Rio Grande do Norte

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ZENAIDE DEFENDE CIÊNCIA E VACINAÇÃO EM HOMENAGEM AOS 126 ANOS DA FIOCRUZ

A senadora Zenaide Maia celebrou, em pronunciamento no Senado Federal, os 126 anos da Fundação Oswaldo Cruz e fez uma defesa enfática da ciência, da vacinação e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Médica do serviço público, Zenaide destacou o papel histórico da Fiocruz na produção de vacinas, no enfrentamento de epidemias e na defesa da saúde pública brasileira ao longo de mais de um século. A parlamentar também relembrou a atuação da instituição durante a pandemia da covid-19, período em que, segundo ela, a Fiocruz permaneceu “de pé” diante do negacionismo e dos ataques à ciência.

No discurso, a senadora citou o legado de Oswaldo Cruz e a frase atribuída ao sanitarista — “não esmorecer para não desmerecer” — ao defender a importância da ciência e das instituições públicas de saúde no Brasil.

Ao alertar para o aumento de doenças preveníveis e para a queda da cobertura vacinal no país, a senadora reforçou a importância das campanhas de imunização e destacou o impacto histórico das vacinas e do saneamento básico na saúde da população.

“Quem mais fez a vida média aumentar no mundo foram as vacinas e a água tratada”, afirmou.

Ao longo da fala, Zenaide também defendeu mais investimentos em pesquisa, universidades públicas e instituições científicas, alertando para a saída de pesquisadores brasileiros do país por falta de incentivo e financiamento.

Ela lembrou ainda a contribuição histórica da Fiocruz e do médico sanitarista Sérgio Arouca para a construção do SUS e para a consolidação da saúde como direito garantido pela Constituição Federal.

Ao reforçar sua defesa da ciência, Zenaide Maia afirmou que a ciência salva vidas — salvou no passado, salva no presente e continuará salvando no futuro, por meio da vacinação, da pesquisa em saúde e do trabalho das instituições públicas, como a Fiocruz.

Assista ao vídeo completo do pronunciamento da senadora e leia abaixo a íntegra do discurso.

Sra. Presidente, Srs. Parlamentares, minhas colegas Parlamentares e todos os que estão nos assistindo pelos meios de comunicação, TV Senado, Rádio Senado, eu queria, aqui, falar sobre a celebração de 126 anos da Fiocruz, completados ontem, no último dia 25 de maio – não, foi antes de ontem.

E celebrar a Fiocruz é celebrar uma instituição que atravessou governos, crises, epidemias e ataques à ciência, sem nunca abandonar o povo brasileiro. E eu falo isso como médica do serviço público, alguém que nunca cobrou por uma consulta médica e que acredita profundamente que saúde não pode ser privilégio de quem pode pagar. Saúde é direito do povo.

Por isso eu digo, sem medo de errar: a Fiocruz é um dos maiores patrimônios públicos do Brasil. A Fiocruz carrega, no próprio nome, o legado de Oswaldo Cruz, que enfrentou epidemias, campanhas de desinformação e fortes resistências políticas num Brasil que ainda começava a estruturar sua saúde pública.

E Oswaldo Cruz costumava dizer: “Não esmorecer para não desmerecer”. Era mais do que uma frase, era uma postura diante daqueles que tentavam desacreditar a ciência e impedir o avanço da saúde pública brasileira. Mais de um século depois, a Fiocruz continua honrando esse mesmo compromisso: permanecer firme, ao lado da ciência, da vacina, do SUS e da vida do povo brasileiro.

A Fiocruz não é apenas um conjunto de prédios históricos, não é apenas o belíssimo Castelo de Manguinhos, que se tornou símbolo da saúde pública brasileira. A Fiocruz é, sobretudo, feita de gente. Gente que dedica a vida à pesquisa, à produção de vacinas, ao enfrentamento das epidemias, ao fortalecimento do SUS e ao cuidado com a população brasileira.

