O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual durante um encontro com aliados realizado nesta quarta-feira (29), em sua casa de praia. De acordo com participantes, a reunião teve caráter informal e reuniu amigos e correligionários para conversas sobre o cenário político e as eleições de 2026.
Durante o encontro, Carlos Eduardo confirmou que está em diálogo com diferentes grupos políticos e informou ter recebido convites de ao menos três partidos interessados em sua filiação para a disputa proporcional.
Segundo o ex-prefeito, a definição sobre a legenda pela qual deverá concorrer será feita em um momento posterior, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Até lá, ele pretende manter conversas com lideranças políticas e apoiadores da capital e do interior do estado.
A movimentação indica a intenção de Carlos Eduardo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2026. O ex-prefeito governou Natal por quatro mandatos e também participou de eleições para cargos majoritários nos últimos anos.
O cenário partidário e as alianças para a próxima eleição estadual ainda estão em fase de definição, com articulações em curso entre diferentes lideranças e legendas.
A prisão domiciliar integral de Jair Bolsonaro foi resultado direto da atuação coordenada de seus filhos — Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro — e do deputado federal Nikolas Ferreira, segundo descreve a decisão de Alexandre de Moraes. O ministro afirma que todos tiveram participação ativa na estratégia para burlar as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e manter a influência política do ex-presidente.
Moraes aponta que Bolsonaro preparou “material pré-fabricado” para ser divulgado por terceiros, incluindo familiares, com conteúdo de ataque ao STF e apoio a intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro. O ministro relaciona essa prática ao modus operandi das “milícias digitais”, proibido desde 17 de julho e reiteradamente advertido em 21 de julho.
Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo do pai discursando a manifestantes em Copacabana, com a frase “pela nossa liberdade, pelo nosso futuro e pelo Brasil”, e apagou o conteúdo para ocultar a infração. Eduardo Bolsonaro reproduziu ataques ao STF, sugeriu sanções internacionais contra ministros e declarou que “em breve, nem Paris haverá mais para eles”.
Carlos Bolsonaro postou foto do pai pedindo que internautas “sigam @jairbolsonaro”, afrontando a proibição expressa de uso de redes sociais.
Nikolas Ferreira, durante ato na Avenida Paulista, exibiu Bolsonaro por videochamada e declarou: “Bolsonaro não pode falar, mas pode ver. É sua forma, mesmo estando preso dentro de casa”. Para Moraes, essa ação foi parte da mesma engrenagem para coagir o STF e obstruir a Justiça.
O despacho conclui que essas condutas, deliberadas e coordenadas, representaram reincidência no descumprimento das cautelares. Essa atuação conjunta foi determinante para a decisão de impor a prisão domiciliar integral, acompanhada de novas restrições: proibição de visitas não autorizadas, uso de celular e apreensão de aparelhos, além do bloqueio de contatos com autoridades estrangeiras e investigados.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao STF a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa armada, tentar abolir o Estado Democrático de Direito, articular um golpe de Estado e provocar danos qualificados com violência contra patrimônio da União, incluindo bem tombado.
As penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. O pedido agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
O presidente Lula bateu o martelo e não vai sancionar o projeto de lei complementar aprovado em junho pelo Congresso que aumenta de 513 para 531 o número de deputados federais.
A coluna confirmou a informação com três ministros que despacham com o presidente no Palácio do Planalto. A tendência já era essa desde o início da discussão, quando o Congresso aprovou o aumento, como mostrou a Folha.
Auxiliares, no entanto, ainda tentavam convencer o presidente a sancionar, argumentando que seria um gesto para distensionar a relação do governo com o parlamento.
No fim de semana, o presidente sacramentou a decisão: não vai endossar a proposta.
Uma vez decidido que não vai sancionar o projeto para que ele se transforme em lei, Lula agora estuda dois cenários: vetar a proposta, ou simplesmente lavar as mãos e deixar que ela seja promulgada pelo próprio Congresso.
Lula já afirmou a ministros que quer vetar a proposta.
Ele, no entanto, ainda sofre pressão para não fazer isso pois aumentaria o conflito com o Congresso.
As possibilidades, a partir de agora, são duas.
Na primeira hipótese, Lula não foge do assunto, se responsabiliza diretamente por tentar barrar a proposta e faz um gesto de ampla popularidade: de acordo com o Datafolha, 76% dos brasileiros são contra o aumento no número de deputados.
Por outro lado, a indisposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), com o governo aumentará. Ele comandou a votação e defende com veemência o aumento no número de parlamentares.
Se Lula barrar a proposta, o Congresso terá que derrubar o veto dele para que ela seja implementada.
