‘A ESQUERDA E LULA PERDERAM A CREDIBILIDADE’, DIZ FUNDADOR DO PT
SÃO PAULO — Aos 82 anos, sociólogo e fundador do PT Francisco de Oliveira diz que impeachment de Dilma não é golpe, mas aposta que ele não se concretizará.
O senhor entende, como dizem os defensores do governo, que o impeachment de Dilma é golpe?
É um jogo pesado mas não é golpe. Não tem as características institucionais de um golpe, é apenas um jogo extremamente pesado. O processo de perda de credibilidade do Lula é o que deveria preocupar mais o PT. Dilma se salvará do impeachment. É difícil reunir a quantidade de votos necessários para derrubá-la. Fazer declarações é uma coisa, mas, na hora de votar, o que acontece é outra. Agora, a direita está muito forte. O governo Dilma está acabado, independentemente do resultado de impeachment. O governo está apenas cumprindo prazos, os quatro anos constitucionais que lhe cabem, mas Dilma está muito desgastada, não tem mais força política para nenhuma iniciativa, não vai aprovar nada no Congresso. O difícil é saber o que vem depois disso, em 2018.
O que o senhor achou da nomeação de Lula para o ministério da presidente Dilma?
Foi uma manobra infeliz. Quem tem a experiência do Lula não pode cometer um passo em falso desses. Ficou muito evidente que era uma jogada para salvar o próprio Lula e o governo. Isso político experiente não faz, fica muito na cara! E deu tudo errado. Foi surpreendente, o Lula não é um aprendiz, está lá há 50 anos. Só o que explica é o desespero para tentar segurar o governo, o que também é uma bobagem, já que o governo Dilma não existe mais.
O Globo



A menos de duas semanas da data estimada para a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara, 261 deputados afirmaram ao jornal O Estado de São Paulo que votariam a favor da abertura do procedimento e 117 se posicionaram contra. Nove não quiseram se manifestar, 55 disseram estar indecisos ou preferiam esperar a orientação partidária e 71 não foram localizados pela reportagem.
A reforma eleitoral aprovada em 2015 alterou a data limite para filiação partidária. Antes, para participar das eleições, os candidatos tinham que se filiar a uma legenda pelo menos um ano antes do pleito. Com a mudança, o prazo agora é de seis meses que antecedem as eleições.

O Partido Democratas de Upanema recebeu, na noite desta quinta-feira (31), no Plenário da Câmara Municipal a filiação de Edinael Castro, antes filiado ao Partido da República (PR). O ato contou com a presença da vice-presidente estadual da legenda no Rio Grande do Norte, a ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina; prefeito Luiz Jairo (PR); vice-prefeito Anísio Júnior (PHS); vereadores Carlinhos Garcia (PTN), Carlinhos Professor (PR), Ferrari Oliveira (PR), Ibamar Costa (PR) e Monthalggan Fernandes (PSB); além de ex-vereadores, secretários e presidentes de outros 14 partidos aliados.
Na oportunidade Edinael, que se filiou e assumiu o partido em Upanema, destacou a nova fase de crescimento e fortalecimento do DEM em todo o Brasil, ressaltando, ainda, o cenário promissor que a legenda deverá galgar nas eleições municipais. “O partido em Upanema nasce com uma cara nova e fortalecido, sendo marcado pela presença forte da juve
“Venho na incumbência do nosso presidente nacional do Democratas, senador José Agripino, para lhe dizer que nós confiamos e acreditamos em você. É uma grande responsabilidade substituir o ex-presidente Januário Bezerra, com toda a experiência e comprometimento, mas sabemos que você irá fazer o trabalho de fortalecimento do DEM na cidade de Upanema”, disse Cláudia Regina.
O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.
O Blog do Tonny Washington alerta aos agentes públicos que desejam se candidatar a algum cargo político devem ficar atentos ao prazo de desincompatibilização estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Até o próximo sábado (2), todos os candidatos a vereador caracterizados como cargos comissionados devem se desincompatibilizar.
Um levantamento da Arko Advice aponta alto índice de adesão ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. De acordo com a empresa de consultoria política, localizada em Brasília, “mais de 60% dos deputados votam a favor do impedimento de Dilma”. O restante flutua no campo do voto contrário ou da indefinição. São necessários 342 votos entre 513 deputados.
A bancada do PSD, de Gilberto Kassab, em sua quase totalidade já definiu uma posição pró-impeachment.