais nomes da oposição no Estado. Em entrevista à jornalista Anna Karina Castro, o ex-secretário estadual da Fazenda afirmou estar preparado para debater com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL).
“Eu desafio qualquer um dos dois para debater o nosso Estado comigo”, declarou Cadu, demonstrando confiança no desempenho do grupo governista na corrida pelo Executivo estadual.
Durante a entrevista, o petista também fez duras críticas a Allyson Bezerra, acusando o prefeito mossoroense de tentar se aproximar do eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas por conveniência eleitoral.
“Agora ele está querendo se aproximar do eleitor do presidente Lula de forma oportunista, mas ele nunca esteve aqui”, afirmou Cadu, lembrando que Allyson apoiou o senador Rogério Marinho e o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
A declaração reforça a estratégia do PT de polarizar a disputa no Rio Grande do Norte entre o campo lulista e os candidatos identificados com a direita.
Ao analisar o cenário da oposição, Cadu Xavier afirmou que Álvaro Dias aparece mais consolidado entre os eleitores conservadores justamente por assumir de forma clara o alinhamento político com Jair Bolsonaro.
“Quando Álvaro se coloca defendendo as bandeiras da direita e do ex-presidente Bolsonaro, ele consolida uma base política”, declarou.
O pré-candidato governista também afirmou que a realidade percebida nas ruas é diferente dos números divulgados pelas pesquisas eleitorais.
“O sentimento nas ruas é completamente diferente dos números que aparecem em algumas pesquisas”, disse.
Segundo Cadu, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra tem fortalecido sua pré-candidatura tanto em Natal quanto no interior do Estado.
“As pessoas me abordam como o candidato de Lula e o candidato de Fátima. O povo do nosso estado é louco por Lula”, afirmou.
Na avaliação do petista, essa identificação política já estaria produzindo uma transferência espontânea de votos.“Quando descobrem que o candidato de Lula sou eu, é uma transferência de voto quase automática”, declarou.
Confiante, Cadu Xavier afirmou acreditar que os próximos levantamentos eleitorais deverão mostrar o crescimento de sua pré-candidatura e previu vitória do grupo governista em 2026.
“A gente vai para o segundo turno e vai vencer as eleições”, concluiu. A entrevista ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas no Rio Grande do Norte.
Enquanto Allyson Bezerra e Álvaro Dias disputam espaço no campo conservador, o PT trabalha para consolidar Cadu Xavier como o principal representante do lulismo e da continuidade da gestão da governadora Fátima Bezerra no Estado.
Na tarde desta quinta-feira (28), a senadora Zenaide Maia participou da solenidade de entrega do novo Laboratório Municipal de Coleta de São José de Mipibu. O equipamento representa mais um avanço na Saúde Pública do município e reforça a parceria entre o mandato da parlamentar e a gestão municipal, marcada pela destinação de milhões em emendas para diversas áreas.
Durante a cerimônia, a senadora destacou a importância da união entre os poderes para garantir melhorias à população e celebrou o investimento na saúde pública do município. “Fico feliz em ver uma gestão comprometida em oferecer dignidade e respeito ao povo. Esse laboratório moderno mostra que, com vontade política e parcerias, é possível garantir uma saúde pública de qualidade para todos, da zona urbana à zona rural”, afirmou Zenaide Maia.
A parlamentar também elogiou o trabalho desenvolvido pela administração municipal e ressaltou que o avanço da cidade é fruto da continuidade e do compromisso coletivo.
Estiveram presentes o prefeito Zé Figueiredo, o vice-prefeito Bruno Dantas, a deputada estadual Cristiane Dantas, o deputado federal Benes Leocádio, a presidente da Câmara Municipal Verônica Senra, secretários municipais e a população.
Na sequência da agenda, a senadora seguiu para o município de São Gonçalo do Amarante, onde participou da solenidade de entrega da pavimentação das ruas Amapola e Manoel Firmino, no bairro Jardins.
Em sua fala, Zenaide Maia destacou o crescimento e o desenvolvimento do município, ressaltando os avanços na infraestrutura urbana. “São Gonçalo vive um novo momento de crescimento e desenvolvimento. Sabemos dos desafios de acompanhar esse avanço, mas o planejamento e o compromisso da gestão têm feito a diferença. Tenho orgulho de fazer parte dessa história e seguirei trabalhando para garantir mais investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, esporte, infraestrutura e segurança pública”, declarou a senadora.
