Author name: Edinael Castro

Eleições 2012 Informe Justiça TSE

TSE JÁ RECEBEU SETE PEDIDOS DE ENVIO DE FORÇAS FEDERAIS PARA AS ELEIÇÕES 2012

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu sete requerimentos de envio de forças federais, tanto para prestar apoio logístico na distribuição de urnas eletrônicas, quanto no reforço da segurança e manutenção da ordem pública em 17 localidades durante as Eleições 2012. Os pedidos foram apresentados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao TSE com base em solicitações encaminhadas às cortes regionais por juízes eleitorais das localidades. O envio das tropas ainda deve ser analisado pelo Plenário do TSE, em sessão administrativa.

Os requerimentos de envio de forças federais são feitos ao TSE pelo respectivo TRE após este receber solicitação do juiz eleitoral. O pedido encaminhado pela corte regional ao TSE deve apresentar justificativa clara demonstrando a necessidade do emprego das forças federais na localidade durante a eleição.

Tocantins é o Estado que lidera no número de pedidos, com o TRE solicitando envio de forças federais para oito localidades (Tocantínia, Aldeias Indígenas Xerente, Rio Sono, P. I Xerente, Brejo Comprido, Aldeias Indígenas Rio Vermelho, Pedra Branca e Cachoeira).

O TRE do Amazonas encaminhou ao TSE requerimentos para as localidades de Manacapuru, Maués, Manicoré, Novo Airão e Coari. Já o TRE do Maranhão requereu forças federais para São Mateus do Maranhão, Matões do Norte e Alto Alegre do Maranhão.

Já o TRE do Rio de Janeiro solicitou que “sejam tomadas as medidas cabíveis no sentido de viabilizar a presença das Forças Armadas, para as eleições do ano em curso, no Estado do Rio de Janeiro”, registrando ser a ação fundamental para a “manutenção necessária para o correto deslinde de todo o processo eleitoral”. 

Apoio logístico

Desde 1994, a Justiça Eleitoral conta com o apoio logístico das Forças Armadas para o transporte de materiais e pessoas nas localidades de difícil acesso durante as eleições gerais e municipais.

Para requerer esse apoio, o TSE solicita aos TREs que informem os municípios de difícil acesso que necessitam de ajuda logística nas eleições. O ofício do TSE é encaminhado para a presidente da República, solicitando autorização para prestar apoio logístico aos municípios indicados. Após a presidente da República autorizar, o TSE entra em contato com o Ministério da Defesa para acertar os procedimentos a serem adotados na realização das atividades.

Em seguida, o TSE comunica aos TREs o que foi acertado com o Ministério da Defesa quanto aos procedimentos operacionais que serão colocados em prática. O TSE solicita, então, aos TREs que enviem ao Tribunal relatório detalhado do apoio logístico, contendo a justificativa de cada despesa referente à execução das atividades, para prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU) depois da eleição.

O TSE finaliza, então, os procedimentos, após receber dos TREs os relatórios que detalham as atividades desenvolvidas pelo Ministério da Defesa nos municípios.

Na eleição municipal de 2008, 135 localidades de 13 Estados (AC, AP, GO, MS, PA, PE, RO, RR, RS, RJ, SC, MA e SE) solicitaram apoio logístico das Forças Armadas. Já em 2010, as Forças Armadas atuaram em 257 localidades no primeiro turno e 151, no segundo, espalhadas por 12 Estados (AL, AM, AP, MA, MS, PA, PB, PI, RN, RO, SE e TO).

EM/LF

Fonte: Agência de noticias da Justiça Eleitoral

Candidatos Corrupção Eleições 2012 Justiça Paraíba Partido Política Prefeitura Vereadores

ARCEBISPO DA PARAÍBA DIZ: “QUEM GASTA MUITO NA CAMPANHA, OU JÁ ROUBOU, OU VAI ROUBAR”

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, está convicto de sua tese: candidato a prefeito que declarou que vai gastar milhões na eleição, “ou já roubou, ou vai roubar”, caso seja eleito. Na ótica do religioso, a proporção de desonestidade cresce em pararlelo aos gastos de campanha: quanto mais se gasta, mais se pretende roubar.

