A Polícia Militar do Rio Grande do Norte prendeu três pessoas suspeitas de roubo de gado, recuperou animais e localizou um matadouro clandestino durante uma operação nesta segunda-feira (9).
Um veículo que era utilizado para transportar os animais roubados também foi apreendido. Segundo a corporação, as buscas duraram todo o dia.
Segundo a corporação, militares da Companhia Independente de Operações e Patrulhamento em Áreas Rurais (Ciopar) se mobilizaram para desarticular uma quadrilha que estava realizando furtos e roubos a fazendas na região do município de Riachuelo, no Agreste potiguar.
Nas buscas pelos criminosos, os policiais localizaram os três suspeitos e um matadouro no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, para onde tinham sido levados os animais furtados.
Todo o material apreendido e recuperado foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. A PM não informou como chegou aos suspeitos.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de União (MPTCU) pediu para a corte o bloqueio de bens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador afastado do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres.
A notícia é da CNN Brasil e foi tema de destaque no Meio Dia RN. O pedido – assinado pelo sub-procurador geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado – feito ao ministro do TCU, Bruno Dantas, é justificado pelos atos de último domingo (8) em Brasília, no qual as sedes dos Três Poderes foram atacadas e depredadas.
“Em razão de processo de Tomada de Contas e do vandalismo ocorrido no Distrito Federal no dia 8 de janeiro de 2023, que provocou inúmeros prejuízos ao erário federal, solicito seja decretada a indisponibilidade de bens”, escreve o pedido.
Além do trio, o sub-procurador também solicita o bloqueio de bens “de outros responsáveis, sobretudo de financiadores de mencionados atos ilegais”.
“Aproveito a oportunidade para me colocar à disposição dessa Corte para novos pedidos de indisponibilidade”, conclui o pedido. A CNN tenta contato com a defesa de Bolsonaro, Ibaneis e Torres para comentar o pedido.
A Câmara dos Deputados atualizou a lista de danos materiais causados pelos manifestantes que invadiram o prédio no último domingo (08). A atualização foi feita na manhã desta terça-feira (10).
O dano já chega a, no mínimo, R$ 3,039 milhões, só na Casa dos deputados federais.
O valor inclui até o momento:
400 computadores: R$ 2.138.000,00;
40 impressoras: R$ 150.000,00;
Aparelhos de rede de dados: R$ 75.000,00;
Vidros diversos: R$ 100.000,00;
“Vídeo wall”: R$ 10.000,00;
Duas TVs: R$ 6.000,00;
11 telefones: R$ 4.100,00;
Três cadeiras: R$ 6.000,00;
Tapeçaria: R$ 20.000,00;
Duas caminhonetes: R$ 500.000,00;
Mão de obra: R$ 30.000,00
De acordo com a Câmara, o número ainda é preliminar, porque não inclui:
Obras de arte destruídas, subtraídas ou danificadas
Custos com mão de obra e material necessários à limpeza dos ambientes e reparos emergenciais, como da rede elétrica da plataforma superior do Palácio do Congresso
E outros bens danificados, mas ainda não quantificados, como: mesas de vidro do Salão Verde e da liderança do MDB, cadeiras do Colégio de Líderes, cadeiras operacionais das lideranças do PSDB, PT e MDB e mesa de telefone do Colégio de Líderes.
Um adolescente de 16 anos morreu após sofrer um choque elétrico, na noite de segunda-feira (9) em Natal.
Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 23h50 na comunidade Leningrado, no Planalto, Zona Oeste de Natal.
Segundo familiares informaram à polícia, João Guilherme dos Santos, de 16 anos, havia subido em um poste perto de sua casa.
Após sofrer o choque, o adolescente foi socorrido à Unidade de Pronto-Atendimento de Cidade da Esperança, na Zona Oeste da cidade, mas não resistiu e morreu.
Até o início da manhã desta terça-feira (9), o corpo seguia na unidade de saúde, aguardando liberação para ser recolhido pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep).
Após os atos golpistas que depredaram as sedes dos poderes legislativo, executivo e judiciário no domingo o presidente Lula (PT) assinou decreto de intervenção federal na área da segurança do Distrito Federal.
A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e Senado por meio de votação simbólica, que é quando por meio de acordo entre as bancadas não é necessário registrar votos.