A parlamentar também reafirmou seu compromisso com o Rio Grande do Norte e com a defesa da população trabalhadora por meio da destinação de recursos e da atuação no Senado Federal.
Participaram da solenidade o prefeito Jaime Calado, os vereadores, Valda Siqueira, Rayure Protásio, Delma Silva, Sargento Gerson, Wlisses, Aninha Siqueira, Léo e Anderson Morcego, secretários municipais e moradores da comunidade.
A senadora Zenaide Maia celebrou, em pronunciamento no Senado Federal, os 126 anos da Fundação Oswaldo Cruz e fez uma defesa enfática da ciência, da vacinação e do Sistema Único de Saúde (SUS).
Médica do serviço público, Zenaide destacou o papel histórico da Fiocruz na produção de vacinas, no enfrentamento de epidemias e na defesa da saúde pública brasileira ao longo de mais de um século. A parlamentar também relembrou a atuação da instituição durante a pandemia da covid-19, período em que, segundo ela, a Fiocruz permaneceu “de pé” diante do negacionismo e dos ataques à ciência.
No discurso, a senadora citou o legado de Oswaldo Cruz e a frase atribuída ao sanitarista — “não esmorecer para não desmerecer” — ao defender a importância da ciência e das instituições públicas de saúde no Brasil.
Ao alertar para o aumento de doenças preveníveis e para a queda da cobertura vacinal no país, a senadora reforçou a importância das campanhas de imunização e destacou o impacto histórico das vacinas e do saneamento básico na saúde da população.
“Quem mais fez a vida média aumentar no mundo foram as vacinas e a água tratada”, afirmou.
Ao longo da fala, Zenaide também defendeu mais investimentos em pesquisa, universidades públicas e instituições científicas, alertando para a saída de pesquisadores brasileiros do país por falta de incentivo e financiamento.
Ela lembrou ainda a contribuição histórica da Fiocruz e do médico sanitarista Sérgio Arouca para a construção do SUS e para a consolidação da saúde como direito garantido pela Constituição Federal.
Ao reforçar sua defesa da ciência, Zenaide Maia afirmou que a ciência salva vidas — salvou no passado, salva no presente e continuará salvando no futuro, por meio da vacinação, da pesquisa em saúde e do trabalho das instituições públicas, como a Fiocruz.
Assista ao vídeo completo do pronunciamento da senadora e leia abaixo a íntegra do discurso.
Sra. Presidente, Srs. Parlamentares, minhas colegas Parlamentares e todos os que estão nos assistindo pelos meios de comunicação, TV Senado, Rádio Senado, eu queria, aqui, falar sobre a celebração de 126 anos da Fiocruz, completados ontem, no último dia 25 de maio – não, foi antes de ontem.
E celebrar a Fiocruz é celebrar uma instituição que atravessou governos, crises, epidemias e ataques à ciência, sem nunca abandonar o povo brasileiro. E eu falo isso como médica do serviço público, alguém que nunca cobrou por uma consulta médica e que acredita profundamente que saúde não pode ser privilégio de quem pode pagar. Saúde é direito do povo.
Por isso eu digo, sem medo de errar: a Fiocruz é um dos maiores patrimônios públicos do Brasil. A Fiocruz carrega, no próprio nome, o legado de Oswaldo Cruz, que enfrentou epidemias, campanhas de desinformação e fortes resistências políticas num Brasil que ainda começava a estruturar sua saúde pública.
E Oswaldo Cruz costumava dizer: “Não esmorecer para não desmerecer”. Era mais do que uma frase, era uma postura diante daqueles que tentavam desacreditar a ciência e impedir o avanço da saúde pública brasileira. Mais de um século depois, a Fiocruz continua honrando esse mesmo compromisso: permanecer firme, ao lado da ciência, da vacina, do SUS e da vida do povo brasileiro.
A Fiocruz não é apenas um conjunto de prédios históricos, não é apenas o belíssimo Castelo de Manguinhos, que se tornou símbolo da saúde pública brasileira. A Fiocruz é, sobretudo, feita de gente. Gente que dedica a vida à pesquisa, à produção de vacinas, ao enfrentamento das epidemias, ao fortalecimento do SUS e ao cuidado com a população brasileira.
Depois de mais de um século de existência, a Fiocruz continua viva, pulsando, se reinventando e olhando para a frente, porque a ciência que não acompanha o sofrimento do povo perde o sentido, e a Fiocruz nunca perdeu o rumo do povo brasileiro.
