Em maio, informou a CNN, a agência já havia dado o aval para a fabricação nacional do medicamento de semaglutida sintética da fabricante EMS após o fim da patente do Ozempic, derrubada em 20 de março.
O pedido foi feito em 2023. O Ozivy faz parte dos chamados medicamentos do tipo GLP-1 e é feito à base de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic. Essa categoria é indicada para o tratamento da diabetes tipo 2 e é popularmente conhecida como “canetas emagrecedoras”.
O teto fixado é de R$ 803,44 para as embalagens com uma caneta na dosagem de 1,34 mg/ml.
Mesmo com o teto, é a EMS quem vai definir o preço final para venda. Na última semana, o vice-presidente da farmacêutica, Marcus Sanchez, afirmou que a empresa quer a precificação em 30% inferior à das principais opções disponíveis.
Caso a venda seja de duas unidades, o valor vai a R$1.606,88. No parecer, a agência diz ter usado como base para o cálculo os preços dos medicamentos Extensior e Ozempic, que têm a mesma “indicação terapêutica e posologia aprovadas em bula que o medicamento objeto do pleito”.
Os valores não incluem a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que varia conforme cada estado brasileiro.
Em um comunicado nesta terça-feira (2), a agência da ONU informou que os dados mostram que o El Niño, fenômeno que aquece as águas e afeta o clima pelo mundo, deve chegar nos próximos meses e há fortes indícios de que ele seja intenso. O último El Niño que, em 2024, provocou secas intensas na Amazônia , deixando rios na região Amazônica completamente secos.
“Precisamos nos preparar para um possível evento El Niño forte, que exacerbará a seca e as chuvas intensas e aumentará o risco de ondas de calor tanto em terra quanto no oceano”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
O El De acordo com os dados da WMO, que é autoridade no tema, há 80% a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño entre junho e agosto deste ano. Ou seja, é certo que o fenômeno vai acontecer.
Embora ainda exista incerteza sobre sua intensidade máxima, a maioria dos modelos climáticos sugere que o evento deverá ser, no mínimo, moderado e pode atingir níveis considerados fortes. Ou seja, o mundo já não vamos ter uma versão mínima do evento. O alerta da ONU é de que é preciso se preparar para eventos extremos.
“Os impactos serão ainda mais severos, viajarão ainda mais longe e cruzarão fronteiras com velocidade devastadora. A única resposta eficaz é uma ação climática à altura da crise – acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, acelerar a transição para as energias renováveis, proteger os mais vulneráveis e implementar sistemas de alerta precoce para todos”, disse António Guterres, Secretário-Geral da ONU.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial central e oriental. Ele faz parte de um ciclo conhecido como Oscilação Sul do El Niño (ENSO), que alterna entre três fases: El Niño, La Niña e neutralidade.
O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos e geralmente dura entre nove e doze meses. Seu pico costuma ser registrado entre o final de um ano e o início do seguinte, mas seus efeitos podem persistir por mais tempo e influenciar padrões climáticos em diversas regiões do planeta.
E o que pode acontecer?
No Brasil, o El Niño aumenta a tendência de seca na parte norte do país e de chuva na parte sul. Porém, mais do que isso, há um risco de aumento nos eventos extremos de forma generalizado — afetando todas as regiões.
Isso acontece porque o clima é sustentado por uma combinação de fatores que estão interligados. Com secas extremas no Norte, não temos a umidade da Amazônia e seus rios voadores que irrigam o restante do país. A consequência disso, é uma temporada mais seca também em outros estados.
O último El Niño que enfrentamos foi em 2024. À época o Brasil viu:
– Secas intensas no Norte, deixando rios na região Amazônica completamente secos; – As enchentes do Rio Grande do Sul; – O aumento das temperaturas, que elevou as ocorrências de incêndio, afetando os principais biomas do Brasil; – Mudanças no regime de chuvas que derrubou os índices das represas.
O país ainda não se recuperou completamente desses desastres. No Rio Grande do Sul, ainda há cidades sendo reconstruídas. No Norte, há um risco de que, com novas secas intensas, isso crie estresse hídrico nos rios que fazem parte do coração das águas brasileiras.
