O presidente da Câmara de Upanema, vereador Matheus Farias (PP), vai apresentar, na Sessão Ordinária desta quarta-feira (19), um Projeto de Lei que propõe mudar a classificação de alguns logradouros públicos do município.
A proposta prevê que Antônio Vitorino, no trecho entre o Beira Rio, Centro e Santa Paz, e as ruas José Lopes e João Maria de Oliveira Melo, no bairro Pêgas, passem a ser oficialmente classificadas como “Avenidas”.
Segundo a proposta, a mudança leva em consideração a importância dessas vias para a população e os investimentos realizados nos últimos anos pelas gestões do ex-prefeito Luiz Jairo e do prefeito Renan.
Atualmente, Upanema conta oficialmente com apenas três avenidas: Getúlio Vargas, 16 de Setembro e Manoel Gonçalves. Com a aprovação do projeto, também passarão a ter essa classificação a Antônio Vitorino, José Lopes e João Maria de Oliveira Melo.
No caso da Antônio Vitorino, embora o local já seja conhecido popularmente como avenida, ainda não existe uma legislação que oficialize essa classificação.
As vias Antônio Vitorino e José Lopes receberam investimentos importantes nos últimos anos e estão entre os trechos de maior movimento da cidade, fazendo a ligação entre as zonas leste e oeste. Entre as melhorias estão a pavimentação asfáltica, a urbanização dos canteiros e a instalação de iluminação de LED. A José Lopes também teve seu prolongamento pavimentado.
As duas vias se encontram na divisa entre os bairros Santa Paz e Pêgas, nas proximidades do cemitério público.
Já a João Maria de Oliveira Melo, no bairro Pêgas, conhecida pela região do “Bar da Torre”, também vem recebendo melhorias na gestão do prefeito Renan. O prolongamento da via ganhou nova pavimentação, uma passagem molhada e iluminação de LED. A expectativa é que o trecho também receba pavimentação em breve.
Os canteiros que existiam ao longo da via foram retirados, ampliando o espaço para circulação e melhorando a trafegabilidade para motoristas e pedestres, além de contribuir para as condições de mobilidade dos moradores da região.
Uma investigação sobre a venda clandestina de produtos injetáveis anunciados para emagrecimento levou a Polícia Federal às cidades de Caicó, no Rio Grande do Norte, e João Pessoa, na Paraíba. A Operação Aisthesis foi deflagrada nesta quarta-feira (19), com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão.
Segundo a PF, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para distribuir os produtos. Durante as diligências, os agentes encontraram ampolas e canetas injetáveis, sendo que parte do material já havia sido aberta e estava preparada para comercialização em doses individuais.
A operação também identificou produtos armazenados de maneira inadequada. Para a Polícia Federal, as condições encontradas aumentam o risco de contaminação e dificultam a identificação da procedência e da composição das substâncias comercializadas.
A preocupação da investigação está relacionada principalmente aos riscos associados ao uso de produtos sem registro sanitário e adquiridos fora dos estabelecimentos autorizados.
Além da ausência de garantia sobre a origem e a composição, o uso sem acompanhamento médico pode aumentar os riscos à saúde. A PF alerta que produtos anunciados para emagrecimento não devem ser utilizados sem avaliação e prescrição de profissional habilitado.
Os investigadores também apuram a prática conhecida como “aplicação fracionada”. Nesse modelo, o conteúdo de uma mesma ampola ou caneta é dividido para atender diferentes pessoas.
Fracionamento pode provocar contaminação
A divisão de produtos injetáveis entre usuários representa um dos principais pontos de preocupação apontados na investigação. O compartilhamento de frascos e materiais pode favorecer a contaminação e provocar infecções.
Também existe o risco de transmissão de doenças quando materiais ou recipientes são manipulados de forma inadequada e utilizados por mais de uma pessoa.
Durante as buscas, a apreensão de produtos já preparados para venda em doses individuais reforçou a suspeita de que o fracionamento fazia parte do modelo de comercialização investigado pela PF.
Investigados podem responder criminalmente
Os alvos da operação são suspeitos de envolvimento com a distribuição e comercialização irregular de produtos terapêuticos ou medicinais.
