Em sessão realizada nesta segunda-feira (29), a Câmara de Upanema aprovou o Projeto de Lei nº 049/2025, de autoria da vereadora Layane Medeiros (PP), que denomina a recém-construída Sala de Raio-X da Unidade Básica de Saúde Dr. José Naelson Bezerra com o nome de Carlos Araújo Gondim.
A iniciativa tem como objetivo homenagear Carlos Araújo Gondim, carinhosamente conhecido como Carlinhos, cidadão upanemense que deixou um legado de serviços prestados à comunidade. A vereadora Layane Medeiros destacou, durante a apresentação da proposta em plenário, a importância da homenagem:
“Carlinhos foi um exemplo de dedicação à família, ao trabalho e à vida pública. Esta é uma forma simbólica, mas significativa, de reconhecer sua contribuição ao nosso município.”
Servidor público de carreira, Carlinhos também atuou como vereador no período de 1989 a 1992, sempre pautando sua atuação pelo compromisso com o bem-estar da população. Ele faleceu em 5 de junho de 2020, aos 65 anos.
A aprovação da lei ocorreu em uma data simbólica: 29 de setembro, quando Carlinhos completaria 71 anos de vida, já que nasceu em 1954. A coincidência da data tornou o momento ainda mais especial e emotivo para amigos, familiares e para toda a comunidade.
A denominação da Sala de Raio-X é vista como uma forma de eternizar a memória de um cidadão que marcou sua trajetória com ética, trabalho e amor à cidade de Upanema.
O Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, vivenciou um marco histórico na tarde desta segunda-feira (29) com a realização do primeiro parto normal de gêmeos desde a inauguração da unidade. O nascimento dos pequenos Gael Fernandes e Maitê Fernandes foi celebrado por toda a equipe médica e multiprofissional envolvida no atendimento.
Filhos do casal Daniela Fernandes e Ivanaldo Silva, naturais de Upanema, os gêmeos nasceram prematuramente, com 34 semanas de gestação. Maitê foi a primeira a chegar ao mundo, às 16h55, seguida por Gael, que nasceu às 17h.
A condução do parto ficou sob a responsabilidade da médica residente em obstetrícia Isabele e da pediatra Suiane. Também integraram a equipe as enfermeiras obstetras Débora, Mikaele e Rita, além das técnicas de enfermagem Ana Clara e Patrícia Monique, que atuaram com dedicação e profissionalismo durante todo o processo.
Gael permanece sob os cuidados da equipe de saúde da unidade, recebendo toda a assistência necessária para seu desenvolvimento. A expectativa é que, em breve, ele receba alta médica e possa retornar com a família para Upanema.
O Hospital da Mulher segue reafirmando seu compromisso com a assistência humanizada, segura e qualificada à saúde da mulher e do recém-nascido, celebrando este momento como símbolo de avanço e confiança da população na estrutura pública de saúde da região.
A cidade de Upanema está temporariamente sem água desde a manhã desta terça-feira (30) em função de um vazamento em adutora que abastece o município. A Caern trabalha no reparo da tubulação e a previsão é de que o serviço seja concluído até a noite desta quarta-feira (1º) e, em seguida, o fornecimento de água será retomado, com normalização gradativa para todas as áreas em até quatro dias (96 horas).
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 29, que a readequação das bancadas da Câmara dos Deputados ao Censo de 2022 só terá validade a partir das eleições de 2030, e não para 2026, como estava previsto anteriormente. A determinação de Fux será submetida aos demais ministros do STF, em uma sessão extraordinária do plenário virtual.
A decisão atende a um pedido do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que argumentou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de ampliação das cadeiras ainda não foi analisado pelo Legislativo, o que impediria a aplicação das mudanças.
Fux concordou e ressaltou a necessidade de previsibilidade. “Fica mantido, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados para os Estados e o Distrito Federal das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação”.
Se a decisão for mantida, estados como a Paraíba, que corriam risco de perder cadeiras, seguem com a mesma representação atual até 2030.
O ministro Edson Fachin assumiu nesta segunda-feira (29) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), em cerimônia que marca o início do biênio 2025–2027. Alexandre de Moraes toma posse como vice-presidente da Corte.
A solenidade ocorre em Brasília e reúne autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). O rito inclui execução do hino nacional, leitura dos termos de compromisso e posse, assinaturas e troca de cadeiras no plenário.
Fachin é conhecido pelo perfil técnico e discreto, e deve adotar uma gestão marcada pela institucionalidade e pelo espírito colegiado. A expectativa é de que evite os holofotes e siga uma linha semelhante à da ex-presidente Rosa Weber.