Depois de mais de um século de existência, a Fiocruz continua viva, pulsando, se reinventando e olhando para a frente, porque a ciência que não acompanha o sofrimento do povo perde o sentido, e a Fiocruz nunca perdeu o rumo do povo brasileiro.

Como médica, deixo aqui o meu testemunho sobre o papel da Fiocruz durante a pandemia da covid-19 no Brasil. Nós enfrentamos, naquele período, o negacionismo instalado em partes do Estado brasileiro, mas a Fiocruz permaneceu de pé, como um verdadeiro bastião de resistência contra os desmandos que tentavam ignorar a ciência, desacreditar a vacina e colocar a vida da população em risco. Foi a ciência que salvou vidas, gente. A Fiocruz honrou sua história, mais uma vez, ao lado do povo brasileiro, defendendo a saúde pública, a pesquisa e o SUS, em um dos momentos mais difíceis da nossa história recente.

Eu quero aproveitar esta homenagem para fazer também um alerta ao Brasil: não existe ciência forte sem investimento público contínuo, não existe soberania sanitária sem orçamento, não existe futuro para um país que abandona seus pesquisadores.

Infelizmente, nós ainda vemos muitos talentos da ciência brasileira deixando o país por falta de oportunidade, de estrutura, de financiamento e de valorização. São jovens brilhantes, pesquisadores altamente qualificados e profissionais formados nas universidades públicas brasileiras sendo obrigados a buscar fora aquilo que deveriam encontrar aqui: condições dignas para pesquisar, inovar e contribuir com o desenvolvimento nacional. Isso é uma perda muito grande para o Brasil.

Investir em ciência não é gasto, investir em saúde pública não é despesa. Isso é construção de soberania, desenvolvimento econômico e proteção da vida do povo brasileiro. Quando se corta recursos da ciência, o país não economiza, o país atrasa. Por isso, defender instituições como a Fiocruz também significa defender orçamento para a pesquisa, para as universidades públicas, para os institutos científicos e para a formação de novos pesquisadores, porque nenhum país se torna grande destruindo sua própria inteligência.

Eu quero aqui fazer uma homenagem muito especial aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram e que constroem essa fundação ao longo de décadas, aos que dedicaram 30, 40, 50 anos de suas vidas ao serviço público, à ciência e à saúde coletiva deste país.

A história da Fiocruz, inclusive, se confunde com a própria construção do Sistema Único de Saúde e com a luta pela redemocratização do Brasil, e é impossível falar dessa trajetória sem lembrar de Sérgio Arouca, médico sanitarista, ex-Presidente da Fiocruz, que presidiu a histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986.

Foi ali que profissionais de saúde, pesquisadores, movimentos sociais e a população brasileira ajudaram a construir uma ideia revolucionária para a época, a de que saúde não podia ser privilégio, tinha que ser direito de todos.

Daquela mobilização nasceu a base do SUS, que foi garantido na Constituição de 1988. Quando Sérgio Arouca dizia que democracia é saúde, ele nos ensinava que não existe cidadania sem plena dignidade, sem acesso à saúde e sem justiça social. Esse legado continua vivo, porque defender a Fiocruz é defender a ciência brasileira, é defender o SUS, é defender a vida, e, num mundo marcado por desigualdade, pelas mudanças climáticas e por novos desafios sanitários, instituições públicas fortes serão cada vez mais necessárias. Por isso, celebrar 126 anos da Fiocruz não é apenas olhar para trás com orgulho, é olhar para a frente com responsabilidade e coragem.

Por que eu estou abordando isso além dos mais de 100 anos da Fiocruz? Porque a gente está vendo, todos os dias, os prontos-socorros cheios de crianças, idosos, com viroses se transformando em graves, precisando até de leitos de UTI, porque os pais e os responsáveis não estão vacinando seus filhos. Quem mais fez a vida média aumentar no mundo – não é só no Brasil – foram vacinas e água tratada.

