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ONU QUESTIONARÁ BRASIL SOBRE DIREITOS HUMANOS

Longe da imagem de crescimento e da organização de eventos esportivos, a diplomacia brasileira será confrontada com realidade pouco confortável.

Impunidade, assassinatos, ameaças contra juízes, racismo, 6 milhões de pobres, tortura, saúde e educação precárias e trabalho escravo. Essas são algumas das acusações que o governo brasileiro terá de enfrentar no dia 25 de maio, quando a ONU realizará em Genebra avaliação completa da situação dos direitos humanos no Brasil, exercício pelo qual todos os governos são obrigados a passar. Brasília promete enviar uma ampla delegação para se defender.
Longe da imagem de crescimento e da organização de eventos esportivos, a diplomacia brasileira será confrontada com realidade pouco confortável. A ONU já publicou os documentos que servirão de base para a análise, compilação de tudo o que foi alertado sobre o País nos últimos dois anos por agências especializadas da ONU. Tais conclusões escancaram um País bem diferente da imagem da sexta maior economia do mundo. Para a ONU não há dúvidas de que o País ainda enfrenta “desafios enormes de direitos humanos”. A própria presidente Dilma Rousseff já evocou o “telhado de vidro” do Brasil em relação aos direitos humanos.
Segundo a avaliação, a situação da mulher brasileira é “preocupante”. Elas ocupariam os postos de trabalho mais degradantes, são vítimas da violência e têm participação em queda no Congresso. A mortalidade materna continua “alta” e as negras são as que mais sofrem. Em termos de renda, a população feminina ganha entre 17% e 40% a menos que os homens. A situação das crianças também é alvo da ONU. Segundo suas conclusões, o trabalho infantil continua “generalizado”, apesar dos esforços, e a entidade diz que muitas ainda vivem nas ruas.
A educação no País é criticada e o acesso a ela depende da região, classe social e cor da pele. A ONU se diz “preocupada” com o fato de que 43% das crianças entre 7 e 14 anos não terminam a 8.ª série em idade adequada. “O analfabetismo continua sendo problema”, aponta o documento, que cita a desigualdade entre a população branca e negra.
Assassinatos
Outra denúncia diz respeito à taxa de assassinatos. A ONU apela por medidas para frear execuções no País e alerta para as “alta taxas de homicídios nas prisões superlotadas”. A tortura ainda seria “generalizada” nas cadeias e delegacias, o que é “inaceitável”. Num documento paralelo, feito com informações de ONGs, a questão das prisões também é apontada como uma das não resolvidas no País.
Para a Anistia Internacional, o Brasil não tem adotado as recomendações da ONU. A impunidade também faz parte da realidade brasileira. A entidade estima que nenhuma medida foi tomada para lidar com os assassinatos cometidos por policiais. “A maioria das mortes nunca é investigada”, diz o documento, insistindo que a impunidade é reflexo das “deficiências” da Justiça.
Os direitos sociais também são alvo da ONU. Apesar das “medidas positivas” adotadas pelo governo para a redução da pobreza, a entidade se diz “preocupada sobre as desigualdades persistentes”. O documento aponta que o Bolsa-Família é alvo de “limitações” e pede que os benefícios cheguem aos mais necessitados. A moradia é outro questionamento da ONU, que aponta que, com os investimentos em infraestrutura para a Copa e a Olimpíada, o País deve garantir que os benefícios cheguem aos mais pobres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Gazeta do Povo
Brasil Brasília Estados Unidos ONU

BRASIL MERECE ASSENTO NO CONSELHO DE SEGURANÇA, MAS SÓ A LONGO PRAZO

Cecília Araújo, da Veja

Os Estados Unidos admiram o crescimento do Brasil e sua vontade de se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, mas esse é um projeto para o longo prazo, afirmou a chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, em visita a Brasília. Antes disso, seria preciso refletir sobre mundo de hoje e reformar a ONU como um todo, não apenas Conselho. “É difícil de imaginar no futuro o Conselho de Segurança da ONU sem incluir um país como o Brasil, com todo seu progresso e modelo de democracia”, ponderou. A secretária de estado chegou na manhã desta segunda-feira ao Brasil e participou nesta tarde da 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global Brasil-Estados Unidos. Criado em 2010, o encontro anual de alto nível reúne a chefe da diplomacia americana e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, a fim de conferir direcionamento político à coordenação bilateral em diversas áreas, como educação, ciência e tecnologia, inclusão social e direitos humanos. 

Fonte: Blog do Zeca
Drogas ONU

ONU DESCARTA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS COMO MEDIDA DE COMBATE AO NARCOTRÁFICO

ONU descarta legalização das drogas como medida de combate ao narcotráfico.
Viena, 28 fev (EFE).- A legalização das drogas para lutar contra o narcotráfico ‘não é uma opção’, já que só serviria para agravar o problema, afirmou nesta terça-feira a Junta Internacional de Entorpecentes (Jife), organismo das Nações Unidas que vela pelo cumprimento das leis internacionais de controle de entorpecentes.
‘A legalização não é uma opção’, declarou à Agência Efe em Viena Hamid Ghodse, presidente da Jife.
‘Drogas legais como o tabaco e o álcool, não apenas matam a cada ano entre 10 e 15 vezes mais que as drogas ilícitas, mas também o delito relacionado com o tráfico de tabaco e álcool não desapareceu, e de fato, é uma grande parte da atividade criminosa’, explicou.
Ghodse avaliou dessa forma, na apresentação do relatório anual sobre drogas da Jife, a proposta do presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, de considerar a descriminalização da produção, transporte e comércio de drogas para combater o narcotráfico.
‘Um tema muito complexo (como o narcotráfico) não pode ter uma solução simples’, insistiu o jurista de origem iraniana.