“Quem gasta demais é sinal que tem algum reservado para aliciar alguém”, pontuou, durante entrevista nesta sexta-feira (13/07).
Dom Aldo não escondeu ainda sua revolta com a quantidade de dinheiro que alguns candidatos declararam à disposição para “torrar” durante o processo eleitoral, situação essa que taxou de “escárnio”.
“Eu fiquei enjoado quando vi”, disparou o líder dos católicos na Paraíba, ao se referir à previsão de gastos registrada junto à Justiça Eleitoral.
Sem o menor constrangimento de taxar os candidatos ‘gastadores’ do Estado, o arcebispo os chamou de ‘prostitutos’, estendendo a pecha aos que vendem seu voto. “Prostitutos são aqueles que compram e vendem seu voto”, explicou.

Via Cabo Heronides – Umarizal News
Uncategorized

GENIVAN DEIXA PALANQUE DE CLÁUDIA E SEGUE NA OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ

Publicado por Robson Pires

Bem que ele tentou, admite. Mas não deu. O vereador Genivan Vale (PR) não fica na campanha à Prefeitura de Mossoró, encabeçada pela chapa vereadora Cláudia Regina (DEM)/advogado Wellington Filho (PMDB).
Ele resolveu comunicar sua decisão primeiramente à própria direção partidária, para só depois se pronunciar publicamente. Abordado pelo Blog, Genivan transpira: “Não é uma questão apenas política, mas também de coerência.”
Segundo Genivan, após três anos e seis meses na oposição ao governo da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, seria “absolutamente incoerente mudar de lado e achar que é assim mesmo”.
Conta que o presidente local da sigla, empresário Marcelo Rosado, foi cientificado de sua decisão. Paralelamente, o presidente regional, deputado federal João Maia, recebeu o comunicado.
Para Genivan, a decisão o deixa mais tranquilo e “leve”, pois é uma manifestação de vontade pessoal, respeito a seus eleitores e resultado de uma ampla reflexão, “dividida com colaboradores, familiares, correligionários e ouvindo as pessoas em cada lugar de nossa convivência social”.
Blogue de Carlos Santos
Uncategorized

GREVE: PROFESSORES TACHAM PROPOSTA DO GOVERNO DE ‘FARSA’ E ACAMPAM EM BRASÍLIA NESTA SEGUNDA

A greve dos professores de universidades e institutos tecnológicos federais faz aniversário de dois meses nesta segunda-feira (16). Para marcar a data, os grevistas se juntarão a servidores de outras repartições paralisadas num acampamento na Esplanada dos Ministérios. Coisa prevista para durar até sexta-feira (20).
Tudo isso, três dias depois de o governo ter levado à mesa uma proposta que imaginava suficiente para devolver os professores às salas de aula. Com custo estimado de R$ 3,9 bilhões anuais, combina reajustes salarais parcelados e alterações no plano de carreira dos docentes.
Em texto levado à sua página na internet, o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) chama de “farsa” a proposta divulgada na sexta-feira (13) pelos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Miriam Belchior (Planejamento).

Alega-se que, na reunião com o comando da greve, os ministros apresentaram “uma tabela mal estruturada e de difícil entendimento.” Enxergou-se na planilha uma tática para “confundir as bases das entidades sindicais e jogar a população contra o movimento grevista.”