Mas os parlamentares podem se manifestar contra a proposta. Assim o deputado federal General Girão (PL) foi o único do Rio Grande do Norte a votar contra.
Nas redes sociais ele justificou a posição. “Não é dado à União Federal o poder de interferir em assuntos de competência dos Estados, ferindo assim o pacto federativo e seus respectivos princípios. É nítida, mais uma vez, a intromissão do Poder Judiciário nos demais Poderes ferindo o disposto na nossa Carta Magna”, escreveu. “Além do que, como já foi colocado fim aos ditos “atos antidemocráticos”, inclusive com a desmontagem dos acampamentos, e não há mais nenhum movimento subversivo ocorrendo, já tendo sido todos os prédios desocupados, não há fundamento constitucional para a manutenção da intervenção federal. Por isso, ao meu modo de ver, a intervenção federal não deve ser aprovada pelo Congresso Nacional”, complementou.
Styvenson
Já o senador Styvenson Valentim (Podemos) foi um dos oito senadores que votaram contra a proposta aprovado agora há pouco na Alta Câmara.
O parlamentar gravou vídeo dizendo que votava contra porque existem estados que precisam mais da intervenção. “Tem Estado em situação pior de desordem pública como o nosso Rio Grande do Norte que merecia uma atenção maior do Governo Federal”, frisou.
Outro argumento usado por Styvenson é que o Conselho da República deveria ter sido consultado antes. Ele reforçou que é contra a baderna e chamou os golpistas de marginais.
A intervenção na segurança do DF é válida até 31 de janeiro.
A Polícia Federal foi cumprir mandado na casa do ex-ministro Anderson Torres na tarde desta terça-feira (10).
Torres comandou a pasta da Justiça no governo Jair Bolsonaro e começou o ano como secretário de Segurança do Distrito Federal.
Ele foi exonerado da secretaria após os atos terroristas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no domingo (8).
Quem demitiu Torres foi Ibaneis Rocha, pouco antes de ser afastado do governo do DF pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ministro entendeu que houve omissão das autoridades do DF, que não contiveram os terroristas antes do vandalismo que depredou o Palácio do Planalto, o prédio do Congresso e o do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou 2022 com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. O índice ficou abaixo dos 10,06% acumulados em 2021, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação acumulada de 2022 foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 11,64% no ano, acima dos 7,94% de 2021. Também tiveram impacto importante os gastos com saúde e cuidados pessoais, que ficaram 11,43% mais caros. O grupo de despesas vestuário, por sua vez, teve a maior variação no mês: 18,02%.
Os transportes ajudaram a frear o IPCA de 2022, ao registrar deflação (queda de preços) de 1,29% no ano. Esse grupo de despesas havia acumulado inflação de 21,03% no ano anterior.
O grupo comunicação também fechou o ano com deflação: -1,02%. Os demais grupos apresentaram as seguintes taxas de inflação no ano: artigos de residência (7,89%), despesas pessoais (7,77%), educação (7,48%) e habitação (0,07%).
Dezembro
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,62% em dezembro. A taxa ficou acima do 0,41% do mês anterior mas abaixo do 0,73% de dezembro de 2021.
A maior alta de preços do mês veio do grupo saúde e cuidados pessoais (1,60%), que também teve o maior impacto na inflação oficial no período. Os itens com maior impacto nesse grupo foram produtos de higiene pessoal (3,65%), em especial os perfumes que, com uma alta de 9,02% tiveram o maior impacto individual no IPCA.
Com uma inflação de 0,66%, os alimentos e bebidas tiveram o segundo maior impacto na inflação oficial de dezembro, puxados pelas altas de preços de produtos como tomate (14,17%), feijão-carioca (7,37%), cebola (4,56%) e arroz (3,77%).
Nenhum grupo de despesas apresentou queda de preços no mês. Mas grupos como transporte e habitação tiveram mais baixas que em novembro. Os transportes tiveram taxa de 0,21% em dezembro, abaixo do 0,83% de novembro, devido às quedas de preços da gasolina (1,04%), óleo diesel (2,07%) e gás veicular (0,45%).
As altas de preços do etanol (0,48%), das passagens aéreas (0,89%) e dos pedágios (3%) mantiveram os transportes com inflação.