Os seis mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte e cumpridos nos dois estados.
A Polícia Federal informou que as investigações e ações de fiscalização contra esse tipo de comércio deverão ser intensificadas. A intenção é identificar outros envolvidos e ampliar o controle sobre a venda clandestina de produtos injetáveis.
PF faz alerta para consumidores
A orientação da Polícia Federal é que a população não utilize medicamentos ou produtos com finalidade terapêutica sem acompanhamento médico.
A corporação também recomenda que produtos farmacêuticos sejam adquiridos exclusivamente por canais regulares, com procedência conhecida e documentação fiscal.
Outra recomendação é evitar tratamentos anunciados em redes sociais ou aplicativos de mensagens que sejam oferecidos sem prescrição e acompanhamento profissional.
Uso sem orientação pode provocar efeitos graves
Medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento não são isentos de riscos e devem ser usados somente com indicação e acompanhamento de profissional habilitado. Entre os medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 estão substâncias como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
A Anvisa alerta que o uso fora das indicações aprovadas e sem acompanhamento médico aumenta a possibilidade de eventos adversos. A Agência já registrou notificações relacionadas a complicações graves e reforça que esses medicamentos não devem ser tratados como produtos de uso estético sem controle médico.
Entre os problemas que podem ocorrer estão sintomas gastrointestinais importantes e alterações no pâncreas. A Anvisa emitiu, em fevereiro de 2026, um alerta específico sobre o risco de pancreatite aguda associado ao uso indevido desses medicamentos.
O perigo de comprar produtos de origem desconhecida
Quando um produto é comercializado fora dos canais autorizados, o consumidor pode não ter garantia sobre sua composição, concentração, armazenamento ou procedência.
A situação é ainda mais preocupante quando se trata de medicamentos injetáveis, que exigem condições adequadas de armazenamento e manipulação. Produtos sem registro ou de origem desconhecida também dificultam a rastreabilidade caso ocorra uma reação adversa.
Em abril de 2026, a Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso de produtos anunciados como “canetas emagrecedoras” que não possuíam registro, notificação ou cadastro na Agência. Segundo a Anvisa, nesses casos não existe garantia sobre o conteúdo ou a qualidade do produto.
Por que o fracionamento de injetáveis preocupa?
A prática de retirar o conteúdo de uma ampola ou caneta e dividi-lo entre diferentes pessoas aumenta o risco de contaminação e compromete a segurança do tratamento.
A manipulação inadequada pode alterar as condições de conservação do medicamento e favorecer a entrada de microrganismos. Quando há compartilhamento de recipientes ou materiais, também existe risco de transmissão de infecções.
A Anvisa estabelece regras específicas para o fracionamento de medicamentos. Segundo a Agência, somente produtos cuja embalagem seja identificada como “embalagem fracionável” podem ser fracionados, justamente para evitar o contato do medicamento com o ambiente e reduzir riscos de contaminação.
“Caneta emagrecedora” não significa medicamento sem risco
O nome popular utilizado nas redes sociais pode dar a impressão de que esses produtos funcionam como uma solução simples para perda de peso. Na realidade, os medicamentos agonistas do GLP-1 possuem indicações terapêuticas específicas, contraindicações, efeitos adversos e necessidade de acompanhamento profissional.
Desde junho de 2025, medicamentos dessa classe, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, passaram a ter regras mais rigorosas de dispensação no Brasil. A receita deve ser apresentada em duas vias e fica retida na farmácia ou drogaria, com validade de até 90 dias.
A mudança foi adotada pela Anvisa após a identificação de um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas.
Quais sinais exigem atenção?
Pessoas que utilizam medicamentos injetáveis para emagrecimento devem procurar atendimento médico diante de sintomas intensos, persistentes ou diferentes do esperado, principalmente quando houver dor abdominal forte ou contínua, vômitos persistentes ou outros sinais de agravamento.
A preocupação com sintomas abdominais é especialmente relevante porque a pancreatite aguda está entre os eventos adversos que levaram a Anvisa a emitir alerta específico sobre o uso indevido dos agonistas do GLP-1.
Em caso de reação após o uso de um produto de procedência duvidosa, a orientação é buscar atendimento de saúde e informar qual substância ou produto foi utilizado, levando, se possível, a embalagem e demais informações disponíveis.