Como médica, deixo aqui o meu testemunho sobre o papel da Fiocruz durante a pandemia da covid-19 no Brasil. Nós enfrentamos, naquele período, o negacionismo instalado em partes do Estado brasileiro, mas a Fiocruz permaneceu de pé, como um verdadeiro bastião de resistência contra os desmandos que tentavam ignorar a ciência, desacreditar a vacina e colocar a vida da população em risco. Foi a ciência que salvou vidas, gente. A Fiocruz honrou sua história, mais uma vez, ao lado do povo brasileiro, defendendo a saúde pública, a pesquisa e o SUS, em um dos momentos mais difíceis da nossa história recente.
Eu quero aproveitar esta homenagem para fazer também um alerta ao Brasil: não existe ciência forte sem investimento público contínuo, não existe soberania sanitária sem orçamento, não existe futuro para um país que abandona seus pesquisadores.
Infelizmente, nós ainda vemos muitos talentos da ciência brasileira deixando o país por falta de oportunidade, de estrutura, de financiamento e de valorização. São jovens brilhantes, pesquisadores altamente qualificados e profissionais formados nas universidades públicas brasileiras sendo obrigados a buscar fora aquilo que deveriam encontrar aqui: condições dignas para pesquisar, inovar e contribuir com o desenvolvimento nacional. Isso é uma perda muito grande para o Brasil.
Investir em ciência não é gasto, investir em saúde pública não é despesa. Isso é construção de soberania, desenvolvimento econômico e proteção da vida do povo brasileiro. Quando se corta recursos da ciência, o país não economiza, o país atrasa. Por isso, defender instituições como a Fiocruz também significa defender orçamento para a pesquisa, para as universidades públicas, para os institutos científicos e para a formação de novos pesquisadores, porque nenhum país se torna grande destruindo sua própria inteligência.
Eu quero aqui fazer uma homenagem muito especial aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram e que constroem essa fundação ao longo de décadas, aos que dedicaram 30, 40, 50 anos de suas vidas ao serviço público, à ciência e à saúde coletiva deste país.
A história da Fiocruz, inclusive, se confunde com a própria construção do Sistema Único de Saúde e com a luta pela redemocratização do Brasil, e é impossível falar dessa trajetória sem lembrar de Sérgio Arouca, médico sanitarista, ex-Presidente da Fiocruz, que presidiu a histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986.
Foi ali que profissionais de saúde, pesquisadores, movimentos sociais e a população brasileira ajudaram a construir uma ideia revolucionária para a época, a de que saúde não podia ser privilégio, tinha que ser direito de todos.
Daquela mobilização nasceu a base do SUS, que foi garantido na Constituição de 1988. Quando Sérgio Arouca dizia que democracia é saúde, ele nos ensinava que não existe cidadania sem plena dignidade, sem acesso à saúde e sem justiça social. Esse legado continua vivo, porque defender a Fiocruz é defender a ciência brasileira, é defender o SUS, é defender a vida, e, num mundo marcado por desigualdade, pelas mudanças climáticas e por novos desafios sanitários, instituições públicas fortes serão cada vez mais necessárias. Por isso, celebrar 126 anos da Fiocruz não é apenas olhar para trás com orgulho, é olhar para a frente com responsabilidade e coragem.
Por que eu estou abordando isso além dos mais de 100 anos da Fiocruz? Porque a gente está vendo, todos os dias, os prontos-socorros cheios de crianças, idosos, com viroses se transformando em graves, precisando até de leitos de UTI, porque os pais e os responsáveis não estão vacinando seus filhos. Quem mais fez a vida média aumentar no mundo – não é só no Brasil – foram vacinas e água tratada.
Então, por favor, você, pai, mãe, avó ou responsável, leve seus idosos e suas crianças aos postos de vacina. Não é possível que a gente tenha que retroceder. Temos um país que tem o calendário de vacina gratuito mais completo do mundo, e a gente ainda precisa botar o carro de som e convencer. Eu costumo dizer: se o pai, a mãe ou o responsável, mesmo sabendo que sua criança, não tomando a vacina, pode morrer ou ficar com sequelas para o resto da vida, mesmo assim, opta por não vacinar, eu chamo isso de abandono de incapaz.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou nesta quinta-feira (28) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a PEC 12/2026, proposta apresentada pela oposição como alternativa ao texto aprovado na Câmara dos Deputados para acabar com a escala 6×1.