Ainda nesta semana, o novo presidente pauta temas de grande repercussão, como o julgamento sobre vínculo trabalhista entre motoristas e plataformas digitais, envolvendo a Uber.
Fachin também marcou o caso do processo envolvendo o projeto da Ferrogrão, ferrovia que ligará o Pará ao Mato Grosso. Na ação, o PSOL questiona a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA), com a destinação da área suprimida pelo projeto ferroviário para escoar produtos agrícolas.
A cerimônia marca a posse de Alexandre de Moraes como vice-presidente. Nos discursos finais, são esperadas falas de Luís Roberto Barroso, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de representantes da OAB e do próprio Fachin, que encerra a sessão solene.
Em menos de um mês, São Paulo registrou nove casos e duas mortes de intoxicação por metanol presente em bebidas alcoólicas adulteradas. As mortes ocorreram na capital paulista e em São Bernardo do Campo, e a causa do envenenamento foi confirmada pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) nesse sábado (27/9).
A noticia é de JORGE AGLE. A suspeita das autoridades brasileiras é que o metanol tenha sido usado para adulterar bebidas alcoólicas, como gin, whisky e vodka. Ambas mortes são investigadas pela Polícia Civil de cada região.
O metanol é uma substância química líquida, incolor, volátil e inflamável. Na indústria, é utilizado na fabricação de plásticos, combustíveis e medicamentos, além de ser usado como solvente. Em contato com o organismo, o composto é extremamente tóxico, podendo causar cegueira, danos neurológicos e até levar à morte.
Os primeiros indicativos começam a surgir de 12h a 24h após a ingestão da bebida adulterada. Entre os principais sintomas estão:
-Dor de cabeça. -Náuseas e vômitos. -Dor abdominal. -Confusão mental. -Visão turva repentina ou cegueira.
O diagnóstico da intoxicação é realizado através do histórico clínico do paciente, além de exames de sangue e imagem para confirmar a condição.
Para o tratamento, são utilizados antídotos para diminuir a toxicidade, bicarbonato para corrigir a acidez do sangue e vitaminas. Em casos graves, há necessidade de hemodiálise.
“Mesmo com tratamento, muitos pacientes ficam com sequelas visuais permanentes. É uma emergência médica e oftalmológica. O atendimento rápido é essencial para salvar vidas e preservar a visão”, ressalta a oftalmologista Hanna Flávia Gomes, do CBV-Hospital de Olhos, em Brasília.
Longas jornadas de trabalho, rotina estressante, carência de insumos básicos e falta de tempo para estar com a família ou praticar atividade física. Esses são só alguns dos aspectos de um cenário que preocupa profissionais de saúde justamente por envolver a própria categoria – no caso, médicas e médicos.
Quase 40% dos médicos que atuam na região Nordeste têm algum quadro de doença mental. O dado faz parte da nova pesquisa Qualidade de Vida do Médico, produzida pelo Research & Innovation Center da Afya, ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil que está presente em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Guanambi. Os resultados regionais foram obtidos com exclusividade pelo CORREIO.
No Brasil, o estudo mostrou que o percentual é ainda maior: 45% dos médicos tiveram algum diagnóstico de transtorno mental. No entanto, os pesquisadores acreditam que isso não quer dizer que os profissionais do Nordeste sejam menos afetados. Uma das hipóteses, segundo o diretor do Research Center da Afya, Eduardo Moura, é de que os médicos aqui procurem menos atendimento – e, portanto, não têm diagnósticos conhecidos ou confirmados.
“Quando a gente analisa também os médicos que procuram atendimento, a gente vê que é menor no Nordeste. Por isso, diria que talvez esteja tendo uma procura menor na região”, diz ele, que é médico e doutorando na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas.
Na amostra nacional, 22,3% dos médicos têm diagnóstico de depressão, por exemplo, e fazem tratamento com especialista. Entre os nordestinos, são apenas 15% com acompanhamento ativo. Na região, 42% dos profissionais dizem nunca ter tido sintoma de depressão. Situações parecidas ocorrem com transtorno de ansiedade e o burnout (que, ainda que não seja uma doença, é um quadro de adoecimento pela rotina no trabalho). No Nordeste, 48% afirmaram nunca ter apresentado sintomas de burnout.
Outra razão para a hipótese dos pesquisadores é com relação à qualidade de vida. No Brasil, 36% estão muito satisfeitos com sua saúde, enquanto no Nordeste isso cai um pouco. Eles relatam a pior qualidade de vida. Por isso, reforça a hipótese de que estão buscando menos ajuda ou podem ter uma resistência maior. “É um fator alarmante que mostra que precisa mudar a cultura instaurada na Medicina de que tem que trabalhar o tempo inteiro”, pondera.