Sem rodeios, o sindicato anota: “O governo mentiu, ao anunciar que o reajuste de 45% contempla a categoria.” Alega-se que o maior reajuste proposto é menor: 39,54%. E beneficia apenas os professores com doutorado e que trabalham em regime de dedicação exclusiva.
Na entrevista que concederam na sexta, Mercadante e Miriam haviam explicado que chegou-se aos 45% somando-se ao índice um reajuste já concedido pelo governo em março. A manifestação do sindicato deu de ombros para esse esclarecimento.
Informara-se que a elevação dos contracheques ocorreria em três parcelas. O processo começaria já em 2012 e seria concluído em 2014, ainda no mandato de dilma Rousseff. Na versão do sindicato, o reajuste só começará a pingar na conta bancária em julho de 2013.
A segunda parcela, dizem os operadores da greve, virá em maio de 2014. E a terceira apenas em março de 2015. Diz o texto do sindicato: “Deve-se considerar que a última parcela será distribuída em ano posterior à eleição de 2014. Nesta proposta, os salários ficarão congelados nesse período.”
Os grevistas alegam, de resto, que farejaram “armadilhas” na proposta do governo. Os ministros haviam anunciado que alteração no plano de carreira dos professores. Em vez de 17 níveis, a carreira passaria a ter 13 estágios. Uma forma de acelerar a ascenção funcional. É lorota, diz o sindicato.
Por quê? Hoje, um docente só pode ser promovido depois de permanecer num determinado nível da carreira por 18 meses. No novo modelo, o professor terá de permanecer num determinado nível por 24 meses. “O tempo para que o docente chegue ao topo da carreira não se alterou”, diz a nota do sindicado. Assim, a alegada abreviação no tempo de progressão funcional seria “uma farsa”.
O sindicato queixa-se também do fato de o governo não ter contemplado em sua proposta os técnicos-administrativos das universidades e dos institutos tecnológicos federais. Informa-se que só se chegará a um acordo se as duas categorias forem atendidas –os professores e os técnicos.
Os grevistas preparam uma contraproposta. Será apresentada em reunião prevista para ocorrer em 23 de julho –dia em que os alunos terão amargado 67 dias sem aula.
chuva Clima Corrupção Nordeste Tempo Vergonha

“CORRUPÇÃO NAS PREFEITURAS É PIOR QUE A SECA DO NORDESTE”, DIZ MEMBRO DE ONG

Foto: Gardênia Oliveira
‘Corrupção nas prefeituras é pior que a seca Do Nordeste’
[Entrevista / Márcio Moura – agrônomo da ONG Caatinga]
Fortaleza (Adital) – O sertanejo sabe conviver com a seca e, diante de um longo período de estiagem, como o que se abate pelo semiárido brasileiro, faltam investimentos governamentais para garantir qualidade de vida aos agricultores. Diante desse cenário, o lema do governo de combater a seca “é retrógrado”, enfatiza o agrônomo Márcio Moura à IHU On-Line. Segundo ele, a “seca é cíclica, e devemos aprender a conviver com as adversidades de um fenômeno que é natural”. 
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Moura critica a transposição do Rio São Francisco, e frisa que se trata de “mais uma ilusão do governo, que acredita que se combate a seca com superestruturas, em vez de investir nos sistemas familiares, que já possuem uma dinâmica produtiva, a qual está relacionada com a segurança alimentar, com a comercialização e com integração com o meio ambiente”. Para ele, a cultura assistencialista presente no semiárido dificulta o desenvolvimento da região. “As pessoas vendem o seu voto por uma carga d’água de carro-pipa, remédios, cimento. Por causa desse sistema, são eleitas pessoas com pouca capacidade de gerir em consenso com a sociedade, mas com muita capacidade de enriquecer ilicitamente”, assinala. Os programas governamentais, como Bolsa Família, Garantia Safra, Bolsa Estiagem, complementa, auxiliam na compra de alimentos, mas “não resolvem o problema, apenas transferem para a próxima geração, pois não são políticas concretas, que consigam que esses excluídos possam ter acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais. Na verdade, é uma maquiagem”. 
Graduado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias de Araripina – Faciagra, Márcio Moura é agrônomo da ONG Caatinga e coordenador do Programa de Políticas Públicas. Confira a entrevista.

Segundo notícias da imprensa, essa é a maior seca do semiárido dos últimos 50 anos. Como os sertanejos enfrentam esses períodos?