Como evitar cair em anúncios clandestinos?
A oferta de medicamentos para emagrecimento cresceu nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, mas o ambiente digital não garante que o produto anunciado seja regularizado.
A Anvisa orienta que medicamentos sejam adquiridos por canais regulares e que o consumidor desconfie de ofertas sem receita, promessas de emagrecimento rápido, produtos sem identificação adequada ou vendedores que não apresentam informações claras sobre procedência.
Também é importante verificar se o medicamento possui registro e se a comercialização está autorizada. Em 2026, a própria Anvisa alertou para produtos irregulares divulgados na internet como “canetas emagrecedoras”.
Dois prefeitos assumiram papéis estratégicos na campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte: Dr. Tadeu, prefeito de Caicó e responsável pela articulação no Seridó, e Marianna Almeida, prefeita de Pau dos Ferros e uma das principais lideranças do grupo no Alto Oeste.
Os dois já entraram em campo desde o primeiro dia de campanha, promovendo mobilizações e caminhadas em suas regiões. Mais do que participar da campanha, porém, Tadeu e Marianna carregam desafios políticos particulares em seus territórios.
Em Caicó, Dr. Tadeu tem pela frente uma disputa simbólica. A cidade é o principal reduto político de Álvaro Dias no Seridó, e o prefeito terá como missão buscar uma vitória de Allyson justamente na terra do adversário, além de trabalhar para ampliar o desempenho do candidato nos demais municípios seridoenses.
No Alto Oeste, Marianna Almeida enfrenta outro cenário. Prefeita de Pau dos Ferros, principal cidade da região, ela atua em um território onde Lula historicamente possui forte presença eleitoral. O desafio é fortalecer Allyson em Pau dos Ferros e fazer da cidade um ponto de expansão da campanha pelos municípios do entorno.
São missões diferentes, mas com um peso político semelhante. Para Dr. Tadeu e Marianna Almeida, conseguir uma vitória de Allyson em seus municípios e apresentar um desempenho forte no Seridó e no Alto Oeste tende a representar mais do que o cumprimento de uma tarefa eleitoral: passa também pelo prestígio e pela capacidade de liderança regional de cada um.
Por isso, Caicó e Pau dos Ferros serão dois pontos importantes para observar ao longo da campanha. Tadeu e Marianna já entraram em campo e, cada um diante das peculiaridades de sua região, terão seus próprios testes políticos até as urnas.
A presença do presidente Lula no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, representa mais do que uma agenda administrativa. No início oficial da campanha, a visita terá forte peso político e servirá para reforçar Cadu Xavier ao Governo.
O principal impacto deverá ocorrer sobre a candidatura de Cadu Xavier. O candidato iniciou a disputa enfrentando dúvidas sobre sua capacidade eleitoral, mas passou a apresentar crescimento nas últimas pesquisas. O levantamento Metododata/Grupo Dial apontou esse movimento, indicando que Cadu começa a deixar a condição de candidato pouco competitivo para entrar efetivamente no jogo eleitoral.
Lula chega justamente neste novo momento. Sua presença servirá para confirmar publicamente que Cadu é o seu candidato ao Governo do Estado, fortalecendo a associação entre os dois e ajudando a ampliar o conhecimento do eleitorado sobre o nome do ex-secretário. Não será apenas uma declaração de apoio, mas uma chancela política e eleitoral no começo da campanha.
A nova pesquisa Perfil/BG mostra uma aproximação entre Styvenson Valentim e Zenaide Maia na corrida pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado.
Na soma das intenções de primeiro e segundo votos informada pelo levantamento, Styvenson aparece com 15,19%, enquanto Zenaide chega a 13,44%. Rafael Motta registra 7,50%, Samanda de Lula 6,22% e Coronel Hélio 4,03%.
A comparação com julho mostra movimentos em direções diferentes entre os dois primeiros. Styvenson passou de 16,56% para 15,19%, uma variação de -1,37 ponto percentual, dentro da margem de erro. Zenaide avançou de 12,06% para 13,44%, alta de 1,38 ponto. Assim, a diferença nominal entre os dois caiu para apenas 1,75 ponto percentual.
