Curiosidade:
Por que tem tanto “Silva” no Brasil?
Por Marina Motomura
[leia] Fábio Faria fala sobre os novos rumos do grupo político liderado por Robinson Faria
O deputado federal Fábio Faria falou sobre a mudança de partido do grupo político liderado pelo vice-governador Robinson Faria, hoje (4), durante entrevista concedida ao Jornal do Dia 1ª Edição, da TV Ponta Negra. Os pemenistas discutem a migração para o PSD (Partido Social Democrático), liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
“Essa é uma legenda que vai nascer muito forte, já com a adesão de vários prefeitos, vereadores, também de deputados federais e estaduais, e do nosso vice-governador, Robinson Faria”, comentou Fábio Faria. Sobre a forma como o assunto foi tratado junto à presidência de seu atual partido, o parlamentar afirmou que deve acompanhar o grupo que lidera na Câmara.
Sobre a possível pré-candidatura à prefeitura municipal de Natal em 2012, o deputado potiguar foi enfático ao ressaltar que a escolha do representante de seu grupo no pleito será feita com base no consenso entre os partidários e no apoio popular. “Ninguém é candidato de si próprio. Estou muito motivado com meu mandato, participo de várias comissões importantes, presido a Frente contra o Crack. Mas sou um homem público. E todo político é naturalmente motivado por novos desafios. Portanto, se meu nome for o escolhido, eu aceitarei sim ser candidato. Mas também posso apoiar qualquer outro nome que seja indicado pelo grupo ao qual pertenço. Mas ainda é cedo para falar em pré-candidatura”, disse Fábio Faria.
CRACK
Sobre as ações realizadas como presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack no Congresso Nacional, Fábio Faria afirmou que encaminhou ao Governo Federal uma carta que sugere a urgente formação de um grupo de trabalho para a regularização de clínicas que atendem a usuários de drogas, para que possam ser consideradas instituições de utilidade pública. “Dessa forma, essas clínicas poderão receber recursos da União, do governo, de deputados e de senadores, o que facilitaria o trabalho realizado por elas e tornaria o atendimento mais abrangente”.
Na última semana, Fábio Faria também foi escolhido para ser um dos relatores da Comissão de Políticas Públicas de Combate ao Crack e outras Drogas da Câmara.
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Por Lélia Chacon
[leia] Crédito para veículos fica estagnado devido a medidas do BC
O saldo das carteiras de financiamento para a compra de veículos por consumidores ficou estável em R$ 188,6 bilhões em fevereiro na comparação com dezembro, de acordo com levantamento divulgado pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).
Para a entidade, a estagnação é sinal de que começaram a surtir efeitos as medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central no final do ano passado.
A elevação no saldo do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), de R$ 140,3 bilhões para R$146,8 bilhões, foi compensada pela redução no leasing, que caiu de R$ 48,3 bilhões para R$ 41,8 bilhões.
Segundo o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, esse movimento mostra uma mudança de cenário. “Antes tínhamos crescimento mês a mês durante o ano todo”, afirma o executivo.
A taxa média de juros praticada pelas associadas à associação fechou fevereiro em 1,55% ao mês (20,27% ao ano), ante 1,42% ao mês (18,44% ao ano) em dezembro. Em janeiro, era 1,53% ao mês (19,99% ao ano).
A inadimplência acima de 90 dias para CDC subiu de 2,6% para 2,8%. Já os planos de financiamento permaneceram na média de 44 meses.
[leia] Com 2ª palestra paga, Lula já ganhou o mesmo que em 3 anos de governo
Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar ao fórum da gigante de tecnologia Microsoft nesta terça-feira (5), em Washington, nos Estados Unidos, já terá recebido com duas palestras um pouco menos que em três anos no Palácio do Planalto. Em Brasília, recebia R$ 11,4 mil mensais — hoje, a presidente Dilma Rousseff recebe R$ 26.723,13, o mesmo valor que deputados e senadores. Agora, Lula ganha entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por encontro para inspirar empreendedores e repetir comentários que distribuiu em oito anos.
A equipe de Lula não informa quanto ele recebe por palestra, mas nos bastidores ex-assessores dele já admitiram que o ex-líder sindicalista não deixa o país para falar por menos de R$ 200 mil. Essa quantia também teria sido cobrada de outra empresa de tecnologia, a LG, que teve a primazia em ouvi-lo após a saída do Planalto. Levando em conta o salário que recebia no governo, sem contar 13º, ele levaria 35 meses para juntar R$ 399 mil.
O ex-presidente irá à capital americana acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), seu aliado durante o governo. No primeiro dia na capital dos EUA, Cabral participará de um painel do “Forum de Líderes do Setor Público da América Latina e Caribe – Inspirando a Próxima Geração de Líderes Governamentais”, para discutir iniciativas fluminenses na área de mídias sociais e programas voltados a comunidades carentes.
Lula só deve falar na quarta-feira (6), quando se converterá em uma das principais estrelas do evento, relatando sua experiência no governo brasileiro, talvez sem citar a defesa do software livre em outros tempos – chegou a pedir estudos para substituir o software Windows, carro-chefe da Microsoft, pelo gratuito Linux em computadores de todos os ministérios. O plano acabou engavetado.
No início de março, em sua primeira palestra paga depois de deixar a Presidência da República, Lula discursou para cerca de mil funcionários e convidados da LG. Disse ainda que seus programas sociais ajudaram a empresa. Em 40 minutos, fez piadas, falou sobre a vida nova e criou ânimo para abrir a LILS Palestras, Eventos e Publicações – em sociedade com seu amigo e ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
No repertório do ex-presidente em Washington também devem aparecer as críticas aos céticos durante a crise econômica de 2008. “O Brasil estava pronto para consumir. Houve quem não acreditasse. Fui muito achincalhado por ter dito que [a crise] ia ser uma marolinha. E não é que foi”?, disse ele durante a palestra paga pela empresa – em uma reprise de críticas que fez a oposicionistas e economistas nos últimos anos.
Ativos do ex-presidente
Durante seu mandato, Lula tinha duas residências oficiais para usar – o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto -, férias garantidas em instalações do Exército, transporte aéreo garantido para qualquer lugar do mundo, despesas suas e de familiares cobertas pelo erário e praticamente nenhum gasto. Ainda assim, sua sucessora, Dilma Rousseff, já recebe mais do que ele graças ao Congresso: são quase R$ 27 mil mensais.
Ainda assim, para receber seu salário como servidor público número 1 entre 2003 e 2010, Lula tinha uma agenda extensa, nacional e internacional. Muitas vezes começava o dia às 5h para terminar depois da meia-noite. Também durante aquele período recebia indenização de aproximadamente R$ 6 mil por prejuízos que sofreu por ter combatido o Regime Militar (1964-1985).