Em seu comunicado, a ONU reforça: é preciso que os governos se preparem para o que está por vir. No Brasil, na última semana o governo anunciou a criação de um gabinete de crise. Órgãos do governo federal e instituições de pesquisa vão passar a se reunir semanalmente para acompanhar os impactos do El Niño e coordenar ações de prevenção e resposta em todo o país.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.Junho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RNJunho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RN
Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica.
Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.
No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.
Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.
Temperatura
Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.
No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados. Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.
Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.
Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C. Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.
A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira já sabe quais uniformes utilizará nos compromissos da fase de grupos. A definição foi divulgada pela Fifa nesta segunda-feira (1º) e prevê três combinações diferentes para os primeiros jogos do torneio.
Segundo a CNN, o Brasil abrirá sua participação diante do Marrocos, em 13 de junho, às 19h (de Brasília), em Nova Jersey. Na partida, a equipe comandada por Carlo Ancelotti vestirá a tradicional combinação formada por camisa amarela, calção azul e meias brancas. Os goleiros atuarão com uniforme inteiramente preto. Os marroquinos entrarão em campo com camisa e meias vermelhas, além de calções verdes.
Na segunda rodada, marcada para 19 de junho, na Filadélfia, a Seleção terá uma mudança significativa no visual. Contra o Haiti, os jogadores de linha usarão uniforme totalmente azul, com camisa e calção da mesma cor, complementados por meias pretas. Os goleiros brasileiros vestirão magenta, enquanto os haitianos jogarão com conjunto completamente branco.
Já no terceiro e último compromisso da fase de grupos, diante da Escócia, em 24 de junho, em Miami, o Brasil voltará a utilizar a camisa amarela. Desta vez, porém, o uniforme será composto por calção branco e meias brancas. A principal novidade ficará por conta dos goleiros, que entrarão em campo usando um uniforme integralmente vermelho.
A definição dos trajes acontece no mesmo dia em que a delegação brasileira inicia sua viagem para os Estados Unidos, país que sediará parte da competição ao lado de Canadá e México. A chegada da equipe está prevista para terça-feira (2), quando também será realizado o primeiro treinamento em solo americano.
Antes da estreia no Mundial, a Seleção ainda fará um último teste. O time enfrenta o Egito no dia 6 de junho, em Cleveland, em amistoso preparatório para a competição.
Os contribuintes brasileiros poderão deixar de preencher a declaração do Imposto de Renda em um futuro próximo.
A expectativa foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que o processo poderá se tornar totalmente automático em um prazo de dois a três anos.
A proposta faz parte de um conjunto de medidas voltadas à modernização dos serviços tributários e à ampliação da integração de dados já disponíveis nos sistemas da Receita Federal.
Contribuinte passaria apenas a validar informações
Segundo o ministro, a intenção é eliminar a necessidade de preenchimento manual das declarações, aproveitando informações que já são enviadas regularmente por empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições.
Com o novo modelo, os dados seriam reunidos automaticamente em uma plataforma da Receita Federal, cabendo ao cidadão apenas conferir e validar as informações apresentadas pelo sistema.
Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (1º) à Rádio CBN, Durigan afirmou que a mudança pretende reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros precisem dedicar tempo ao envio de informações que o governo já possui.
“Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem”, afirmou.
Projeto amplia modelo da declaração pré-preenchida
A iniciativa é uma evolução da declaração pré-preenchida, ferramenta que vem sendo expandida nos últimos anos pela Receita Federal.
Atualmente, o sistema já reúne automaticamente diversos dados do contribuinte, como:
Rendimentos recebidos
Informações bancárias
Investimentos financeiros
Bens e patrimônios declarados
Gastos com saúde
Deduções permitidas pela legislação
Mesmo com essas informações disponíveis, os contribuintes ainda precisam revisar os dados e concluir o envio da declaração.
Receita trabalha na integração de novas bases de dados
A proposta defendida pelo Ministério da Fazenda prevê uma integração ainda mais ampla entre bancos de dados públicos e privados.
O objetivo é que informações prestadas por instituições financeiras, empregadores, empresas e operadoras de saúde sejam incorporadas automaticamente ao sistema da Receita, reduzindo a necessidade de intervenção do cidadão.
A expectativa do governo é que o modelo funcione de forma semelhante ao que já ocorre em alguns países, onde a administração tributária disponibiliza uma declaração praticamente pronta para validação.