Protocolada pelo líder da oposição no Senado e coordenador de campanha do senador Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), a proposta cria um modelo de jornada flexível baseado em horas efetivamente trabalhadas e prevê que direitos como férias, FGTS, décimo terceiro salário e adicionais sejam pagos proporcionalmente à carga horária.
Na prática, o texto abre caminho para redução proporcional de salários e benefícios trabalhistas, em contraste direto com a PEC aprovada pela Câmara, que prevê redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial.
Segundo o texto da proposta, caso um trabalhador opte por manter uma jornada de 40 horas semanais, ele poderá receber cerca de 10% a menos do que o salário integral previsto para jornadas maiores dentro do novo modelo defendido pela oposição.
A proposta também permite que a jornada seja definida por livre pactuação contratual direta, além de acordo individual e convenção coletiva. O modelo amplia a flexibilização das relações de trabalho e enfraquece o objetivo original da PEC do fim da escala 6×1.
O movimento passou a ser comparado à chamada emenda das 52 horas, apresentada durante a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. A emenda previa jornadas ampliadas por meio de compensação e acordos coletivos e acabou se tornando alvo de críticas de parlamentares e sindicatos favoráveis à redução da jornada.
Assim como ocorreu na Câmara, a proposta apresentada agora no Senado reúne apoio majoritário de parlamentares ligados à oposição e ao bolsonarismo. Entre os signatários estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES), Ciro Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Jorge Seif (PL-SC), Cleitinho (Republicanos-MG), Carlos Portinho (PL-RJ) e Styvenson Valentim (PSDB-RN).
A comparação com a emenda das 52 horas ganhou força porque parte dos parlamentares que assinam a PEC alternativa no Senado também defendeu propostas para flexibilizar ou ampliar jornadas de trabalho durante a tramitação da PEC do fim da escala 6×1.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Ao comentar a chegada da proposta ao colegiado, Otto afirmou ao Metrópoles que a PEC ainda passará por análise técnica antes da definição de relatoria.
“Vou mandar analisar a proposta. Vou enviar para a nossa assessoria jurídica. É uma PEC sobre regime de trabalho”, declarou o senador ao site Metrópoles.
O envio da proposta alternativa à CCJ acontece poucos dias após a derrota política da emenda das 52 horas na Câmara e abre uma nova disputa em torno da redução da jornada de trabalho no Congresso.
Enquanto a proposta aprovada pelos deputados estabelece redução da jornada sem redução salarial, a PEC apresentada pela oposição no Senado aposta em um modelo baseado em flexibilização contratual e remuneração proporcional ao número de horas trabalhadas.
O texto da PEC 12/2026 ainda aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Com crescimento significativo de indicadores educacionais no período pós-pandemia e bom desempenho nas variantes que representam vida longa e saudável da população, o Rio Grande do Norte superou o Ceará e tem agora o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Nordeste.
Os dados são do Radar IDHM, estudo elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O levantamento registra crescimento de todas as unidades da federação entre 2012 e 2024, destacando Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte como os que mais evoluíram no Brasil no período. A exemplo do que ocorreu com o Brasil, o IDHM do RN também evoluiu de forma consistente nos últimos anos, refletindo a trajetória de políticas públicas que elevaram a expectativa de vida ao nascer, ampliaram o acesso à educação e expandiram a renda per capita. Nesse sentido, o RN saiu da condição de IDHM Médio que tinha em 2012, para o grau de alto desenvolvimento humano (0,778) em 2024, um crescimento de quase 12%.
A melhoria do IDHM é resultado de um conjunto de políticas públicas construídas de forma contínua, com impactos diretos na ampliação do acesso à educação, na permanência dos estudantes na escola e na melhoria das condições de vida da população.
Com expectativa de vida ao nascer elevada tanto para o população branca como a negra, o RN assumiu o terceiro lugar no ranking nacional de longevidade, atrás apenas do Distrito Federal e de Santa Catarina. Em 2024, subiu para 77,8 anos, tornando-se a terceira do país e a maior do Nordeste. E com viés de alta. No caso da população branca, a expectativa de vida é de 80,8 anos, a maior do Brasil.
Divulgado nesta quinta-feira, o Atlas da Violência 2026 mostra que o RN foi o quinto estado brasileiro e o segundo do Nordeste com maior redução na taxa de mortes violentas intencionais no período de 2014 a 2024, com queda de (-51,6%). O resultado coloca o estado entre as unidades da federação que mais avançaram no enfrentamento à violência letal na última década.