A região semiárida brasileira secularmente vive ainda o dilema da “Indústria da Seca”. As populações já diagnosticaram previamente quais as necessidades em relação às estruturas hídricas, para garantir água para o consumo das famílias, dos plantios e dos animais. São necessários investimentos dos governos federal e estadual assim como aplicação dos recursos por parte dos municípios, para que se construam açudes, barreiros, barragens, perfuração de poços, sistemas adutores, a fim de que os agrossistemas possam ter sustentabilidade no período de estiagem.
Por outro lado, a sociedade civil organizada, através da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA (entidade criada em julho de 1999 como fórum de organizações que atuam em prol do desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semiárido brasileiro), congrega atualmente cerca de 750 entidades dos mais diversos segmentos envolvidos com essa questão. Nela encontram-se organizações como as igrejas católica e evangélica, algumas ONGs, associações comunitárias, sindicatos e federações de trabalhadores rurais. Até este momento a ASA já viabilizou a construção de mais de 300 mil cisternas de placas de 16.000 litros para o consumo humano, o que vem diferenciando em relação à água de qualidade para as famílias agricultoras. Esse vem sendo um grande apoio para as famílias agricultoras que têm enfrentado a seca.
Para enfrentar os períodos relacionados à seca, muitos agricultores/as investem na cultura da estocagem, ou seja, guardam água e alimento para o consumo familiar. Através de técnicas e práticas como a silagem e fenação, asseguram o alimento para os animais e usam água do barreiro, poços e açudes para sustentarem o rebanho. Os que têm menos condições ainda vendem os animais aos atravessadores no período mais difícil, que é de junho a janeiro, e esperam chover no próximo janeiro para readquirir os animais, quando finalmente se iniciam as chuvas no sertão.
Como o semiárido aparece na agenda governamental? O governo brasileiro compreende quais são as necessidades e prioridades para a região?
O governo de Dilma é muito tecnicista, é mais preocupado com as metas, dialoga pouco com a sociedade civil organizada, tanto que está desvalorizando o trabalho da ASA, que desenvolveu uma metodologia participativa para implementar cisternas de placas de 16.000 e 52.000 litros, barragens subterrâneas, bombas populares e barreiros lonados. Essas propostas deveriam ser valorizadas, pois entendemos que a obra física deve vir agregada à construção do conhecimento técnico com o saber das famílias. Nesse sentido, as instituições realizam momentos de formação em agroecologia com as famílias, para que possam valorizar o meio ambiente e desenvolver uma agricultura mais sustentável, valorizando os saberes tradicionais.
Através do Ministro da Integração o governo federal está implementando caixas de plástico – visando à campanha eleitoral de 2012 -, as quais são fabricadas em São Paulo, ao dobro do custo das que são construídas de alvenaria pelas famílias da região. Outro equívoco, ainda do governo Lula e que continua no governo Dilma, é a transposição do rio São Francisco. O governo investiu milhões nessa obra, mas a inviabilidade está sendo demonstrada, pois o canal continua seco, rachando, e o ministro Fernando Bezerra Coelho continua solicitando mais recursos para consertar o que foi iniciado. É mais uma ilusão do governo, que acredita que se combate a seca com superestruturas em vez de investir nos sistemas familiares, que já possuem uma dinâmica produtiva, a qual está relacionada com a segurança alimentar, com a comercialização e com integração com o meio ambiente. O lema do governo é retrógrado: “combater a seca”. Isso é uma ilusão, pois a seca é cíclica, e devemos aprender a conviver com as adversidades de um fenômeno que é natural. As famílias precisam de políticas para estruturação de seus sistemas com mais recursos hídricos, acesso a crédito, assessoria técnica mais qualificada, saneamento básico, educação de qualidade, enfim, é isso que a zona rural no sertão ainda precisa para que as famílias possam viver com mais qualidade e dignidade.
Como o senhor descreve o desenvolvimento social e econômico do semiárido brasileiro? A imagem de semiárido pobre e subdesenvolvido ainda permanece ou já começa a fazer parte do passado?
Acredito que houve avanços sim. Hoje estamos num período de seca, mas não há invasão a feiras livres. Existem os programas governamentais como o Bolsa Família, Bolsa Estiagem, Garantia Safra, Programa Brasil Sem Miséria, que são paliativos, mas acabam auxiliando na compra de alimentos. Esses são programas que não resolvem o problema, apenas transferem para a próxima geração, pois não são políticas concretas, que consigam que esses excluídos possam ter acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais. Na verdade, é uma maquiagem. Mas não podemos generalizar, pois há o trabalho focado na agroecologia que a ASA vem desenvolvendo, inclusive com o Ministério do Desenvolvimento Social, no qual os agroecossistemas familiares foram estruturados, e as famílias consomem produtos livres de agrotóxicos, garantem a segurança alimentar, e o excedente comercializam na comunidade e na zona urbana, através das feiras agroecológicas. O semiárido ainda é feito de contratastes.
Quais são hoje os principais impasses ao desenvolvimento do semiárido? Além da concentração da água e a terra, que aspectos destaca?