Então, por favor, você, pai, mãe, avó ou responsável, leve seus idosos e suas crianças aos postos de vacina. Não é possível que a gente tenha que retroceder. Temos um país que tem o calendário de vacina gratuito mais completo do mundo, e a gente ainda precisa botar o carro de som e convencer. Eu costumo dizer: se o pai, a mãe ou o responsável, mesmo sabendo que sua criança, não tomando a vacina, pode morrer ou ficar com sequelas para o resto da vida, mesmo assim, opta por não vacinar, eu chamo isso de abandono de incapaz.

Muito obrigada, Sra. Presidente.

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COM APOIO DE ALCOLUMBRE, ROGÉRIO PROTOCOLA PEC QUE REDUZ SALÁRIOS DOS TRABALHADORES COMO ALTERNATIVA AO FIM DA ESCALA 6×1

Por Cleber LourençoICL Notícias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou nesta quinta-feira (28) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a PEC 12/2026, proposta apresentada pela oposição como alternativa ao texto aprovado na Câmara dos Deputados para acabar com a escala 6×1.

Protocolada pelo líder da oposição no Senado e coordenador de campanha do senador Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), a proposta cria um modelo de jornada flexível baseado em horas efetivamente trabalhadas e prevê que direitos como férias, FGTS, décimo terceiro salário e adicionais sejam pagos proporcionalmente à carga horária.

Na prática, o texto abre caminho para redução proporcional de salários e benefícios trabalhistas, em contraste direto com a PEC aprovada pela Câmara, que prevê redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial.

Segundo o texto da proposta, caso um trabalhador opte por manter uma jornada de 40 horas semanais, ele poderá receber cerca de 10% a menos do que o salário integral previsto para jornadas maiores dentro do novo modelo defendido pela oposição.

A proposta também permite que a jornada seja definida por livre pactuação contratual direta, além de acordo individual e convenção coletiva. O modelo amplia a flexibilização das relações de trabalho e enfraquece o objetivo original da PEC do fim da escala 6×1.

O movimento passou a ser comparado à chamada emenda das 52 horas, apresentada durante a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. A emenda previa jornadas ampliadas por meio de compensação e acordos coletivos e acabou se tornando alvo de críticas de parlamentares e sindicatos favoráveis à redução da jornada.

Assim como ocorreu na Câmara, a proposta apresentada agora no Senado reúne apoio majoritário de parlamentares ligados à oposição e ao bolsonarismo. Entre os signatários estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES), Ciro Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Jorge Seif (PL-SC), Cleitinho (Republicanos-MG), Carlos Portinho (PL-RJ) e Styvenson Valentim (PSDB-RN).

A comparação com a emenda das 52 horas ganhou força porque parte dos parlamentares que assinam a PEC alternativa no Senado também defendeu propostas para flexibilizar ou ampliar jornadas de trabalho durante a tramitação da PEC do fim da escala 6×1.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Ao comentar a chegada da proposta ao colegiado, Otto afirmou ao Metrópoles que a PEC ainda passará por análise técnica antes da definição de relatoria.

“Vou mandar analisar a proposta. Vou enviar para a nossa assessoria jurídica. É uma PEC sobre regime de trabalho”, declarou o senador ao site Metrópoles.

O envio da proposta alternativa à CCJ acontece poucos dias após a derrota política da emenda das 52 horas na Câmara e abre uma nova disputa em torno da redução da jornada de trabalho no Congresso.

Enquanto a proposta aprovada pelos deputados estabelece redução da jornada sem redução salarial, a PEC apresentada pela oposição no Senado aposta em um modelo baseado em flexibilização contratual e remuneração proporcional ao número de horas trabalhadas.

O texto da PEC 12/2026 ainda aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

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RN ASSUME O PRIMEIRO LUGAR EM QUALIDADE DE VIDA NO NORDESTE

Com crescimento significativo de indicadores educacionais no período pós-pandemia e bom desempenho nas variantes que representam vida longa e saudável da população, o Rio Grande do Norte superou o Ceará e tem agora o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Nordeste.