RENDA E EDUCAÇÃO
A melhoria dos indicadores que formam o IDHM Educação, cinco no total, fez o estado potiguar subir de patamar, passando de médio para alto desenvolvimento humano. Na dimensão Educação, o IDHM é calculado a partir de uma síntese dos subíndices de Escolaridade e Frequência Escolar. Esse avanço está associado aos investimentos em infraestrutura escolar, conectividade, formação de professores, ampliação do acesso à tecnologia e fortalecimento das políticas de alfabetização e aprendizagem.
“O resultado também reflete o fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios, especialmente por meio de ações articuladas voltadas à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental, como a política territorial de alfabetização Pró-Alfa RN. Trata-se de um esforço coletivo que evidencia a importância de políticas integradas, permanentes e territorializadas para reduzir desigualdades, garantir direitos e ampliar oportunidades para crianças e jovens em todo o estado”, afirmou a secretária de Estado da Educação, Socorro Batista.
Na dimensão Renda, o RN mudou de patamar: saiu da faixa média (0,693) e ascendeu ao grau de alto desenvolvimento humano (0,720), com a melhor renda per capita do Nordeste. Em dezembro de 2024, o Estado tinha 536.091 trabalhadores celetistas, com carteira assinada, estoque maior que o número de beneficiários do Bolsa Família. O crescimento da renda domiciliar foi acompanhado pela diminuição da proporção de pessoas vulneráveis à pobreza, segundo a pesquisa. Em 2024, a PNAD Contínua constatou que no Nordeste, o estado com menor taxa de insegurança alimentar era o Rio Grande do Norte.
Para gestores do Governo do Estado nas áreas de Educação, Saúde, Trabalho e Ação Social, o desempenho do Rio Grande do Norte se deve à implementação de políticas públicas que passam por diversos setores da sociedade civil organizada, mas que normalmente têm à frente ações governamentais dos três entes federativos.
Essa evolução, asseguram os secretários, resulta de políticas transversais, como um programa social que estimula ou condiciona a oferta do benefício à manutenção de uma criança na escola, por exemplo. É o caso do Bolsa Família, implementado há mais de duas décadas, e que se soma aos investimentos realizados pelo Estado para ampliar o acesso à tecnologia, melhoria da infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais.
“O Governo tem atuado desde 2019 para enfrentar desigualdades, garantindo à população oportunidades de trabalho, acesso a renda. Também atua para efetivar todas as estratégias do Governo Federal de superação da fome, e está construindo o Sistema Nacional de Segurança Alimentar em Nutricional”, diz a secretária do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Iris Oliveira, lembrando que o Programa Leite Potiguar um alimento essencial a 76 mil famílias nos 167 municípios do RN. E o Programa Restaurante Popular chega com alimentação preparada e saudável para a população mais vulnerável com mais de 36 mil refeições diárias.
FIQUE POR DENTRO
O IDHM é uma síntese que expressa a condição de vida da população em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: Longevidade (vida longa e saudável), Educação (acesso ao conhecimento) e Renda (acesso a um padrão de vida decente).
FAIXAS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO Muito alto: 0,800 ou superior Alto: Entre 0,700 e 0,799 Médio: Entre 0,600 e 0,699 Baixo: Entre 0,500 e 0,599 Muito Baixo: 0,499 ou inferior
O Rio Grande do Norte consolidou-se como o estado que mais avançou no indicador de Eficiência da Máquina Pública no Nordeste e um dos principais destaques nacionais em evolução administrativa no período entre 2023 e 2025. Os dados constam no levantamento especial “Ranking de Competitividade dos Estados – Eleições 2026”, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que monitora indicadores de governança, sustentabilidade fiscal e capacidade administrativa das unidades federativas.
O desempenho do RN reflete os resultados de um processo de fortalecimento institucional, modernização tecnológica e qualificação da gestão pública conduzido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (SEPLAN). Diante de cenários fiscais complexos e de perdas significativas de arrecadação registradas nos últimos anos, o estado passou a investir no aperfeiçoamento dos processos gerenciais, na integração de dados e no fortalecimento do planejamento como estratégia para ampliar a eficiência administrativa e a capacidade de investimento.