Há uma cultura assistencialista, em que os aspectos eleitorais não são valorizados e na qual as pessoas vendem o seu voto por carga d’água de carro-pipa, remédios, cimento. Por causa desse sistema, são eleitas pessoas com pouca capacidade de gerir em consenso com a sociedade, mas com muita capacidade de enriquecer ilicitamente. A corrupção nas prefeituras municipais é um dos principais fatores para o entrave do desenvolvimento no semiárido, apesar de as organizações da sociedade civil organizada apoiar no trabalho com as associações. Ainda falta um despertar sobre a questão do voto, ou seja, são os velhos clãs que dominam a política local, passando de geração para geração. Há desvios nos recursos da saúde, educação, agricultura.
Há risco de desertificação do semiárido?
 O agronegócio e muitas famílias agricultoras realizam práticas como as queimadas e o uso desenfreado de agrotóxicos, o que vem causando danos à fauna e à flora. Já existem extensões de áreas como a do município de Gibués, no Piauí, que estão em processo de desertificação devido ao uso inadequado do solo. Segundo dados da Embrapa, 45% da área da vegetação da Caatinga já foi devastada. Portanto, isso é um sinal de que boa parte do solo está descoberta e exposta às chuvas, sol, e vento, que são os principais vetores da desertificação. Não existem programas ou políticas públicas voltadas para a revitalização de rios e riachos, nem de reflorestamento. Esses investimentos custam caro para serem realizados, mas é necessário avançar nos trabalhos educativos no sentindo da preservação, pois no campo jurídico existe uma boa legislação de preservação ambiental, mas não há punição.
Como a agroecologia tem sido desenvolvida no semiárido? Em que medida ela contribui para o desenvolvimento humano e sustentável de famílias agricultoras do semiárido brasileiro?
A agroecologia é um movimento crescente que precisa de mais apoio governamental, no sentindo da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, para que os técnico/as possam apoiar as famílias campesinas em relação a uma agricultura menos danosa e mais autossustentável. Quando se discute agroecologia, a família tem que estar envolvida, valorizando o papel e conhecimento dos jovens, das mulheres e dos homens, considerando também o conhecimento do técnico, pois é nesse intercâmbio de informações que se processa um novo conhecimento, em que o agroecossistema é visto de forma sistêmica, e que todos os sistemas de criação de animais, cultivos, frutíferas, hortaliças se integram através da biodiversidade, onde cada sistema auxilia o outro. A agroecologia já tem suas raízes fincadas no semiárido, com processos construídos com as famílias, processos esses sistematizados e socializados para as mídias televisivas, radiofônicas, blogs, redes de organizações. Até o governo está começando a se interessar.
Em que consiste a proposta de implantar sistemas agroflorestais como alternativa sustentável de produção no semiárido?
 O sistema agroflorestal é uma das propostas das entidades que desenvolvem o trabalho com a agroecologia. É uma forma de cultivo diversificado, em que mantém árvores nativas, e se faz podas para que a luz possa entrar e, assim, se possam cultivar frutíferas, hortaliças, plantas medicinais, roçados, capins, enfim, plantas que possuem simbiose e que possam estar no mesmo espaço. Nesses sistemas, o solo fica protegido e mais nutrido, as famílias ampliam a diversidade de alimentos para o consumo e para os animais. Nessa forma de cultivo não se utiliza queimadas, e é abolido o uso de agrotóxicos. As famílias também desenvolvem os quintais produtivos, onde cultivam ao redor da casa e complementam a produção e a geração de renda.
Qual a importância da Caatinga na preservação do semiárido brasileiro?
A Caatinga é um dos biomas mais complexos e ricos do mundo, há uma biodiversidade de plantas e animais que só existem no Brasil. Se bem manejada, a Caatinga fornece alimento para as famílias e para os animais, é uma fonte enorme de estudos para a medicina, onde se disponibilizam princípios ativos de plantas exclusivas para elaboração de remédios. Além da beleza e da capacidade de regeneração quando ocorrem as primeiras chuvas.
Quais são as principais reivindicações da Declaração do Semiárido, formulada durante a 1ª Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga?
Em Fortaleza, representantes de mais de 300 organizações governamentais e não governamentais discutiram e aprovaram a Declaração do Semiárido, durante a 1ª Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga. O documento apresenta uma série de compromissos e algumas reivindicações importantes, como a inclusão do bioma Caatinga como patrimônio nacional e a aprovação no Congresso Nacional da Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A Declaração foi apresentada nos eventos paralelos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. Uma das principais bandeiras é a universalização do acesso à água. Entre as ações pontuadas no documento estão o incentivo à implantação de sistemas agroflorestais como alternativa sustentável de produção, a priorização da agricultura familiar sustentável e o fomento a linhas de crédito oficiais para atividades sustentáveis na Caatinga.
Fonte: Tribuna do Norte
Candidatos Eleições 2012 Oposição Partido Política Prefeitura Situação Upanema Vergonha