“Então veja, no ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda”, acrescentou.
Mudança será implementada gradualmente
Apesar da expectativa apresentada pelo ministro, a substituição completa da declaração tradicional não deve ocorrer de forma imediata.
A Receita Federal continuará ampliando gradualmente o uso da declaração pré-preenchida até que o processo alcance a maior parte dos contribuintes.
Estimativas do próprio Fisco indicam que o modelo automatizado já deve atender cerca de 60% dos declarantes, percentual que tende a crescer nos próximos anos com a expansão da digitalização dos serviços tributários.
O que muda para o contribuinte
Caso o projeto avance conforme o cronograma previsto pelo governo, o envio manual da declaração poderá se tornar exceção.
Na prática, o contribuinte deixaria de preencher formulários e informar dados individualmente, passando a apenas revisar as informações consolidadas pela Receita Federal e confirmar sua veracidade antes da entrega definitiva.
O senador Rogério Marinho (PL) está se esforçando para estragar o sonho do trabalhador em regime de escala 6×1 ganhar mais um dia de folga sem redução salarial.
O senador que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL/RJ) a presidência da República está propondo a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 12 que tramita em paralelo a PEC do fim da escala 6×1 aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados.
Na proposta de Rogério, cria um regime laboral baseado em horas trabalhadas jogando apostando na negociação entre patrão e empregado.
Pela proposta, salários e benefícios como FGTS, férias e 13º salário serão calculados de forma proporcional à carga horária cumprida.
Na prática é o fim do descanso remunerado e a implantação da jornada 7×0.
Uma pesquisa da consultoria NielsenIQ revelou que 62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras precisaram mudar a prioridade de gastos para incluir o medicamento no orçamento.
O estudo, realizado com 8.240 domicílios brasileiros, mostra que apenas 4,6% das famílias utilizam atualmente as canetas, mas outros 26,1% demonstram interesse no tratamento e não aderem principalmente por causa do preço elevado.
Entre os usuários, 84% afirmam sentir impacto moderado ou alto no orçamento doméstico. Para 62,7%, o gasto mensal com o medicamento ultrapassa R$ 800.
Os setores mais afetados pela reorganização financeira são bares (62,3%), serviços em geral (56,6%), restaurantes (54,9%), lazer (50%) e supermercados (16,4%).
Segundo a NielsenIQ, a tendência é que a quebra de patentes e a redução dos preços ampliem o acesso às canetas emagrecedoras, aumentando seu impacto sobre o consumo das famílias brasileiras.
Atualmente, 70% dos compradores pertencem às classes de maior renda e estão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com preços mais baixos, a expectativa é que o uso avance também entre consumidores de renda média, exigindo uma nova redistribuição dos gastos domésticos.
O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos no Brasil. Já a população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do país. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%). No Nordeste, a população com 60 anos ou mais representa cerca de 12,4% a 15,6% dos habitantes regionais. O Índice de Envelhecimento na região saltou de 42,7% (em 2010) para em 67,8% em 2022, impulsionado pela queda nas taxas de natalidade e aumento da expectativa de vida.
De acordo com o coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Rodrigo Soares Azevedo, diante desse contexto, é essencial pensar na prática regular de exercícios físicos por parte dessa população, haja vista a contribuição para a saúde e bem-estar que isso implica, sobretudo no que tange à longevidade. Para o fisioterapeuta, além de melhorar a condição física, a prática de se exercitar na terceira idade ajuda na saúde mental, cognitiva e emocional, além de promover uma melhor qualidade de vida e maior independência.
“A partir do exercício, é possível estimular a memória, a atenção e o raciocínio, fatores essenciais para a independência e a qualidade de vida dos idosos. Outro ponto é a interação social, que muitas vezes acompanha as atividades em grupo. Esse aspecto contribui ainda para o fortalecimento dos laços comunitários e a prevenção do isolamento social”, destaca.
Rodrigo aponta cinco benefícios do exercício físico na saúde da pessoa idosa. Confira:
Fortalecimento Muscular e Funcionalidade
Com o avanço da idade, ocorre uma diminuição natural da massa muscular e da força, conhecida como sarcopenia. A prática de atividades físicas, especialmente aquelas que envolvem exercícios de resistência, pode ajudar a combater essas perdas, aumentando a força muscular em idosos. Isso contribui diretamente para a manutenção da autonomia nas atividades cotidianas, como subir escadas, carregar compras e realizar tarefas domésticas.