O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou que não tem dados precisos sobre o acometimento das doenças mentais entre os médicos, mas admitiu que os casos têm surgido. Segundo a entidade, tanto o Cremeb juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) têm promovido encontros para debater temas e assuntos relativos à saúde mental da categoria.
“Uma das questões mais prementes são as más condições de trabalho a que os médicos estão submetidos. O excesso de carga laboral é um dos pontos a ser considerado no aparecimento das doenças mentais”, diz o presidente da entidade, Otávio Marambaia.
Condições
De fato, o estudo da Afya identificou que a rotina de trabalho tem os principais estressores, além de uma contribuição recorrente para o adoecimento. Os relatos são de longas jornadas de trabalho, falta de recursos e remuneração insuficiente. Segundo Eduardo Moura, isso vem desde a pandemia da covid-19.
Mas o percentual agora, que é 13% maior do que a pesquisa mostrou no ano passado, no contexto nacional, retorna ao que foi registrado imediatamente no pós-pandemia. “A saúde mental é a ponta do iceberg. É o final de uma série de problemas de saúde que não foram tratados, como não fazer atividade física, não ter um sono constante e uma rotina de trabalho saudável”, acrescenta Moura.
O presidente do Cremeb, Otávio Marambaia, destaca que, muitas vezes, isso se soma à resiliência dos profissionais, que tentam resolver os problemas dos pacientes superando eventuais dificuldades encontradas. No entanto, a recomendação de Marambaia é que as más condições de trabalho devem ser denunciadas aos gestores e à entidade médica.
“Na Bahia, nós estamos promovendo, já há alguns anos, incentivo para que os médicos informem ao Conselho essas dificuldades nos seus locais de trabalho. Essas dificuldades transcendem às condições físicas e atingem as questões de insegurança jurídica nos contratos de trabalho, atrasos de salários e até mesmo calote. Ou seja: o médico trabalha muito, se estressa e, junto a isso, pode não receber sua remuneração”, alerta.
Grupos
A pesquisa identificou, ainda, que alguns grupos registraram maior incidência de doenças mentais: mulheres e jovens. Mulheres, por exemplo, são mais frequentes em todas as etapas da doença. Elas são maioria entre as que têm um diagnóstico e fazem tratamento (25,1%, contra 18,2% dos homens).
Na avaliação de Eduardo Moura, da Afya, historicamente, mulheres buscam mais ajuda e mais acesso à saúde. No meio médico, isso não seria diferente. Entre os homens, muitos recorrem a um profissional e a um tratamento de forma tardia, quando o quadro já é mais grave. “Outro ponto é a questão da dupla jornada das mulheres, que é bem discutida. Muitas dessas mulheres têm que ter rotina como médicas e mães de família”.
De acordo com o presidente do Cremeb, a realidade das médicas têm preocupado a entidade. Para ele, a dupla jornada também tem um peso na saúde mental. “Há também a crescente onda de violência nos locais de trabalho, impactando no seu desempenho”, diz.
Pensando nesse e outros temas, o conselho promove o 1º Fórum Cremeb Mulher na próxima sexta-feira (3). Segundo Marambaia, o evento deve incluir questões sobre o protagonismo feminino na Medicina, uma vez que as mulheres já são mais da metade dos médicos.
Já os médicos mais jovens podem ser afetados pelo próprio mercado. “Eles pegam os pontos de trabalho menos desejados ou mais vulneráveis do ponto de vista de remuneração, com menos disponibilidade de trabalho. Ele é o menos favorecido na cadeia de trabalho”, pontua Eduardo Moura, da Afya. Além disso, os jovens são mais abertos a buscar ajuda.
O presidente do Cremeb, por sua vez, pontua que há consequências também de uma má formação ou formação inadequada, que coloca jovens profissionais despreparados diante de excesso de trabalho e más condições de atuação. “Isso impacta, sem dúvida nenhuma, no aparecimento de consequências danosas à saúde mental com a manifestação de sintomas do burnout, depressão e outras doenças relativas à saúde mental”, conclui Otávio Marambaia.
O 30 de setembro representa uma data importante para Mossoró e o seu povo. Foi o dia da abolição da escravatura no município, cinco anos antes da Lei Áurea, em 30 de setembro de 1883. A data é feriado municipal e para celebrar o fato histórico é realizado o Cortejo da Liberdade.