POR QUE PRECISAMOS MUDAR?

Precisamos mudar na saúde, pois não dá pra vermos o descaso, o abandono, e a humilhação com nossos munícipes. A falta de medicamentos, de médicos, de uma vaga pra realizar um simples exame foi à marca do atual governo, e olha que a gestora é da área.

A atual gestão tem tentado maquiar a situação construindo pequenos postos de atendimento médicos na zona rural e urbana. É claro que isso é muito importante, somos a favor, porém, quem corre atrás de um atendimento, vê que as coisas não esta da mesma forma que a gestão prega.
Precisamos mudar na educação, pois não dá pra passar por uma greve a cada ano. Ver nossos mestres sem uma remuneração digna, sendo humilhados por lutar por um direito que é garantido perante a lei. Além da falta se quer, do dialogo.

Precisamos mudar no laser, pois não se pode vê um único atrativo na cidade. Enquanto a gestão municipal fecha os olhos pra Upanema, nossos jovens, que poderiam estar divertindo-se em algum espaço publico, estão sendo dizimados pelas drogas.

Precisamos mudar no esporte, porque a atual gestão prefere vê nossos jovens numa mesa de bar, do que em um campo de futebol. Upanema é um celeiro de talentos no futebol, futsal e etc., porém, sem incentivo, não vemos mais campeonatos municipais bem como nenhum outro se quer.
Precisamos mudar na infraestrutura, pois não se pode iniciar uma obra de grande importância pra cidade, tendo recebido mais da metade dos recursos necessários, e sem nenhuma explicação, parar a obra.
Precisamos mudar na geração de emprego, pois a prefeita prefere CRIAR uma secretária que se quer trabalhar, para acomodar seus aliados, do que investir na geração de emprego para a juventude upanemense.
Precisamos mudar no meio ambiente, pois é uma área que necessita de maior atenção do poder publico. Ao invés disso, vemos a cidade poluída por lixo o tempo todo. Upanema hoje é uma cidade suja, muito suja.  
Precisamos mudar a forma com que se apoia os movimentos sociais, a atual gestão fechou os olhos pra essa área. Lastimável!
Diante disso tudo, desse descaso com o poder publico, dessa falta de gestão, de um prefeito e de um vice-prefeito de punho e pulso politico, que de fato assuma a prefeitura, você prefere continuar? VOCÊ ACHA QUE UPANEMA ESTA REALMENTE NO CAMINHO/RUMO CERTO?
Ora meus caros, não é porque hoje  sou oposição que prego mudança. Defendi por muito tempo a formação de uma terceira força. Uma força jovem, que realmente tivesse capacidade política, mental, é física pra seguir a campanha e governar nossa cidade.
Apesar de algumas pessoas também “apoiarem” essa opção, ninguém teve a coragem de colocar seu nome a disposição da população. Eu não coloquei meu nome a disposição do povo pelo simples motivo de na época não esta filiado em nenhum partido político, devido alguns problemas jurídicos. Apesar de disso, sigo firme e forte o posicionamento adotado pelo meu partido, O PRTB.
Upanema anseia por mudança, e a mudança vem no momento certo. Já faz quase 12 anos de mamada…
Eleições 2012 Partido Política PR TSE