Preservação da Densidade Óssea
Exercícios, especialmente musculação e atividades que envolvem suporte de peso, são fundamentais para manter a densidade óssea e prevenir condições como a osteoporose, que aumenta o risco de fraturas. Um esqueleto saudável e forte é essencial para manter a mobilidade e reduzir a incidência de quedas e lesões relacionadas.
Saúde Cardiovascular
A prática regular de atividade física ajuda a manter um coração saudável e uma circulação sanguínea eficiente, fatores que podem reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Exercícios aeróbicos, como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, fortalecem o músculo cardíaco e podem ajudar a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol.
Prevenção e Controle de Doenças Crônicas
A atividade física está associada à prevenção e ao manejo de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade. Os exercícios não só ajudam no controle do peso, como também na regulação dos níveis de glicose no sangue e na melhoria do perfil lipídico.
Saúde Mental e Cognitiva
Praticar exercícios físicos regularmente melhora a saúde mental, ajudando na redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas de depressão. Além disso, foi demonstrado que a atividade física pode melhorar a cognição e pode até diminuir o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.
Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.
A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 em dois turnos de votação.
No primeiro turno, o texto foi aprovado por 472 votos a favor e 22 contrários. No segundo turno, o placar foi de 461 a 19. Com a decisão, o tema avançou na Casa após ampla maioria dos parlamentares.
No RN, todos os deputados federais presentes votaram a favor da proposta:
“Ah, o estrago de Flávio cavalgando ‘dark horse’ não foi assim tão grande nas pesquisas”, tentam dizer para si mesmos os bolsonaristas flavianos e os extremistas de centro do colunismo reacionário que se finge de apenas conservador, hipótese em que “democracia ou não” seria causa excludente de adesão. Mas os valentes topam uma quase-ditadura se for para aposentar Lula e, se me permitem, aposentar da vida os aposentados…
Um pensamento intrusivo: “flaviano” já designou uma dinastia no Império Romano. Os flavianos fizeram, entre outras coisas apreciáveis —embora imperadores sempre fossem também detestáveis… É a vida! — o Coliseu. Vespasiano começou; Tito, filho mais velho, concluiu, e Domiciano, o mais novo arrematou. Deve ser a ruína mais famosa da história da humanidade. Os nossos flavianos já começam a sua jornada pelas ruínas. Escolha quem quiser. Estou fora desse barco. O meu vai para outra praia. Adiante.
“NÃO É ASSIM TÃO RUIM”? Hein? “Não é assim tão ruim”, dizem os porta-vozes da Bozolândia? Esgrimem muito especialmente o Datafolha como suposta evidência. O presidente venceria o Número Um da Dinastia Bolsonariana (esse é o nome de seu verdadeiro sangue político) por 47% a 43% no segundo turno se a eleição fosse hoje. Margem de erro de dois pontos. Empatavam em 45% há 10 dias; em 26 de abril, o senador estava numericamente à frente (46% a 45%), numa trajetória de aproximação. Os afoitos anteviram o fim da era Lula. Escrevi aqui e falei em toda parte que o petista seguia, como segue, favorito.
Antes de o “golpista moderado” (ah, a atração fatal de setores da imprensa pelo golpismo; Carlos Lacerda, ao menos, tinha lido bem mais de três livros; não torna um golpista um ser superior, mas a linguagem ainda era de “Homo sapiens sapiens”…) ser escoiceado pelo Cavalo Negro azarão de um áudio, apontei que pesquisas outras apontavam que a queda de Lula e a ascensão de Flávio já haviam já estancado.
“PINK E O CÉREBRO”
O Datafolha pode até ser menos severo com o homem que promete começar o Coliseu pelas ruínas, mas torço para que os “novos flavianos” o considerem virtuoso. Nota: eu sempre espero que o bolsonarismo ignore as minhas contraditas. Paulo Figueiredo tirou uma onda por esses dias, sugerindo, em tom irônico, que ouvissem “Reinaldo e os Noblats” neste “Metrópoles”, como a sugerir: “Que gente horrível!”