Os dados são do Radar IDHM, estudo elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O levantamento registra crescimento de todas as unidades da federação entre 2012 e 2024, destacando Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte como os que mais evoluíram no Brasil no período. A exemplo do que ocorreu com o Brasil, o IDHM do RN também evoluiu de forma consistente nos últimos anos, refletindo a trajetória de políticas públicas que elevaram a expectativa de vida ao nascer, ampliaram o acesso à educação e expandiram a renda per capita. Nesse sentido, o RN saiu da condição de IDHM Médio que tinha em 2012, para o grau de alto desenvolvimento humano (0,778) em 2024, um crescimento de quase 12%.

A melhoria do IDHM é resultado de um conjunto de políticas públicas construídas de forma contínua, com impactos diretos na ampliação do acesso à educação, na permanência dos estudantes na escola e na melhoria das condições de vida da população.

Com expectativa de vida ao nascer elevada tanto para o população branca como a negra, o RN assumiu o terceiro lugar no ranking nacional de longevidade, atrás apenas do Distrito Federal e de Santa Catarina. Em 2024, subiu para 77,8 anos, tornando-se a terceira do país e a maior do Nordeste. E com viés de alta. No caso da população branca, a expectativa de vida é de 80,8 anos, a maior do Brasil.

Divulgado nesta quinta-feira, o Atlas da Violência 2026 mostra que o RN foi o quinto estado brasileiro e o segundo do Nordeste com maior redução na taxa de mortes violentas intencionais no período de 2014 a 2024, com queda de (-51,6%). O resultado coloca o estado entre as unidades da federação que mais avançaram no enfrentamento à violência letal na última década.

RENDA E EDUCAÇÃO

A melhoria dos indicadores que formam o IDHM Educação, cinco no total, fez o estado potiguar subir de patamar, passando de médio para alto desenvolvimento humano. Na dimensão Educação, o IDHM é calculado a partir de uma síntese dos subíndices de Escolaridade e Frequência Escolar. Esse avanço está associado aos investimentos em infraestrutura escolar, conectividade, formação de professores, ampliação do acesso à tecnologia e fortalecimento das políticas de alfabetização e aprendizagem.

“O resultado também reflete o fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios, especialmente por meio de ações articuladas voltadas à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental, como a política territorial de alfabetização Pró-Alfa RN. Trata-se de um esforço coletivo que evidencia a importância de políticas integradas, permanentes e territorializadas para reduzir desigualdades, garantir direitos e ampliar oportunidades para crianças e jovens em todo o estado”, afirmou a secretária de Estado da Educação, Socorro Batista.

Na dimensão Renda, o RN mudou de patamar: saiu da faixa média (0,693) e ascendeu ao grau de alto desenvolvimento humano (0,720), com a melhor renda per capita do Nordeste. Em dezembro de 2024, o Estado tinha 536.091 trabalhadores celetistas, com carteira assinada, estoque maior que o número de beneficiários do Bolsa Família. O crescimento da renda domiciliar foi acompanhado pela diminuição da proporção de pessoas vulneráveis à pobreza, segundo a pesquisa. Em 2024, a PNAD Contínua constatou que no Nordeste, o estado com menor taxa de insegurança alimentar era o Rio Grande do Norte.

Para gestores do Governo do Estado nas áreas de Educação, Saúde, Trabalho e Ação Social, o desempenho do Rio Grande do Norte se deve à implementação de políticas públicas que passam por diversos setores da sociedade civil organizada, mas que normalmente têm à frente ações governamentais dos três entes federativos.

Essa evolução, asseguram os secretários, resulta de políticas transversais, como um programa social que estimula ou condiciona a oferta do benefício à manutenção de uma criança na escola, por exemplo. É o caso do Bolsa Família, implementado há mais de duas décadas, e que se soma aos investimentos realizados pelo Estado para ampliar o acesso à tecnologia, melhoria da infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais.

“O Governo tem atuado desde 2019 para enfrentar desigualdades, garantindo à população oportunidades de trabalho, acesso a renda. Também atua para efetivar todas as estratégias do Governo Federal de superação da fome, e está construindo o Sistema Nacional de Segurança Alimentar em Nutricional”, diz a secretária do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Iris Oliveira, lembrando que o Programa Leite Potiguar um alimento essencial a 76 mil famílias nos 167 municípios do RN. E o Programa Restaurante Popular chega com alimentação preparada e saudável para a população mais vulnerável com mais de 36 mil refeições diárias.