Entre as iniciativas que sustentam a evolução do Rio Grande do Norte no indicador nacional destacam-se a institucionalização do Modelo de Governança e Gestão Pública e a consolidação de ferramentas de monitoramento em tempo real. O Portal de Metas, responsável pelo acompanhamento quinzenal das 100 metas prioritárias do Governo do Estado, e o ObservaRN (Observatório de Indicadores do Estado) passaram a fortalecer uma cultura administrativa baseada em evidências, indicadores e dados socioeconômicos estruturados.
“O avanço do Rio Grande do Norte nos indicadores de Eficiência da Máquina Pública demonstra que planejar e gerir são, sobretudo, atos de responsabilidade social com a população. Mesmo diante de grandes desafios orçamentários, a gestão da governadora Fátima Bezerra escolheu investir em modernização institucional, transparência e gestão orientada por dados. Quando qualificamos processos e acompanhamos metas de forma sistêmica, aceleramos a capacidade de transformar investimentos em resultados concretos para a população, seja em saúde, infraestrutura ou segurança hídrica”, enfatiza Virgínia Ferreira, secretária de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão.
Outro marco técnico importante foi a liderança do RN na implantação piloto da Esteira de Parcerias do TransfereGov.br, desenvolvida em cooperação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A iniciativa contribuiu para reduzir burocracias e agilizar a celebração de convênios e transferências de recursos federais para municípios potiguares.
A melhoria da capacidade gerencial também ampliou o potencial do Estado na captação e execução de investimentos estruturantes. No âmbito do Novo PAC, o Rio Grande do Norte monitora uma carteira superior a R$ 29,5 bilhões em investimentos previstos, com taxa de execução de 74,8% nos contratos acompanhados pela Sala de Situação integrada do Governo do Estado.
O fortalecimento da máquina pública vem impactando diretamente a execução de projetos estratégicos em diferentes regiões do estado, entre eles:
Segurança hídrica: conclusão das obras físicas da Barragem de Oiticica, garantindo abastecimento e sustentabilidade para comunidades do semiárido;
Logística e transição energética: avanço das obras da duplicação da BR-304 e desenvolvimento da modelagem do Porto-Indústria Verde;
Inclusão digital e regionalização: expansão da infraestrutura de fibra óptica por meio dos programas RN Mais Conectado e Infovia Potiguar, ampliando a integração entre órgãos públicos e descentralizando serviços essenciais.
“A eficiência da máquina pública não é um fim em si mesma. Ela existe para garantir justiça social, reduzir desigualdades regionais e melhorar a vida da população. O desafio permanente é construir uma gestão moderna, transparente e capaz de alinhar responsabilidade fiscal, planejamento e escuta dos territórios. Nosso foco é consolidar essa maturidade institucional e assegurar continuidade às políticas públicas estruturantes do estado”, destaca Virgínia Ferreira.
Para os próximos anos, a SEPLAN projeta ampliar as plataformas digitais de monitoramento e transparência, aprofundar a integração dos sistemas municipais ao ecossistema de parcerias do Estado e fortalecer o acompanhamento das diretrizes orçamentárias de longo prazo, consolidando um modelo de gestão pública cada vez mais eficiente, integrado e orientado por resultados.
Na sessão de hoje, 28, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) fez questão de celebrar a vitória da PEC do fim da escala 6×1 aprovada em dois turnos na Câmara Federal. O texto aprovado ontem prevê transição de até um ano para o regime de 40 horas semanais sem redução de salário, garantindo mais um dia de folga para os trabalhadores.
Sobre a tramitação da votação da PEC da 6×1 no Senado, a deputada estadual Isolda Dantas faz o alerta: “o senador Rogério Marinho, que é inimigo da classe trabalhadora, está articulando assinaturas de outros senadores para que a negociação das horas seja feita diretamente entre trabalhadores e patrões. Quem precisa do seu emprego não terá condição de negociar. Essa proposta é um ataque pra derrubar o fim da escala 6×1, é injusto e desigual e não podemos deixar isso acontecer!”.
A articulação que a deputada faz referência é a Proposta de Emenda à Constituição do horário flexível, protocolada no Senado pelo senador Rogério Marinho ontem à noite e consiste em livre negociação da jornada de trabalho e bancos de horas por meio de acordos individuais ou pactuação direta. A PEC do horário flexível negocia salário e benefícios como férias e 13º proporcionais às horas trabalhadas, buscando flexibilizar regras da CLT.
