[leia] Operação Pecado Capital cita o nome deputado Gilson Moura entre os envolvidos
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 por escola. Não houve surpresas: o desempenho das escolas particulares supera, e muito, o das públicas. Neste ano, 87 das cem melhores instituições são privadas.
Pela primeira vez, o MEC decidiu dividir o resultado das instituições de ensino de acordo com a taxa de frequência de seus alunos na prova. São quatro os grupos:
Participação entre 75% e 100%
Participação entre 50% e 75%
Participação entre 25% e 50%
Participação menor que 25%
Leia mais sobre o assunto:
Taxa de participação de estudantes da rede privada no Enem 2010 supera a pública em 85%
No topo da lista, aparece o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro. Em 2009, a escola havia perdido a primeira colocação, conquistada pela primeira vez em 2007, para o Colégio Vértice, de São Paulo. A média dos estudantes do Colégio São Bento no Enem 2010 foi de 761,7 pontos. A instituição de ensino teve 100% de participação na prova aplicada pelo MEC: ou seja, todos os concluintes do ensino médio fizeram o exame.
Mais de 7,5 pontos atrás aparece o Instituto Dom Barreto, do Piauí, com média de 754,13 pontos e índice de participação de alunos de 95,7%. Em seguida, com 743,75 pontos, está o paulistano Vértice, campeão do ano passado. Finalizam o ranking dos cinco melhores os mineiros Bernoulli (741,97 pontos) e Santo Antônio (740,06). Ambos tiveram taxa de participação de 100%.
No extremo oposto do ranking, entre as cem piores escolas, nenhuma é privada. Com média de 359,79 pontos, a Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, no estado do Amazonas, aparece no fim da lista. A unidade teve uma taxa de participação de 38,2% no exame. Logo acima, aparece o Centro de Ensino Médio Mediado por Tecnologia Rural, também do Amazonas, com 403,58 pontos e taxa de participação de 48,4%.
O Colégio Estadual Agrovila (406,66 pontos), na Bahia, a Escola Professora Josefina Gomes Araújo (408,27), em Pernambuco, e o Colégio Estadual Parsondas de Carvalho (413,16), no Maranhão, também figuram entre as piores. As três últimas instituições registraram taxas de participação de 15,5%, 29,3% e 25,4% respectivamente.
Para os especialistas, não há surpresa no resultado. “O estrato social que faz parte da escola privada é aquele que tem pais com ensino superior, que acompanham de perto o desempenho dos filhos, que incentivam a leitura. É isso que revela o resultado do Enem”, aponta Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada (IBSA). “A escola pública é menos homogênea, é expressão mais plural da sociedade.”
Callegari acrescenta que a infraestrutura também influencia a qualidade do ensino. “As escolas privadas contam com condições muito melhores que as públicas. Possuem laboratórios, equipamentos, professores mais bem remunerados, métodos pedagógicos mais avançados, entre outros”, diz o especialista. “Quando escolas públicas conseguem oferecer estrutura semelhante, se equiparam às particulares. É o caso dos institutos militares, das escolas técnicas e daquelas ligadas a universidades.”
Callegari tem razão. A primeira instituição pública que aparece no ranking do Enem é a Escola de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Também se destacam a escola ligada à Universidade Federal do Paraná, o Colégio Militar de Belo Horizonte e o Colégio de Aplicação, ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Nota – Os estudantes concluintes do ensino médio regular tiveram um desempenho ligeiramente melhor no Enem 2010 em comparação ao exame de 2009. A adoção da Teoria de Resposta ao Item (TRI), ferramenta que calibra a dificuldade de avaliações distintas, permitiu pela primeira vez a comparação das duas últimas edições do Enem.
De acordo com o MEC, o avanço foi de 9,63 pontos: de 501,58 para 511,21 na prova objetiva. O ministro da Educação, Fernando Haddad, espera que essa média chegue a 600 pontos em 2028 – projeção feita a partir de outras metas, como as estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A média perseguida para 2028, porém, é bem inferior aos 761,7 pontos obtidos pelo Colégio São Bento em 2010.
A Promessa vai ser cumprida
A governadora Rosalba Ciarlini assegurou nesta sexta-feira (09), em Mossoró, que os salários dos professores da rede estadual de ensino sairão com aumento, em setembro. “A primeira parcela dos 34% do acordo feito com a classe virá nos salários deste mês”.
O próximo concurso público para professores da rede estadual de ensino disponibilizará 3,5 mil vagas a serem distribuídas em todo o Rio Grande do Norte (RN). As vagas foram contabilizadas a partir de um levantamento realizado pelas Diretorias Regionais de Educação, Cultura e Esportes (Direds) do Estado.