Samanda também avançou, passando de 4,09% para 6,22%. Rafael Motta, por sua vez, variou de 8,75% para 7,50%.
O grande contingente ainda indefinido reforça que o cenário permanece aberto: 36,72% aparecem como indecisos, enquanto brancos e nulos representam 11,46%.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 13 e 16 de agosto, tem margem de erro informada de 2,45 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registros BR-06188/2026 e RN-00522/2026.
A nota acima apenas organiza os números do levantamento fornecido, sem fazer avaliação ou preferência entre os candidatos.
O ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, realiza nesta sexta-feira (21) a Caravana do Azulão, que vai percorrer municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte.
A agenda começa em Upanema, onde Allyson conta com o apoio do prefeito Renan (PP). Em seguida, a caravana passa por Campo Grande, Paraú, Triunfo Potiguar, Messias Targino, Patu e Olho D’Água do Borges, encerrando o percurso em Umarizal, município administrado pelo prefeito Pezão (PP).
Allyson disputa o Governo do Estado pela Coligação Esperança e Trabalho, formada pela Federação União-Progressista (União Brasil e PP), PSD, MDB, Republicanos e Federação Renovação Solidária (Solidariedade e PRD).
O PT concentra esforços para consolidar a candidatura de Samanda de Lula, presidente estadual da legenda, como prioridade na eleição deste ano.
Embora a chapa governista também conte com o candidato do PDT, Rafael Motta, o pedetista não tem sido tratado, na avaliação de setores do PT, como um nome orgânico da esquerda tradicional do Rio Grande do Norte. Entre militantes e lideranças históricas, o entusiasmo em torno de sua candidatura é considerado limitado.
Diante desse cenário, a estratégia do PT é direcionar sua estrutura política e militância para impulsionar Samanda de Lula, considerada a candidatura prioritária da legenda na disputa por uma das vagas ao Senado.
O presidente Lula cumpre agenda institucional no Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20) no Rio Grande do Norte, passando inicialmente em Macaiba, onde às 15h participa de anúncios relativos aos supercomputadores e soberania digital, no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), situado na avenida Santos Dumont.
Ja no fim da tarde participa de ato politico no estacionamento da Arena das Dunas. “É um momento para fortalecer nossa caminhada, unir forças e reafirmar um projeto político que tem dado certo”, anima-se o ex-secretário da Fazenda, Cadu Xavier, que é candidato do PT à sucessão da governadora Fátima Bezerra.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) protocolou, nesta 3ª feira (18.ago.2026), um pedido ao Supremo Tribunal Federal para que a Corte reavalie a decisão que, em 2009, derrubou a obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício da profissão no Brasil. A medida visa fortalecer a qualidade técnica e a responsabilidade ética na produção de notícias em um cenário marcado pela rápida disseminação de conteúdos digitais.
A presidente da entidade, Samira de Castro, defende que a ausência de formação específica tem sido prejudicial à sociedade. Para ela, o jornalismo não se confunde com a mera emissão de opiniões, tratando-se de uma atividade que demanda compromisso com a verdade e qualificação técnica.
O movimento ganha força após declarações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Durante sessão da 1ª Turma do STF, Dino pontuou que a dispensa do diploma tem dificultado o julgamento de ações envolvendo liberdade de imprensa. Já Moraes enfatizou que o direito constitucional à liberdade de expressão não pode ser utilizado como escudo por usuários de redes sociais que cometem crimes contra a honra ou disseminam atos de desinformação.
Em 2009, o STF entendeu que o Decreto-Lei 972 de 1969, que exigia registro no Ministério do Trabalho e diploma, não havia sido recepcionado pela Constituição de 1988. Atualmente, a discussão sobre a categoria também tangencia a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 206 de 2012, conhecida como PEC do Diploma, que tramita na Câmara dos Deputados mas permanece sem votação no plenário.
O debate ocorre em um momento de tensão institucional, agravado pela recente decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a quebra de sigilo do jornalista Luís Pablo. O caso, criticado pela Fenaj e pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), envolve a identificação da fonte de uma reportagem sobre o uso de veículos oficiais, levantando alertas sobre a proteção ao sigilo da fonte jornalística.