A deputada Isolda finaliza sua fala na ALRN defendendo: “40h semanais sem redução de salário, fim da escala 6×1 e que as mulheres e o povo possam ter mais tempo pro lazer e pra viver uma vida digna”.
A senadora Zenaide Maia (PSD) já tem o apoio de 106 dos 167 prefeitos do Rio Grande do Norte. Vários desses gestores se declararam apoiadores da pré-campanha à reeleição da parlamentar após a 27ª Marcha dos Prefeitos, que aconteceu em Brasília da segunda até a quinta-feira desta semana.
A senadora que também visitou o evento considera “a Marcha dos Prefeitos importantíssima para se discutir o que se faz necessário de investimento nos municípios para melhorar a vida do povo”. Além disso, o encontro permite que os gestores visitem os gabinetes dos parlamentares em busca de soluções para as cidades.
Somente durante a marcha, 40 prefeitos visitaram o gabinete de Zenaide. A senadora, que já é conhecida pela atenção dedicada aos gestores, os atendeu pessoalmente. Ela ouviu vários agradecimentos por parte deles e atendeu a solicitações de envio de recursos.
“Ela trata a gente como ‘gente’, respeita os prefeitos, nos valoriza”, declarou o prefeito de Poço Branco, Edinho Oliveira, sobre Zenaide.
Com o apoio de mais de 100 prefeitos até agora e com demonstrações de novas alianças a se formarem, Zenaide se encaminha para ter apoios em todos os municípios do estado. Além dos representantes do Executivo, a senadora conta com inúmeros apoiadores nas câmaras municipais e também no legislativo estadual. O que prova o poder de articulação e de diálogo da parlamentar, além do reconhecimento da classe política com o trabalho dela.
O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos no Brasil. Já a população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do país. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%). No Nordeste, a população com 60 anos ou mais representa cerca de 12,4% a 15,6% dos habitantes regionais. O Índice de Envelhecimento na região saltou de 42,7% (em 2010) para em 67,8% em 2022, impulsionado pela queda nas taxas de natalidade e aumento da expectativa de vida.
De acordo com o coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Rodrigo Soares Azevedo, diante desse contexto, é essencial pensar na prática regular de exercícios físicos por parte dessa população, haja vista a contribuição para a saúde e bem-estar que isso implica, sobretudo no que tange à longevidade. Para o fisioterapeuta, além de melhorar a condição física, a prática de se exercitar na terceira idade ajuda na saúde mental, cognitiva e emocional, além de promover uma melhor qualidade de vida e maior independência.
“A partir do exercício, é possível estimular a memória, a atenção e o raciocínio, fatores essenciais para a independência e a qualidade de vida dos idosos. Outro ponto é a interação social, que muitas vezes acompanha as atividades em grupo. Esse aspecto contribui ainda para o fortalecimento dos laços comunitários e a prevenção do isolamento social”, destaca.
Rodrigo aponta cinco benefícios do exercício físico na saúde da pessoa idosa. Confira:
Fortalecimento Muscular e Funcionalidade
Com o avanço da idade, ocorre uma diminuição natural da massa muscular e da força, conhecida como sarcopenia. A prática de atividades físicas, especialmente aquelas que envolvem exercícios de resistência, pode ajudar a combater essas perdas, aumentando a força muscular em idosos. Isso contribui diretamente para a manutenção da autonomia nas atividades cotidianas, como subir escadas, carregar compras e realizar tarefas domésticas.
Preservação da Densidade Óssea
Exercícios, especialmente musculação e atividades que envolvem suporte de peso, são fundamentais para manter a densidade óssea e prevenir condições como a osteoporose, que aumenta o risco de fraturas. Um esqueleto saudável e forte é essencial para manter a mobilidade e reduzir a incidência de quedas e lesões relacionadas.
Saúde Cardiovascular
A prática regular de atividade física ajuda a manter um coração saudável e uma circulação sanguínea eficiente, fatores que podem reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Exercícios aeróbicos, como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, fortalecem o músculo cardíaco e podem ajudar a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol.
Prevenção e Controle de Doenças Crônicas
A atividade física está associada à prevenção e ao manejo de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade. Os exercícios não só ajudam no controle do peso, como também na regulação dos níveis de glicose no sangue e na melhoria do perfil lipídico.
Saúde Mental e Cognitiva
Praticar exercícios físicos regularmente melhora a saúde mental, ajudando na redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas de depressão. Além disso, foi demonstrado que a atividade física pode melhorar a cognição e pode até diminuir o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.
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