FÁTIMA BEZERRA (PT) É ELEITA GOVERNADORA DO RIO GRANDE DO NORTE

Com 92,08%% de apuração das urnas eletrônicas, candidata foi tem 57,45% votos válidos — Foto: Elias Medeiros

 Com 92% das urnas eletrônicas apuradas às 18h51, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte em segundo turno, neste domingo (28). Ela recebeu 945.008 votos ou 57,45% dos válidos e Carlos Eduardo (PDT), 699.923 votos (42,55%). Veja a apuração completa aqui. Fátima é a única mulher eleita governadora no país em 2018 e a terceira a ser escolhida para o cargo no estado.

Fátima Bezerra tem 63 anos. É professora, pedagoga e atualmente ocupa o cargo de senadora da república pelo Rio Grande do Norte. Ela nasceu em 19 de maio de 1955 em Nova Palmeira, na Paraíba, mas mora no Rio Grande do Norte desde a adolescência. Se filiou ao PT em 1981 e entrou na carreira política-eleitoral após atuação no sindicato dos professores do estado.

Antes do Senado, Fátima foi eleita deputada estadual duas vezes consecutivas, nas eleições de 1994 e 1998. Em 2002, disputou pela primeira vez um cargo na Câmara Federal. Ganhou e foi eleita outras duas vezes, em 2006 e 2010, sempre pelo Rio Grande do Norte. Entre as candidaturas vitoriosas no Legislativo, disputou a Prefeitura de Natal nos anos de 1996, 2000, 2004 e 2008, mas perdeu nas quatro ocasiões.

Em 2014, com 808.055 votos potiguares (54,84% dos válidos), Fátima foi eleita senadora. Ela poderia permanecer no cargo até 2022, mas decidiu se candidatar ao governo do estado. Eleita, a professora assumirá pela primeira vez um cargo do Poder Executivo – a única governadora eleita no país em 2018.

Campanha
Fátima Bezerra e Carlos Eduardo passaram ao segundo turno na disputa ao governo do Rio Grande do Norte com 748.150 votos (46,17% dos válidos) e 525.933 (32,45%), respectivamente, no dia 7 de outubro, quando foi realizado o primeiro turno das eleições 2018. Desde então, os dois candidatos começaram a buscar votos dos candidatos derrotados, muitos dos quais não declararam apoio a nenhum dos dois, e de eleitores indecisos.

Após passar ao segundo turno, Carlos Eduardo anunciou apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), apesar de seu partido, o PDT, ter anunciado apoio crítico ao presidenciável Fernando Haddad (PT). Do outro lado, além de partidos de esquerda e centro esquerda, Fátima conseguiu apoio de parte do PSDB, adversário comum nacionalmente, como o grupo político do presidente do partido, Ezequiel Ferreira de Souza.

Por Igor Jácome, G1 RN

JAIR BOLSONARO SUPERA HADDAD E É O NOVO PRESIDENTE DO BRASIL

Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, é o novo presidente do Brasil. Com 92,08% das urnas apuradas,  o candidato do PSL tem 55,63% dos votos válidos, contra 44,37% do petista Fernando Haddad. A abstenção nacional está em 21,15%. Capitão reformado do Éxercito, Bolsonaro disputou a Presidência da República pela primeira vez. Antes de se eleger para quatro anos à frente do Palácio do Planalto, foi deputado federal por sete mandatos. Já esteve em outros seis partidos: PPB, PDC, PPR, PFL, PTB e PP.

Bolsonaro acompanhou a apuração dos votos em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, do Rio de Janeiro. Ele não se pronunciou sobre o resultado até a última atualização desta reportagem.

O candidato do PSL liderou as pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, em todos os cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 31 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral indeferiu a candidatura de Lula, por 6 votos a 1. O PT substituiu, então, o ex-presidente pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

‘NÃO QUERO FAZER CAMPANHA COM O PT NUNCA MAIS’, DIZ CIRO GOMES ANTES DE VOTAR

Ciro discursa após votar no prédio da secretaria da Saúde, no Bairro Praia de Iracema — Foto: Sistema Verdes Mares

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência da República no primeiro turno, disse ao votar em Fortaleza neste domingo (28) que não pretende mais fazer campanha para o Partido dos Trabalhadores (PT). “Eu não tô neutro, não. Desde a primeira hora, eu tomei posição. Eu não quero é fazer campanha com o PT, nunca mais”, disse.

Ciro ressaltou que fará oposição a qualquer um dos eleitos neste segundo turno. “Minha posição é a mesma de antes. Se que quisesse aderir a alguma das duas forças eu teria feito antes. O Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba da confrontação miúda que vem destruindo a economia brasileira”, afirmou.

“Faz quatro anos que o Brasil não para pra trabalhar, com a oposição rasteira e destrutiva. Mais de 13 milhões de desempregados, o empresariado colapsado com endividamento altíssimo, mais de 63 mil homicídios ao ano e o debate nacional marcado pelo radicalismo estreito e intolerante. Isso não é bom conselheiro para o futuro do País”, afirmou o pedetista.

O ex-candidato divulgou um vídeo neste sábado (27) no qual dizia que não querer tomar lado na disputa presidencial e pediu que a população votasse pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

O TRIÂNGULO DA PROPINA QUE ENVOLVE HADDAD

O candidato do PT poderia ter renegociado a dívida de São Paulo com Dilma Rousseff, mas, segundo o Ministério Público, ele preferiu participar de uma negociata envolvendo Eduardo Cunha e Leo Pinheiro, da OAS

O ano era 2013. O município de São Paulo, na época comandado pelo hoje candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, tinha uma dívida junto ao governo federal de R$ 53,2 bilhões – 13% de sua receita líquida ia para pagar dívidas com a União, que, na época, era também comandada pelo PT, da então presidente Dilma Rousseff. A solução óbvia era renegociar a dívida com seu principal credor, o governo federal. Entretanto, o caminho utilizado por Fernando Haddad foi uma parceria com o então deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje detido em Curitiba, e o empreiteiro Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, também preso. É o que indicam investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) obtidas pela reportagem de ISTOÉ. Para o MPF, a triangulação revelaria a confluência de interesses entre o então prefeito petista, o então deputado corrupto e o empreiteiro corruptor, sempre girando em torno do pagamento de propinas.

Àquela altura, Haddad estava pressionado com os diversos protestos populares fruto dos aumentos nas passagens de ônibus. Precisando de uma solução que lhe garantisse mais recursos, o petista atuou ao lado de Cunha para a aprovação da matéria. Ao mesmo tempo, de acordo com a investigação, integrantes do seu governo tiveram encontros com membros da OAS durante a tramitação do Projeto de Lei. Emails em poder da PF, demonstram constante troca de mensagens entre Cunha, Leo Pinheiro e Haddad sobre o andamento do projeto. O Ministério Público Federal acredita que Cunha recebeu propina da OAS para favorecer Haddad.

Fonte: IstoÉ – Leia mais AQUI.