A programação especial acontece na Avenida Rio Branco, Corredor Cultural de Mossoró. Os assinantes, telespectadores e internautas poderão acompanhar, a partir das 18h, o Cortejo pelas multitelas da TCM: Canal 10 ou 14.1 e site www.tcmplay.tv.br.
O Cortejo da Liberdade é composto por desfile cívico, militar, cultural e comemorativo. Além de lembrar a abolição da escravatura, a programação relembra o motim das mulheres em 1875, a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião em 1927 e o primeiro voto feminino em 1928 com Celina Guimarães.
Uma vitória do trabalho, do planejamento, da determinação e da dedicação dos que estão à frente dessa luta. Assim, a governadora Fátima Bezerra comemorou a melhoria dos indicadores de segurança no Rio Grande do Norte, apresentados na 2ª Reunião Ordinária do Comitê Estratégico do Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (CEGov/PESP), realizada na tarde deste sábado (27), em Mossoró.
Os investimentos contínuos, as parcerias com o governo federal e a valorização das carreiras, política prioritária do governo desde 2019, resultaram na redução dos principais indicadores de criminalidade e reposicionaram o RN no cenário nacional. Hoje, o RN ocupa o quarto lugar no ranking dos Estados com os melhores indicadores de segurança pública do Brasil e o melhor do Nordeste. Até 2018, figurava entre os mais violentos.
De acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2024 houve queda de 22,15% no número de homicídios no comparativo com o ano anterior. E Natal foi a capital que mais reduziu os índices de homicídios no Nordeste. Queda de 33,59% em 2024, no comparativo com 2023.
O RN é o terceiro estado do Nordeste com menos roubos de veículos. Entre janeiro e agosto/25, houve redução de 32,5% nesse tipo de ocorrência. Também houve queda acentuada nos roubos de celulares (-31%), residências (-36%), comércio (-33%) e veículos (-32,5%).
“Até 2018, o Rio Grande do Norte estava entre os cinco piores do Brasil no quesito segurança pública. Mas isso mudou. Agora estamos entre os cinco melhores. Isso é fruto de um trabalho sério, competente de nossas forças de segurança. Aproveitamos para agradecer o empenho, a dedicação e a seriedade profissional com que vocês têm atuado”, afirmou a governadora Fátima Bezerra, ressaltando os investimentos e a valorização profissional dos agentes de segurança pública estaduais.
Como resultado de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, emendas parlamentares e contrapartida da gestão estadual, são mais de R$ 430 milhões em investimentos nas forças de segurança pública, com destaque para as novas sedes da Polícia Científica, Polícia Civil, Cavalaria da Polícia Militar, além das construções do Centro Clínico do Corpo de Bombeiros, do 12º e 16º Batalhões da Polícia Militar.
Além dos investimentos substanciais em armamentos, equipamentos, viaturas e unidades especializadas, o governo do Estado adotou a maior política de valorização profissional para as polícias. Foram mais de 19 mil promoções na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar.
O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), coronel Francisco Araújo, considerou os resultados apresentados como altamente positivos. “Estamos no caminho certo, entregando resultados à sociedade.” Araújo falou da importância do trabalho realizado pelos helicópteros da Sesed. “Eles atendem demandas da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Penal. Atende também ao Samu, transportando vítimas de acidentes e órgãos para transplantes”.
Em novembro do ano passado -lembrou o secretário – um helicóptero da Segurança foi acionado para resgatar dois trabalhadores que ficaram presos no alto de uma torre de energia eólica.
Sistema penal
Integrante do comitê, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP) apresentou indicadores atualizados sobre o sistema penal potiguar. A população carcerária do RN é de 14.094 indivíduos, dos quais 7.869 cumprem penas em regime fechado.
O secretário Helton Edi detalhou o andamento de obras e reformas nas unidades prisionais, além de indicadores positivos nas áreas de saúde, educação, trabalho e controle da violência dentro do sistema carcerário. O resultado é atribuído ao conjunto de ações e investimentos realizados pelo Governo do Estado nas áreas de segurança e administração penitenciária.
“O governo do estado vem investindo muitos recursos, em parceria com o governo federal na melhoria da nossa infraestrutura, das nossas unidades, para que os policiais possam ter um ambiente mais adequado para trabalhar”, observou Edi. Na reunião, ele apresentou a lei sancionada pela governadora, que reestrutura a Secretaria de Administração Penitenciária. “É uma lei que, entre outras coisas, cria a possibilidade de contratar médicos, psicólogos, psiquiatras para que possamos prestar assistência nos presídios.”