Habitação passou de 0,51% em novembro para 0,20% em dezembro, devido às altas menos intensas, em dezembro, de itens como aluguel residencial (0,40%) e energia elétrica residencial (0,20%).
A governadora Fátima Bezerra se reuniu na manhã desta terça-feira (10), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para tratar de projetos e obras hoje em execução e para os próximos quatro anos, como é o caso do Projeto Seridó, que vai garantir segurança hídrica aos 22 municípios da região, onde vivem atualmente cerca de 300 mil habitantes.
“Esses pleitos que apresentamos ao ministro são estratégicos para o Rio Grande do Norte. Temos ações importantes que exigem todo o nosso empenho para serem concluídas e promover em nosso Rio Grande do Norte um salto no desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou Fátima Bezerra.
Entre as ações de governo, estão em andamento, de acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, João Maria Cavalcanti, o complexo da Barragem de Oiticica, no município de Jucurutu (valor de R$ 146 milhões); a primeira etapa do Projeto Seridó (Seridó Norte), que foi assumido pela Codevasf (R$ 370 milhões); e o Programa Água Doce (R$ 32 milhões).
Ainda na área de recursos hídricos, o Governo do RN tem vários projetos para serem licitados, como a segunda etapa do Projeto Seridó (Seridó Sul); obras complementares relacionadas ao Projeto de Integração do Rio São Francisco – PISF, no valor estimado de R$ 20 milhões; e a licitação das obras da Adutora do Agreste.
O projeto executivo da primeira etapa da Adutora do Agreste, no valor de R$ 150 milhões, deve ser licitado ainda no primeiro semestre deste ano. “Este é um problema que se arrasta há décadas e, se Deus quiser, vai ser resolvido em nossa gestão”, destacou a governadora.
“Tudo isso que a governadora Fátima apresentou aqui está em nosso radar. É uma prioridade deste Ministério e do governo do presidente Lula. Ainda neste mês (de janeiro) iremos fazer uma reunião mais detalhada de nossa equipe com a equipe da governadora e, talvez, já falarmos em prazos”, disse o ministro Waldez Góes.
A boa logística de produção existente no Rio Grande do Norte (RN) é foco dos investimentos do Grupo Guararapes no Estado em 2023, que se prepara para centralizar a produção fabril em solo potiguar, com estimativa de gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos na própria unidade, em Extremoz, e também nas facções têxteis do interior que integram o Pró-Sertão.
A decisão estratégica deve permitir, de início, a abertura de 200 novos postos de trabalho, com incremento da produção na lavanderia da unidade. Já para as facções, a estimativa é crescer até 30% com o reforço na produção, de acordo com a Associação Seridoense de Confecções (Asconf).
“Em um primeiro momento, a lavanderia ganhará um aumento de produção, em virtude da demanda da lavagem do que é produzido no Pró-Sertão na unidade de Natal. Inicialmente, são de cerca de 200 contratações que nós estamos agregando. É o primeiro setor onde estaremos aumentando o quadro [de colaboradores]”, confirma o diretor executivo industrial da Guararapes, Jairo Amorim.
Nesta terça-feira (10), o Grupo anunciou o encerramento das atividades da única fábrica ativa em Fortaleza (CE) e a centralização da produção no Rio Grande do Norte(RN).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou, nesta terça-feira (10), o hospital AdventHealth Celebration em que estava internado em Orlando, nos Estados Unidos. Segundo interlocutores do político consultados pelo UOL, ele planeja antecipar o retorno ao Brasil.
Ele planejava ficar com a esposa, Michelle Bolsonaro, e a filha Laura, 11, até o fim de janeiro. A internação e a decisão de voltar para o Brasil ocorrem após atos de extremistas em Brasília.
O objetivo da internação foi investigar possível obstrução intestinal.
Contra decisão de médicos dos EUA. Um dos motivos que teria motivado a saída voluntária de Bolsonaro do AdventHealth é que ele prefere ficar sob os cuidados do cirurgião Antônio Luiz Macedo, médico que o acompanha desde a facada sofrida durante a campanha de 2018.
Desde o incidente, o ex-presidente esteve internado em hospitais em algumas ocasiões para realizar cirurgias e exames.