Em mais uma ação para fortalecer a logística potiguar, o Governo do Estado e a Sudene firmaram uma parceria para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de um novo trecho ferroviário no Rio Grande do Norte. O projeto visa conectar a Transnordestina — um dos maiores corredores férreos do país — aos municípios de Mossoró e Caiçara do Norte, local onde será instalado o futuro Porto-Indústria Verde.
A parceria foi formalizada nesta terça-feira (18) entre a governadora Fátima Bezerra e o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre. A autarquia vai contratar um estudo técnico para estruturar as bases do projeto logístico, bem como o modelo de contratação técnica.
Segundo a governadora Fátima Bezerra, o projeto tem potencial para ampliar as rotas logísticas do Rio Grande do Norte, reduzindo custos e ampliando a capacidade de escoamento da produção regional.
“O superintendente da Sudene acolheu nossa reivindicação para a realização de um estudo, financiado pela própria autarquia, que vai definir o traçado exato dessa inclusão, ligando o Porto-Indústria Verde e Mossoró até Iguatu, no Ceará. Inserir o Rio Grande do Norte na Transnordestina significa abrir um novo corredor logístico e garantir desenvolvimento para todas as cidades que serão abrangidas pelo projeto”, disse Fátima Bezerra.
A chefe do Executivo estadual asseverou que o futuro corredor ferroviário poderá atender setores como mineração, petróleo, gás, agricultura irrigada e de energias renováveis. “Vai permitir o escoamento do sal marinho, frutas destinadas à exportação e equipamentos relacionados aos setores eólico, solar e de hidrogênio verde”, comemorou.
O superintendente da Sudene explicou que os levantamentos deverão considerar o traçado, as condições de operação, as demandas de transporte e os aspectos econômicos e financeiros do empreendimento. “O objetivo do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira (EVTE) é definir com precisão de engenharia o traçado, os custos de desapropriação e os investimentos necessários para a execução física do trecho”, disse.
De acordo com Francisco Ferreira Alexandre, além de priorizar a logística integrada de grandes cargas — como minerais, grãos e insumos energéticos —, as diretrizes do estudo de viabilidade devem contemplar, de forma prospectiva, a possibilidade de a nova linha férrea operar o transporte de passageiros em uma etapa futura.
A implementação deste serviço de transporte coletivo, segundo ele, estará condicionada à celebração de acordos operacionais e comerciais específicos. “Esse projeto será fundamental para levar desenvolvimento, crescimento e transformação para cidades como Apodi e Pau dos Ferros, por exemplo”, complementou.
Conexão com o Porto-Indústria Verde
A governadora Fátima Bezerra ressaltou que a meta do projeto é conectar a ferrovia ao futuro Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, ampliando as alternativas de transporte para a região. “A estrutura vai atender a todas as operações de exportação e importação, além de atividades relacionadas às energias renováveis, que são o foco do futuro terminal portuário potiguar”, destacou.
Para o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, a inclusão do Rio Grande do Norte na malha ferroviária regional representa um marco estratégico para a interiorização do desenvolvimento industrial no semiárido.
Ainda segundo ele, o projeto criará um novo eixo de escoamento e suprimento, reduzindo custos de frete e elevando a competitividade dos portos e das bacias produtivas do estado na integração com mercados vizinhos. “Uma vez integrado à Transnordestina — passando por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros —, o porto ganhará ainda mais relevância. Isso nos permitirá transportar hidrogênio, amônia para fertilizantes, sal e frutas pela ferrovia, aumentando expressivamente a nossa competitividade”, ressaltou.
Transnordestina
A Ferrovia Transnordestina foi concebida para integrar o interior produtivo do Nordeste aos principais portos da região e baratear o escoamento da produção agrícola e mineral. Iniciada em 2006, a obra vai cobrir mais de 1,2 mil km de extensão, ligando o polo produtor de grãos em Eliseu Martins (Piauí) ao Porto do Pecém (Ceará).
Também participaram da reunião a secretária-chefe do Gabinete Civil, Virgínia Ferreira; o secretário de Planejamento, Alexandre Lima e o assessor técnico do Consórcio Nordeste, Pedro Lima.