Em relatório do ano passado, a ONU cifrava em 200 mil o número de mortes anuais relacionadas com as drogas.
‘Quando for produzida uma aplicação universal (das leis internacionais) por parte dos Governos, e não apenas palavras, haverá menos problemas’, disse Ghodse.
‘No entanto, fazer as pazes com o tabaco durante os últimos 300 anos não teve êxito, fazer a paz com o álcool pelos últimos milênios não teve êxito. Por isso, não está em questão aplicar soluções simples a problemas complexos’, argumentou.
O relatório apresentado nesta terça-feira afirma que devido aos avanços na guerra contra o narcotráfico no México, cada vez mais cocaína passa pela América Central e pelo Caribe em direção aos Estados Unidos, o que fez aumentar a violência e a corrupção nesses Estados a níveis insólitos.
Na América Central, afirma a ONU, operam cerca de 900 ‘gangues’ com 70 mil membros que controlam as rotas de passagem da droga e exercem uma violência cada vez maior.
Ghodse afirmou que ‘em alguns países aconteceram melhoras’, e citou a redução do cultivo de folha de coca na Colômbia.
‘Mas em outras regiões a situação piorou, por exemplo, na América Central, onde os narcotraficantes mexicanos complicaram a vida das pessoas e dos Governos, com muita corrupção’, acrescentou.
A Jife aponta no documento que na América do Sul o consumo de coca aumenta apesar da clara redução da superfície dedicada ao cultivo de coca registrada nos últimos anos.
O organismo lembra que o mercado ilícito de cocaína ‘tem um valor de mais de US$ 80 bilhões’ em escala mundial, segundo cálculos da Interpol e da ONU, destaca o relatório.
A origem dessa droga continua na América do Sul, sobretudo na Colômbia, Peru e Bolívia, apesar da superfície dedicada ao cultivo ilegal da planta de coca ter caído até 154.200 hectares em 2010 desde um máximo de 288.400 hectares em 1990.
No Peru, a superfície de cultivo de coca continua crescendo e em 2010 já alcançou os 61.200 hectares, apenas 800 a menos que o principal produtor do mundo, a Colômbia. Na Bolívia, os plantios se mantêm estáveis em 31 mil hectares.
Com relação à demanda da droga, os mercados de maior consumo de cocaína são tradicionalmente os Estados Unidos e a Europa, especialmente Reino Unido, Itália e Espanha, mas cada vez mais droga é destinada ao cone sul da América.
‘A cocaína fabricada na Colômbia é enviada em sua maior parte a mercados ilícitos estrangeiros, enquanto a fabricada na Bolívia e no Peru, além de abastecer a Europa, é consumida em grande parte na América do Sul’, afirma a Jife.
A estimativa é de que 90% da cocaína consumida nos Estados Unidos – entre 150 e 160 toneladas anuais – provém da Colômbia, enquanto a provisão à Europa, que duplicou na última década a cocaína consumida, até alcançar 120 toneladas, procede da Bolívia, Colômbia e Peru.
Na América do Sul, a prevalência do consumo de cocaína ‘é maior que a média mundial’ e os dados da ONU indicam que, ‘após anos de aumentos, o uso indevido de cocaína começou a se estabilizar, embora a um nível mais alto’.
Segundo a ONU, os países da região com taxas mais altas de prevalência anual (consumo pelo menos uma vez ao ano) desta droga são Argentina, Chile e Uruguai.
A cocaína é, além disso, a substância citada com mais frequência como causa das mortes provocadas por drogas na América do Sul, destaca o relatório.
Dilma Rousseff Humor ONU Oposição Política PSDB PT

HUMOR POLÍTICO

DILMA DIZ QUE O SENADO DEVE APROVAR A EXCLUSÃO DE 21 DE DEZEMBRO DO CALENDÁRIO

Do G17 – Assim que o recesso de carnaval terminar o Senado Federal pretende iniciar os debates sobre a exclusão do dia 21 de dezembro de 2012 do calendário. Ao término de 20 de dezembro, automaticamente o calendário apontará para o dia 22.
A presidente Dilma acredita que o Senado Federal aprovará o Projeto de Lei de combate ao Fim do Mundo. “Se os brasileiros estão preocupados com o fim do mundo em 21 de dezembro, o meu governo está preocupado em solucionar o problema, acredito que o Senado não irá vetar o projeto”, disse a Presidente.
A ONU parabenizou a presidente do Brasil pelo projeto. Segundo integrantes das Organizações das Nações Unidas, o projeto é inteligente e talvez funcione.  A oposição é contra. Os tucanos disseram que o Brasil deve se preocupar é com a preparação para o fim do mundo. “21 de dezembro está chegando e o governo continua sem oferecer estrutura aos brasileiros para receber um evento de tamanha dimensão”, disse o Senador Álvaro Dias do PSDB.
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MINISTRA VAI A ONU E JÁ TERÁ DEBATE SOBRE ABORTO

Jamil Chade – CORRESPONDENTE ESTADÃO
 
A nova ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, vai estrear a “posição de governo” sobre o aborto na Organização das Nações Unidas, em Genebra. Ela participa nesta semana de reunião do Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres. Em documento preparatório para o encontro, enviado semana passada pela antecessora, Iriny Lopes, o governo admite ser contra projetos como o Estatuto do Nascituro, que quer proibir o aborto inclusive nas situações atualmente permitidas pela lei.
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