Na segunda hipótese — não vetar a proposta, mas apenas não sancioná-la, deixando a promulgação nas mãos do Congresso— Lula não usufruirá das glórias do veto. Mas, por outro lado, evitará mais um confronto direto com o parlamento.
Um ministro que despacha diretamente com Lula diz que o presidente está recebendo conselhos para os dois lados. Mas que, se dependesse de sua única vontade, ele vetaria.
Um outro ministro afirma que “o povo” está esperando pelo veto, mas que Lula precisa ponderar o tamanho da briga que vai comprar com o parlamento. A Congresso, no entanto, não teria moral para reagir, já que também tem derrubado medidas de Lula.
Por outro lado, nada fazer passaria a impressão de um presidente “frouxo”, que não tem coragem de tomar a decisão correta e de acordo com sua consciência.
Deputados do PT fazem pressão pelo veto. “Lula deveria vetar. Não é o caso de se omitir”, diz o deputado Rui Falcão (PT-SP). “O povo depois julga quem está com a razão”.
Apoiador do presidente, o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, diz que é “fundamental que o presidente utilize o direito de vetar para, a partir disso, promover um amplo debate sobre o assunto”.
“O Presidente Lula tem muita sensibilidade. Sabe capturar o sentimento do povo. E, neste caso, não há dúvida alguma. O sentimento é de repulsa. Com o veto, abre-se um espaço importante para reflexão”, afirma o advogado.
A Pesquisa TCM/TSDois traz, nesta quarta-feira (23), a intenção de votos para o Governo do Estado do RN em Alto do Rodrigues.
Na pesquisa espontânea, 59,3% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Allyson Bezerra aparece com 19,3%. Branco/Nulo são 10%. Styvenson Valentim surge com 6,7%, Rogério Marinho 3,1%. Outros 2,8%, Álvaro Dias e Cadu Xavier ambos com 0,7%. Outros com 0,2%.
Na pesquisa estimulada foram apresentados três cenários. No primeiro cenário, Allyson Bezerra lidera com 54%, não sabem ou não responderam 21,6%, Branco/Nulo são 16,4%. Álvaro Dias tem 5,6% e Cadu Xavier tem 2,4%.
No Cenário 2, Allyson Bezerra tem 52,2% da preferência dos entrevistados de Alto do Rodrigues. Não souberam ou não responderam 19,6%. Branco/Nulo são 15,1%. Rogério Marinho tem 10,7% e Cadu Xavier 2,4%.
No Cenário 3, Allyson Bezerra aparece com 50,9%, Styvenson Valentim 17,3, Branco/Nulo são 14,7%, não sabem ou não responderam são 14,4% e Cadu Xavier tem 2,7% da intenção de votos para o governo do Estado do RN nas eleições de 2026.
Rejeição
No quesito rejeição, 30,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Votaria em qualquer um 21,3% do eleitorado de Alto do Rodrigues. Rogério Marinho tem a rejeição de 14,9% e Cadu Xavier 13,6%. Não votaria em nenhum 13,1%. Álvaro Dias tem 9,6% de rejeição, Allyson Bezerra 5,6% e Styvenson Valentim 5,1%.
Sobre a pesquisa
Foram entrevistados 450 eleitores de Alto do Rodrigues, no dia 19 de abril de 2025.
O nível de confiança utilizado é de 95%. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
O Juiz da 49ª Zona Eleitoral, Pedro Cordeiro Júnior, decidiu pela extinção da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Upanema contra o atual prefeito do município, Renan (PP). A decisão também beneficia os vereadores Matheus Farias (presidente da Câmara), Ibamar Costa, ambos do Progressistas, e o ex-prefeito Luiz Jairo, presidente do diretório municipal do partido.
A ação alegava suposto uso indevido de bens públicos durante evento realizado na residência do ex-prefeito Luiz Jairo, incluindo a entrega de banheiros químicos e insumos para consumo de eleitores, além de suposta compra de votos. Também foram citados na denúncia a Lotérica, Eva Cristina, Glauco Victor, Jerbeson Alison, João Paulo, Lucivan Galdino e Matheus Henrique.
No entanto, a Justiça Eleitoral acolheu o parecer do Ministério Público Eleitoral, que opinou pela extinção do processo com base na ilegitimidade da comissão provisória do MDB para propor a AIJE. De acordo com o juiz, a parte autora “não comprovou a regularidade de sua representação, notadamente a vigência do mandato da Comissão Provisória e a observação dos prazos, o que acarreta a sua ilegitimidade ativa”.