MAIS DE 50 PALHAÇOS LANÇARAM CANDIDATURA E PARTICIPARÃO DO PLEITO DESTE ANO

– Blog CaraúbasHotNews

(Imagem: thomstief.wordpress.com)
Mais de 50 palhaços na eleição de 7 de outubro tentam repetir o fenômeno Tiririca, que obteve 1,35 milhão de votos em 2010 e foi o deputado federal mais votado do País. Essas dezenas de artistas do riso vão disputar uma vaga de vereador Brasil afora, como mostra levantamento feito pelo Estado nos registros de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A iniciativa de recorrer aos palhaços candidatos parte dos próprios partidos – um bom puxador de votos pode render uma ou mais cadeiras legislativas a uma legenda e, dessa forma, garantir vaga para políticos que não andam tão populares entre os eleitores. E uma das siglas mais incentivadoras do humor na política é justamente o PR de Tiririca, primeiro palhaço a obter uma vaga no Congresso.

Com 19 postulantes, São Paulo é o estado com mais palhaços sendo candidatos. Mas, a “onda Tiririca” chegou a Estados como Bahia, Amazonas, Rio Grande do Norte e Alagoas, entre outros.

Fonte: estadão.com.br

Candidatos Eleições 2012 Justiça Ministério Público TRE/RN TSE

EM NATAL, MINISTRA CARMEM LÚCIA DIZ QUE TSE SERÁ IMPLACÁVEL CONTRA OS “FICHAS SUJAS”

DO JORNAL DE FATO
A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (PRE-RN) avisou com antecedência: políticos com problemas nos Tribunais de Contas e na Justiça não insistam com candidaturas porque terão os registros impugnados. E assim está sendo procedido.
O pedido de impugnação de candidaturas ultrapassa a casa de duas centenas em todo o Estado. Só na Grande Natal, foram ajuizadas quase 160 ações.
O Ministério Público Eleitoral está cumprindo à risca a sua missão, que é evitar que os chamados “fichas sujas” disputem as eleições municipais 2012.
Na região de Mossoró, alguns casos já eram esperados, como os dos ex-prefeitos João Dehon da Silva e José Bruno Filho, respectivamente, de Grossos e Areia Branca. Quando administraram seus municípios, não tiveram zelo com o bem público. Ambos se enquadram na Lei da Ficha Limpa.
O caso de Bruno é ainda mais grave, uma vez que, além de ter tido suas contas reprovadas em parecer técnico do TCE-RN, ele enfrenta problemas na Justiça Eleitoral devido a supostos crimes cometidos em eleições passadas. Foi condenado por isso. Bruno chegou a ser alertado que enfrentaria dificuldades na hora de registrar a candidatura.
O atual prefeito do município, Sousa (PP), não queria apoiá-lo por temer situação desconfortável, como a que está acontecendo agora.
Os casos de Bruno e João Dehon somam-se a muitos outros que desafiam a determinação da Justiça Eleitoral de aplicar corretamente a Lei da Ficha Limpa e que, certamente, sofrerão decepção.
Ontem, em Natal, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, deixou claro que os juízes devem garantir a aplicação da lei moralizadora e que isso ocorrerá com muito vigor.
“Somos uma instituição com crédito para a sociedade brasileira e devemos preservar essa postura”, afirmou, diante do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), desembargador Saraiva Sobrinho, e de uma plateia formada por todos os juízes que vão cuidar das eleições nos 167 municípios do Rio Grande do Norte.
Foi um recado, em forma de mensagem, devidamente compreendido. Esse é o sentimento. Então, quem ainda não entendeu a nova realidade vai se decepcionar. Vamos presenciar as eleições dos fichas limpas como início de novo tempo na política brasileira. Não resolverá todos os problemas, é bem verdade, mas já será um alento ao eleitor que almeja a seriedade na política e na vida pública do país.
Fonte: Jornal de Fato
Rolar para cima