O comandante da Polícia Militar, Coronel Alarico Azevedo apresentou os dados sobre a Patrulha Maria da Penha. Foram 12.800 atendimentos, 1.700 processos recebidos e 1.995 mulheres atendidas e em acompanhamento. “Não perdemos nenhuma delas”, informou.
NÚMEROS DA SEGURANÇA NO RN
430 milhões de reais investidos na segurança pública do RN entre 2019-2025;
Queda de 17,8% nas mortes violentas (jan-ago/2025 x 2024);
Mais de 700 viaturas e um novo helicóptero para o Estado.
Mais de 5 mil agentes de segurança incorporados desde 2019. Realização de nove concursos para a área de segurança;
Mais de 19 mil promoções entre PMs e Bombeiros, a maior da história, o que revela compromisso do governo com a valorização das carreiras policiais;
Investimentos x queda dos índices de violência
Janeiro-Agosto/2025/SESED/COINE
Roubo de celulares no RN: -31%
Furto de celulares no RN: -5,5%
Roubos a comércios no RN: -33%
Roubos a residências no RN: -36%
Assaltos em via pública no RN: -34%
Roubos de veículos no RN: -32,5%
Furtos de veículos no RN: -3,5%
Obras em construção
Nova sede do ITEP (Instituto de Perícias)
Complexo de Delegacias (Polícia Civil)
Regimento de Polícia Montada (Cavalaria da PM)
Centro Clínico do Corpo dos Bombeiros
12° Batalhão da Polícia Militar (Mossoró)
16° Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo do Amarante)
O ministro Edson Fachin assume a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira (29), em cerimônia marcada para as 16h. A posse será transmitida pela TV e Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
Fachin exercerá a presidência da Corte no biênio 2025-2027, substituindo o ministro Luís Roberto Barroso. Na mesma solenidade, o ministro Alexandre de Moraes tomará posse como vice-presidente do STF.
Trajetória e casos relevantes
O ministro Edson Fachin, que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (29), nasceu em 8 de fevereiro de 1958 no município de Rondinha, no Rio Grande do Sul. Formou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná, instituição onde atua como professor titular de direito civil. Possui mestrado e doutorado em direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com estágio de pós-doutorado realizado no Canadá. Foi professor visitante da Dickson Poon Law School, do King’s College de Londres.
Antes de ingressar no STF, exerceu a advocacia com atuação destacada nas áreas de direito civil, agrário e imobiliário, e atuou como procurador do Estado do Paraná. Foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, tomando posse em 16 de junho daquele ano para ocupar a vaga do ministro Joaquim Barbosa. Entre fevereiro e agosto de 2022, exerceu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.
Dentre os processos sob sua relatoria com maior repercussão encontram-se os casos relacionados à Operação Lava Jato, cuja condução assumiu em fevereiro de 2017 após o falecimento do ministro Teori Zavascki.
Fachin é relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, processo que tem como objetivo reduzir a letalidade policial no Estado do Rio de Janeiro. Também relatou o Habeas Corpus 154248, que reconheceu o crime de injúria racial como forma de racismo e, portanto, imprescritível, e o Mandado de Injunção 4733, que enquadrou a homotransfobia como crime de racismo. Esteve igualmente à frente da decisão do Plenário que proibiu revistas íntimas vexatórias em visitantes de estabelecimentos prisionais.
No âmbito dos direitos sociais, o ministro relatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5357, que validou a obrigatoriedade de escolas particulares admitirem pessoas com deficiência sem custos adicionais nas mensalidades, e a ADI 6327, que definiu a alta hospitalar como marco inicial da licença-maternidade e do salário-maternidade. Proferiu ainda o voto vencedor no julgamento da Arguição de Descomprimento de Preceito Fundamental 20, que reconheceu omissão legislativa na regulamentação do direito à licença-paternidade.
Quanto aos direitos dos povos indígenas, Fachin relatou o Recurso Extraordinário 1017365, no qual o Plenário afastou a tese do marco temporal para definição da ocupação tradicional de terras por comunidades indígenas, e a ADPF 991, que determinou a adoção de medidas de proteção a povos indígenas isolados e de recente contato.
Vice-Presidência
O ministro Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo, em 13 de dezembro de 1968. Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), é doutor e livre-docente em direito do Estado pela mesma instituição, onde também exerce a docência.
Iniciou a carreira como promotor de Justiça no Ministério Público de São Paulo, cargo que ocupou de 1991 a 2002. Foi secretário de Justiça e de Segurança Pública do Estado de São Paulo e ministro da Justiça e Segurança Pública em 2016. Nomeado pelo presidente Michel Temer, tomou posse no Supremo em 22 de março de 2017. Presidiu o TSE entre agosto de 2022 e junho de 2024.