FIQUE POR DENTRO

O IDHM é uma síntese que expressa a condição de vida da população em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: Longevidade (vida longa e saudável), Educação (acesso ao conhecimento) e Renda (acesso a um padrão de vida decente).

IDHM RN 2024
Geral: 0,778 Alto
Longevidade: 0,881 Muito Alto
Renda: 0,720 Alto
Educação: 0,741 Alto

FAIXAS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
Muito alto: 0,800 ou superior
Alto: Entre 0,700 e 0,799
Médio: Entre 0,600 e 0,699
Baixo: Entre 0,500 e 0,599
Muito Baixo: 0,499 ou inferior

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RN LIDERA AVANÇO EM EFICIÊNCIA DA MÁQUINA PÚBLICA NO NORDESTE, APONTA RANKING NACIONAL

O Rio Grande do Norte consolidou-se como o estado que mais avançou no indicador de Eficiência da Máquina Pública no Nordeste e um dos principais destaques nacionais em evolução administrativa no período entre 2023 e 2025. Os dados constam no levantamento especial “Ranking de Competitividade dos Estados – Eleições 2026”, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que monitora indicadores de governança, sustentabilidade fiscal e capacidade administrativa das unidades federativas.

O desempenho do RN reflete os resultados de um processo de fortalecimento institucional, modernização tecnológica e qualificação da gestão pública conduzido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (SEPLAN). Diante de cenários fiscais complexos e de perdas significativas de arrecadação registradas nos últimos anos, o estado passou a investir no aperfeiçoamento dos processos gerenciais, na integração de dados e no fortalecimento do planejamento como estratégia para ampliar a eficiência administrativa e a capacidade de investimento.

Entre as iniciativas que sustentam a evolução do Rio Grande do Norte no indicador nacional destacam-se a institucionalização do Modelo de Governança e Gestão Pública e a consolidação de ferramentas de monitoramento em tempo real. O Portal de Metas, responsável pelo acompanhamento quinzenal das 100 metas prioritárias do Governo do Estado, e o ObservaRN (Observatório de Indicadores do Estado) passaram a fortalecer uma cultura administrativa baseada em evidências, indicadores e dados socioeconômicos estruturados.

“O avanço do Rio Grande do Norte nos indicadores de Eficiência da Máquina Pública demonstra que planejar e gerir são, sobretudo, atos de responsabilidade social com a população. Mesmo diante de grandes desafios orçamentários, a gestão da governadora Fátima Bezerra escolheu investir em modernização institucional, transparência e gestão orientada por dados. Quando qualificamos processos e acompanhamos metas de forma sistêmica, aceleramos a capacidade de transformar investimentos em resultados concretos para a população, seja em saúde, infraestrutura ou segurança hídrica”, enfatiza Virgínia Ferreira, secretária de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão.

Outro marco técnico importante foi a liderança do RN na implantação piloto da Esteira de Parcerias do TransfereGov.br, desenvolvida em cooperação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A iniciativa contribuiu para reduzir burocracias e agilizar a celebração de convênios e transferências de recursos federais para municípios potiguares.

A melhoria da capacidade gerencial também ampliou o potencial do Estado na captação e execução de investimentos estruturantes. No âmbito do Novo PAC, o Rio Grande do Norte monitora uma carteira superior a R$ 29,5 bilhões em investimentos previstos, com taxa de execução de 74,8% nos contratos acompanhados pela Sala de Situação integrada do Governo do Estado.

O fortalecimento da máquina pública vem impactando diretamente a execução de projetos estratégicos em diferentes regiões do estado, entre eles:

  • Segurança hídrica: conclusão das obras físicas da Barragem de Oiticica, garantindo abastecimento e sustentabilidade para comunidades do semiárido;
  • Logística e transição energética: avanço das obras da duplicação da BR-304 e desenvolvimento da modelagem do Porto-Indústria Verde;
  • Inclusão digital e regionalização: expansão da infraestrutura de fibra óptica por meio dos programas RN Mais Conectado e Infovia Potiguar, ampliando a integração entre órgãos públicos e descentralizando serviços essenciais.

