CHAPA DA OPOSIÇÃO É ELEITA PARA COMISSÃO DO IMPEACHMENT

Com 39 integrantes, a chapa 2 – Unindo o Brasil, formada em sua maioria por deputados da oposição e dissidentes da base aliada, venceu hoje (8) a votação para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A chapa recebeu 272 votos, enquanto a chapa 1, formada por deputados indicados pelos líderes da base governista, obteve 199 votos. A votação foi secreta.
A comissão deverá ter 65 membros titulares e 65 suplentes. As vagas remanescentes, que não foram ocupadas pela chapa vencedora, serão preenchidas em nova votação, que deverá ocorrer amanhã (9). Faltam escolher 26 deputados titulares e 42 suplentes.
O bloco encabeçado pelo PMDB tem ainda quatro vagas de titulares e 14 de suplentes para serem ocupadas. O bloco liderado pelo PT terá que preencher ainda 15 vagas de titulares e 17 de suplentes. O bloco da oposição, liderado pelo PSDB, que organizou a chapa vencedora junto com outros partidos da oposição e insatisfeitos com a composição da chapa 1, terá de preencher uma vaga de titular e cinco de suplentes.




A bancada potiguar terá representante na comissão especial para análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O deputado federal Antônio Jácome (PMN) foi escolhido pelo seu partido, depois da abertura do processo pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB).














Pesquisa realizada entre os dias 7 e 11 deste mês em Minas Gerais, onde nasceu a presidente Dilma, revela que 59,6% dos entrevistados querem seu impeachment. O levantamento do Instituto Paraná, um dos mais acreditados do país, entrevistou 1.583 eleitores em 84 municípios mineiros. Apenas 30,7% dos conterrâneos são contra o impeachment, 8,1% não são a favor, nem contra, e 1,6% não sabe ou não opinou.
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse, ontem, no Recife, que pretende ser uma opção nas eleições presidenciais de 2018. “Não devo a partido nenhum. Estou analisando possível partida para o PSC, estamos namorando. Espero ser uma opção para 2018″, afirmou, depois de um debate na Assembleia Legislativa. Bolsonaro, que integra a chamada bancada BBB (boi, bíblia e bala) no Congresso, também voltou a defender o porte e a posse de armas de fogo.
Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná revelou que a desaprovação da presidente Dilma Rousseff atingiu 86,5%. Apenas 11,1% aprovam a condução do País e 2,4% não souberam o que dizer. A informação é do Diário do Poder. A desaprovação atinge o seu máximo, 90,1%, entre as pessoas de 25 a 34 anos, justamente quem está tentando se consolidar no mercado de trabalho.