De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte-RN) e membro da comissão responsável pelo certame, professor Rômulo Arnauld, o levantamento foi feito há dois meses e esse número já pode não mais corresponder a necessidade das escolas estaduais.
“Em tese, essas vagas são suficientes, mas se formos olhar os diários oficiais dos últimos dois meses veremos que muitos professores foram aposentados. Essa demanda hoje é maior que a quantidade mínima de vagas que o concurso disponibilizará”, explica o sindicalista.
As vagas do concurso da rede estadual serão distribuídas por polos de ensino, e não por cidades, com ocorria anteriormente. Serão cinco polos, correspondentes a todas as Direds do Estado. Mossoró está inserida no polo quatro, que contempla a 8ª, 11ª e 12ª Direds, totalizando 433 vagas. “Em concursos anteriores, o candidato aprovado não poderia sair da cidade na qual foi aprovado, antes de concluir seu estágio probatório. Agora os professores poderão se deslocar para os municípios que fazem parte do polo ao qual está vinculado é uma forma de facilitar essa possível transferência”, destaca Rômulo Arnauld.
A empresa que executará o processo seletivo já foi contratada e, segundo o diretor regional do Sinte-RN, a previsão é que o edital do concurso seja lançado entre o final deste mês e o início de outubro. “Agora estão sendo resolvidas as questões burocráticas e acreditamos que até o fim do ano as provas sejam aplicadas e os professores aprovados estejam em sala de aula já no início do ano letivo de 2012, que devido a greve será iniciado somente em março”, conclui Rômulo Arnauld.
O jornal O Mossoroense entrevistou a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) antes da assinatura de convênios para o Seguro Garantia-Safra e programa Compra Direta. Ela abordou temas administrativos e políticos, mas evitou declarações contundentes sobre as eleições em Mossoró no próximo ano.
A equipe de reportagem esteve ontem na Residência Universitária Campus 3, e encontrou um dos estudantes que estavam na filmagem da festinha na residência. Trata-se do aluno do último período do curso de pedagogia, Luiz Gomes da Silva, 24, que por sinal era membro do Conselho de Administração das Residências Universitárias (CARU). Segundo o estudante, a festa foi realizada em 2008 e tratava-se realmente do aniversário de um colega. Ele reconhece que, devido à falta de lazer para os residentes, os alunos costumam fazer comemorações regadas a bebidas, geralmente nos finais de semana, mas que isso é normal no ambiente universitário.
Ele cita as festas do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que normalmente comercializam bebidas alcoólicas e muitos estudantes até chegam a usar drogas como maconha. “Tudo isso, historicamente, tem feito parte do ambiente universitário e se agora quiserem reprimir esse comportamento tem que se fazer na universidade como um todo, inclusive na própria Reitoria onde qualquer festa é regada a coquetel chique e muito uísque. Querer que não entre bebida em um espaço de 400 homens, é o mesmo que está falando de convento e não de residência universitária”, justifica ele.
Reitoria
Entrevistado por telefone, o vice pró-reitor de Assuntos Estudantis da UFRN, Paulo Roberto Paiva Campos, disse que a Reitoria ainda não teve acesso ao vídeo publicado pelos estudantes, mas tão logo conseguirem vão mandar decodificar para colher todas as provas que poderão compor um inquérito administrativo para apurar responsabilidades. Ele informa que a Resolução prevê, para esse tipo de comportamento um agravamento de penalidade, advertência verbal, advertência escrita e até expulsão da residência. “Nós vamos iniciar todo processo de apuração da denúncia que começa com a investigação, notificação, defesa, julgamento e punição”, garante o vice pró-reitor de Assuntos Estudantis.
Reuniões partidárias servem de pretexto
Outro estudante conta ainda que muitas farras têm o rótulo de reunião de partidos para poder justificar a presença de pessoas que não moram nas residências. “Ao invés dos debates acalorados que envolvem normalmente as reuniões partidárias, o que vemos é muita bebida, algazarra e maconha”, denuncia. Quanto às mulheres que chegam à residência, vêm com o discurso que são irmãs dos residentes. “Como pode uma irmã vir aqui apenas para dormir com o irmão?”, questiona.
Mas o estudante também conta que as drogas são um problema existente não apenas nas residências universitárias, mas na maioria dos setores de aulas da UFRN. Ele citou o Centro de Biociências e o Setor II onde, a qualquer hora do dia e da noite, seria comum presenciar alunos fumando maconha sem o menor constrangimento.