“A eficiência da máquina pública não é um fim em si mesma. Ela existe para garantir justiça social, reduzir desigualdades regionais e melhorar a vida da população. O desafio permanente é construir uma gestão moderna, transparente e capaz de alinhar responsabilidade fiscal, planejamento e escuta dos territórios. Nosso foco é consolidar essa maturidade institucional e assegurar continuidade às políticas públicas estruturantes do estado”, destaca Virgínia Ferreira.

Para os próximos anos, a SEPLAN projeta ampliar as plataformas digitais de monitoramento e transparência, aprofundar a integração dos sistemas municipais ao ecossistema de parcerias do Estado e fortalecer o acompanhamento das diretrizes orçamentárias de longo prazo, consolidando um modelo de gestão pública cada vez mais eficiente, integrado e orientado por resultados.

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NA ALRN, ISOLDA DENÚNCIA QUE ROGÉRIO MARINHO ARTICULA PARA DERRUBAR O FIM DA ESCALA 6X1

Na sessão de hoje, 28, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) fez questão de celebrar a vitória da PEC do fim da escala 6×1 aprovada em dois turnos na Câmara Federal. O texto aprovado ontem prevê transição de até um ano para o regime de 40 horas semanais sem redução de salário, garantindo mais um dia de folga para os trabalhadores.

Sobre a tramitação da votação da PEC da 6×1 no Senado, a deputada estadual Isolda Dantas faz o alerta: “o senador Rogério Marinho, que é inimigo da classe trabalhadora, está articulando assinaturas de outros senadores para que a negociação das horas seja feita diretamente entre trabalhadores e patrões. Quem precisa do seu emprego não terá condição de negociar. Essa proposta é um ataque pra derrubar o fim da escala 6×1, é injusto e desigual e não podemos deixar isso acontecer!”.

A articulação que a deputada faz referência é a Proposta de Emenda à Constituição do horário flexível, protocolada no Senado pelo senador Rogério Marinho ontem à noite e consiste em livre negociação da jornada de trabalho e bancos de horas por meio de acordos individuais ou pactuação direta. A PEC do horário flexível negocia salário e benefícios como férias e 13º proporcionais às horas trabalhadas, buscando flexibilizar regras da CLT.

A deputada Isolda finaliza sua fala na ALRN defendendo: “40h semanais sem redução de salário, fim da escala 6×1 e que as mulheres e o povo possam ter mais tempo pro lazer e pra viver uma vida digna”.

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ZENAIDE CONTA COM APOIOS DE 106 DOS 167 PREFEITOS DO RN

A senadora Zenaide Maia (PSD) já tem o apoio de 106 dos 167 prefeitos do Rio Grande do Norte. Vários desses gestores se declararam apoiadores da pré-campanha à reeleição da parlamentar após a 27ª Marcha dos Prefeitos, que aconteceu em Brasília da segunda até a quinta-feira desta semana.

A senadora que também visitou o evento considera “a Marcha dos Prefeitos importantíssima para se discutir o que se faz necessário de investimento nos municípios para melhorar a vida do povo”. Além disso, o encontro permite que os gestores visitem os gabinetes dos parlamentares em busca de soluções para as cidades.

Somente durante a marcha, 40 prefeitos visitaram o gabinete de Zenaide. A senadora, que já é conhecida pela atenção dedicada aos gestores, os atendeu pessoalmente. Ela ouviu vários agradecimentos por parte deles e atendeu a solicitações de envio de recursos.

“Ela trata a gente como ‘gente’, respeita os prefeitos, nos valoriza”, declarou o prefeito de Poço Branco, Edinho Oliveira, sobre Zenaide.