Com a decisão, a ação é extinta sem resolução de mérito, afastando qualquer sanção eleitoral aos investigados.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Upanema (Sindserpup) realizará a fiscalização das eleições para a escolha dos novos diretores das unidades de ensino da Rede Municipal de Upanema, marcada para acontecer na próxima terça-feira, 17 de dezembro, entre 7h e 17h. A eleição é organizada pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto e acontecerá nas escolas das zonas urbana e rural, com mais de 100 alunos.
Serão eleitos os dirigentes para a gestão democrática de quatro importantes unidades de ensino: o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professor Severino Ramos Martins de Moura e a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Carvalho Macedo, localizadas no bairro Pêgas, na zona urbana; além das Escolas Municipais Vicente de Paula Rocha, no sítio Pereiro, e Rita Dantas Veras, no São Manoel II, na zona rural do município.
A Escola Municipal Professora Maria Gorete de Carvalho Macedo é a maior unidade da Rede Municipal de Ensino e, junto com o CMEI, desempenha papel importante no município. Ao todo, são nove unidades de ensino distribuídas entre as zonas urbana e rural de Upanema. Entretanto, apenas a Escola Municipal 13 de Maio, situada no Projeto de Assentamento Palheiros III, não participará da eleição.
Nessas unidades em que não haverá a Gestão Democrática, os dirigentes serão nomeados diretamente pelo chefe do Poder Executivo. O mesmo ocorrerá na escola de Palheiros III, pois até o momento não foram apresentadas chapas para a disputa eleitoral envolvendo a comunidade escolar.
A seguir, os candidatos aos cargos de direção e vice-direção nas escolas que realizarão a eleição:
Escola Municipal Professora Maria Gorete de Carvalho Macedo:
o Diretor: Inácio Araújo de Souza o Vice-diretora: Maria da Conceição Carvalho
Centro Municipal de Educação Infantil Professor Severino Ramos Martins de Moura:
o Diretora: Maria Gorete Gomes Campina o Vice-diretora: Maria da Conceição Gonçalves
Escola Municipal Vicente de Paula Rocha:
o Diretora: Raimunda Nonata o Vice-diretor: Edgar Lopes
Escola Municipal Rita Dantas Veras
o Diretora: Rosângela Aquino o Vice-diretor: Salizete Carvalho
A eleição representa um importante passo para a participação da comunidade escolar na gestão das unidades de ensino, reforçando a gestão democrática e a valorização da educação em Upanema. O Sindserpup, ao fiscalizar o pleito, contribui para garantir a transparência e a lisura do processo eleitoral.
A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores que estão aptos a votar baixem o aplicativo e-Título com antecedência. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ressalta que o app só poderá ser baixado até a véspera da eleição, no sábado (5). Após essa data, a emissão do e-Título será suspensa, sendo liberada apenas no dia seguinte.
Lançado em 2017, o e-Título é a versão digital do título de eleitor em papel e pode ser utilizado como documento de identificação para votar, desde que o aplicativo esteja atualizado e contenha a foto do eleitor. O aplicativo é gratuito e permite acesso a dados como zona eleitoral, local de votação, justificativa de ausência, certidão de quitação eleitoral, entre outros serviços.
Os eleitores que não estiverem em suas cidades no primeiro e segundo turnos das eleições de outubro não poderão votar. A restrição é porque não há possibilidade de voto em trânsito nos pleitos municipais. O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa será em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.
Pelas regras eleitorais, o eleitor que não estiver em seu domicílio eleitoral deverá justificar ausência na votação. O prazo para justificativa é de 60 dias após cada turno, que conta como uma eleição. Quem não votar no primeiro turno pode votar no segundo. Deixar de votar e justificar nos dois turnos acarreta em duas faltas. A partir da terceira ausência sem justificativa, o eleitor é considerado faltoso e pode ter o título cancelado para as próximas eleições. Os eleitores que estão no exterior não votam, portanto, não precisam justificar.
A Amazônia já superou neste ano a mesma quantidade de queimadas registrada em todo o ano de 2023. Até a última quarta-feira (25/9), foram registrados 102.993 focos de calor no bioma. Em todo o ano de 2023, houve 98.646 queimadas. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Seguindo a curva da média histórica, este mês de setembro já é o com mais queimadas no ano também. Até quinta, foram 39.804 focos de calor, número acima da média histórica de 32,2 mil para o mês. O recorde anual aconteceu em 2004, quando o fogo foi identificado 218.637 vezes. As queimadas são monitoradas pelo Inpe desde junho de 1998.
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, houve 63.189 queimadas. O número é mais do que o dobro do que foi registrado no mesmo período de 2023: 31.489.