Eu continuarei a curtir os Noblats e a dizer e escrever o que penso, torcendo para que Figueiredo e Eduardo sigam firmes e nos ignorem a todos e se regozijem apenas com o que é do seu agrado na sua aspiração de dominar o mundo, como os ratos de laboratório “Pink e o Cérebro”… Aí me perguntam: “Quem é quem nessa metáfora, Tio?” Eles se alternam — democracia interna ao menos… Mas o fato é que a dupla é fã dos Reinaldos e Noblats. Mas que sigam fazendo o contrário. Conto com eles. Sigamos.
MAIS PESQUISAS
Outras pesquisas, com efeito, são mais hostis ao homem das ruínas. A Futura Apex apontava Flávio à frente de Lula desde janeiro. Vamos aos índices mensais até abril: 48% a 42%; 48% a 42,5%; 49% a 40,5% e 48% a 43%. Em maio, fizeram-se dois levantamentos: 47% a 44,5% para o Zero Um (e notem que a aproximação já estava em curso, pré-coice…) e 47,7% a 42,2%, mas com Lula na liderança. Em 10 dias, uma inversão espetacular. “Ah, nós, os flavianos do caos, preferimos o Datafolha”. Ok. O abismo fica um tanto mais distante. Mas abismo é.
MAIS PESQUISAS
Outras pesquisas, com efeito, são mais hostis ao homem das ruínas. A Futura Apex apontava Flávio à frente de Lula desde janeiro. Vamos aos índices mensais até abril: 48% a 42%; 48% a 42,5%; 49% a 40,5% e 48% a 43%. Em maio, fizeram-se dois levantamentos: 47% a 44,5% para o Zero Um (e notem que a aproximação já estava em curso, pré-coice…) e 47,7% a 42,2%, mas com Lula na liderança. Em 10 dias, uma inversão espetacular. “Ah, nós, os flavianos do caos, preferimos o Datafolha”. Ok. O abismo fica um tanto mais distante. Mas abismo é.
Abril Flávio: 47,8% Lula: 47,5%
Aí vem o coice: Maio Lula: 48,9% Flávio: 41,8%
ATENÇÃO PARA O RELEVANTE
Qualquer que seja o número escolhido, o fenômeno é um só: Lula venceria Flávio se o segundo turno se desse hoje. Mas sustento que, mesmo sem o escândalo dos milhões de Vorcaro que os Bolsonaros supostamente destinaram ao filme — e que passaram pelas mãos de uma produtora que pediu uma casa à Prefeitura de São Paulo na Brasilândia, bairro mais pobre da capital (alguém falou em laranja de Mário Frias?) —, Lula já estaria na frente ou quase.
Ainda que não estivesse — e eu, cá comigo, contava com o petista atrás de Flávio até o início da campanha —, há, como diria o poeta, a enorme realidade. O poeta é Drummond: “Estou preso à vida e olho meus companheiros./ Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças./ Entre eles, considere a enorme realidade.
Lula já era favorito antes de vir à luz, do mundo das trevas, a bagunça protagonizada pelos irmãos. Até o Datafolha aponta que melhorou a avaliação que fazem os entrevistados sobre a atuação do presidente e sobre o governo: empatam hoje em 48% os que aprovam e reprovam a atuação do petista, depois de uma sequência de saldos negativos. Mais: 38% hoje consideram o governo “ruim ou péssimo”; 32% dizem ser “ótimo ou bom”, e 28% dizem ser regular.
A Folha insiste em dar uma manchete errada, talvez sem ouvir o instituto que supostamente a sustenta (ou é conivência?): “Datafolha: Avaliação do governo Lula melhora, mas ainda é negativa”. Errado. A avaliação não é negativa, mas positiva.
Publicar a manchete certa é prova de jornalismo, não de petismo.
Aluno regular passa de ano. Uma minoria de apenas 39% reprova o governo.
“Ah, Tio Rei, mas eu sou um entusiasta da “Arquitetura da Destruição” ela mesma, não do documentário — veja o filme quem ainda não o fez, uma obrigação civiluizatória —, e gosto de quem nos acena desde já com ruínas… Ok. Você já tem um candidato. E não é o meu.
*É jornalista.
Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.