Com o apoio de mais de 100 prefeitos até agora e com demonstrações de novas alianças a se formarem, Zenaide se encaminha para ter apoios em todos os municípios do estado. Além dos representantes do Executivo, a senadora conta com inúmeros apoiadores nas câmaras municipais e também no legislativo estadual. O que prova o poder de articulação e de diálogo da parlamentar, além do reconhecimento da classe política com o trabalho dela.

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ISOLDA DANTAS REPERCUTIU VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6X1 NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

A deputada Isolada Dantas (PT) fez pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (28), comemorando o que ela considerou uma vitória histórica na Câmara dos Deputados, do fim da jornada de trabalho na escala 6×1. O texto legislativo ainda vai para o Senado Federal, mas, da forma como foi aprovado na Câmara, indica a redução imediata para 42h semanais a implementação, após um ano, da redução para 40h semanais, sem ocorrer a redução salarial.

“É uma vitória da classe trabalhadora, dos parlamentares que sempre tiveram ao lado da classe, de quem precisa descansar para trabalhar, de quem tem o direito de viver tempos de lazer com a sua família. Muita desinformação foi gerada com relação a essa pauta, de que geraria desemprego, de que as pessoas querem mais tempo para ficar em casa, de que era uma pauta eleitoreira, mas nada disso foi capaz de derrotar essa grande conquista. É um dia histórico. É preciso ter descanso e lazer, é um direito”, discursou a deputada.

Isolda Dantas disse ainda em plenário que o senador Rogério Marinho (PL) está articulando no Senado Federal para que essa redução de carga horária seja feita em negociação entre trabalhador e empregador. “É óbvio que quem precisa de emprego vai para uma negociação dessa em desvantagem. É desigual e não é justa, é inimiga do trabalhador”, pontuou.

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LULA AMPLIA VANTAGEM SOBRE FLÁVIO BOLSONARO EM MAIS UMA PESQUISA

Por Laura Intrieri

O presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quinta-feira (28).

De acordo com o levantamento, Lula tem 46,5% das intenções de voto, ante 41,4% de Flávio nesse cenário. Três semanas antes, o senador tinha 45,3% contra 44,7% do petista.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas de sábado (23) até quarta (27). A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026.

No primeiro turno, Lula aparece com 38,5% e Flávio, com 31,5%. O cenário se completa com Ronaldo Caiado (PSD), com 5,5%, Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Lula tinha 40% na rodada anterior, enquanto Flávio marcava 36%

A pesquisa também aferiu o impacto de áudios que associam o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio pediu dinheiro ao dono do Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre seu pai o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, 60,4% dos entrevistados disseram ter tido algum contato com o caso. Outros 10% ouviram falar só de passagem, sem detalhes, e 18,2% não ouviram falar nada.

Entre os eleitores, 44% afirmaram ter passado a ter uma opinião pior sobre Flávio após a divulgação do episódio, 30,8% disseram que não mudaram sua percepção, e 14,5% relataram melhora na imagem do senador. Outros 10,7% não souberam responder.

A pesquisa aponta que 57% acham que o caso vai prejudicar muito ou um pouco a campanha, 24% acreditam que não terá impacto, 6% avaliam que o senador será ajudado pelo efeito “vitimização” e 13% não sabem.

Quase metade dos entrevistados (48%) considera que o episódio merece investigação pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Em cenários alternativos de segundo turno, Lula lidera contra outros nomes da direita, se mantendo estável acima dos 45%. Ronaldo Caiado e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) são os que ficam mais próximos ao petista, com 40% cada.

Na avaliação do governo, a taxa de ótimo ou bom foi de 31,5% para 35,6%, enquanto o percentual de ruim ou péssimo passou de 46,3% para 40,7%.

A aprovação do presidente foi de 46,6%, contra 51,4% de desaprovação. No início de maio, os índices eram de 44% e 53%, respectivamente.

Questionados se Lula merece continuar no cargo após 2026, 51,4% disseram que não, enquanto 45,6% responderam que sim.

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CUMPRIMENTO DE MANDADOS DE PRISÃO NO RN CRESCE 430% EM CINCO ANOS, APONTA COINE/SESED

O número de prisões realizadas a partir do cumprimento de mandados judiciais no Rio Grande do Norte cresceu 430% nos últimos seis anos, segundo dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED).

No período, os registros saltaram de 792 prisões em 2020 para 4.202 cumprimentos de ordens judiciais em 2025, evidenciando o avanço das ações de captura de foragidos no estado.

As informações foram extraídas do Procedimento Policial Eletrônico (PPE) da Polícia Civil do RN, sistema utilizado para consolidar dados operacionais e estatísticos das forças de segurança do estado.

A evolução da série histórica mostra um crescimento contínuo ao longo dos últimos seis anos:

* 2020: 792

* 2021: 1.365

* 2022: 1.765

* 2023: 2.925

* 2024: 3.390

* 2025: 4.202

Na comparação apenas com o último ano, o aumento foi de cerca de 24%, reforçando a tendência de alta no cumprimento de ordens judiciais no território potiguar.

“Ações conjuntas entre forças policiais que atuam no estado têm ampliado o alcance das operações, contribuindo para a retirada de criminosos das ruas e o enfrentamento ao crime organizado no Rio Grande do Norte”, destacou o titular da SESED, coronel Francisco Araújo Silva.

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NEYMAR TEM LESÃO CONFIRMADA APÓS SOFRER RUPTURA MUSCULAR; SAIBA COMO FICAM OS PRÓXIMOS JOGOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA

O atacante Neymar foi diagnosticado com uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita e está fora dos próximos compromissos da Seleção Brasileira.

A confirmação foi feita nesta quinta-feira (28) pelo médico da equipe nacional, Rodrigo Lasmar, após exames complementares realizados na Granja Comary, em Teresópolis.

De acordo com a avaliação médica, a situação é mais séria do que a identificada inicialmente pelo Santos FC.

A ressonância magnética detectou uma ruptura parcial das fibras musculares, quadro classificado como lesão de grau 2.

Recuperação deve durar até três semanas

Segundo Rodrigo Lasmar, o prazo previsto para recuperação varia entre duas e três semanas.

Com isso, Neymar não terá condições de atuar nos amistosos da Seleção diante de Panamá e Egito, programados para os dias 31 de maio e 6 de junho.

O departamento médico da equipe brasileira informou que o atacante seguirá em tratamento intensivo e será monitorado diariamente antes de qualquer liberação para retorno às atividades.

Lesão aconteceu em partida do Santos

O problema físico ocorreu no último dia 17 de maio, durante a partida entre Santos FC e Coritiba, válida pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, o camisa 10 não voltou a entrar em campo pela equipe paulista.

Antes da apresentação à Seleção, o coordenador do Núcleo de Saúde do Santos, Rodrigo Zogaib, havia tratado o caso como um edema leve.

A expectativa interna era de que o jogador pudesse se apresentar em condições próximas do ideal para integração ao elenco brasileiro.

Presença em jogo gerou especulações

Na última terça-feira (26), Neymar esteve presente nas arquibancadas acompanhando a vitória do Santos sobre o Deportivo Cuenca pela Copa Sul-Americana.

A aparição pública aumentou as especulações sobre o real estado físico do jogador, especialmente diante das dúvidas sobre sua recuperação.

Questionado por jornalistas sobre a lesão na panturrilha e um possível impacto visando a próxima Copa do Mundo FIFA, Neymar respondeu de forma breve.

“Problema do quê?”, disse o atacante ao ser questionado por um repórter.

Quando serão os próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira já tem amistosos e compromissos importantes marcados nas próximas semanas. Confira as datas:

Brasil x Panamá
Data: 31 de maio
Horário: 16h

Brasil x Egito
Data: 6 de junho
Horário: 21h
Estreia do Brasil na Copa do Mundo
Brasil x Japão
Data: 13 de junho
Horário: 21h

Brasil x Suíça
Data: 18 de junho
Horário: 18h

Brasil x Camarões
Data: 23 de junho
Horário: 16h

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