“DOENÇA DO BEIJO” AFETA CRIANÇAS, AFIRMA ESPECIALISTA

Conhecida como a “Doença do Beijo”, a Mononucleose Infecciosa deixa o alerta sobre o hábito de beijar os filhos pequenos. A saliva é a principal condutora do vírus Epstein-Barr (EBV) que ascende o alerta para outros meios de contágios também, como explica a pediatra do Hapvida Saúde, Dra Márcia Cavalcanti.

‘‘A contaminação pode acontecer pela exposição à tosse ou espirro e até mesmo o compartilhamento de objetos pessoais. Mas, essas formas são bem menos constantes”, esclarece. Para a médica, o ideal é evitar que tenham esse tipo de contato com crianças pequenas e sempre higienizar as mãos antes de pegá-las no colo. Dessa maneira, os riscos de transmissão serão reduzidos.

De acordo com a especialista, após o contato, o vírus fica incubado por cerca de quatro a oito semanas antes de se manifestar. ‘‘Muitas vezes, a doença é confundida com uma gripe, pois a pessoa apresenta sintomas semelhantes, como febre, fadiga, dor e inflamação na garganta, dor de cabeça e sensação de mal-estar’’, pontua.

Mas, na maioria dos casos, os indícios são leves, porém em crianças o quadro clínico pode se agravar e evoluir para uma infecção secundária, levando à necessidade de internação e acompanhamento médico.

“Ao apresentar o quadro de mononucleose, o indivíduo excreta o vírus até 18 meses após a infecção. Nesse período, ele pode infectar outras pessoas durante contato próximo ou prolongado”, afirma a médica. O tratamento inclui repouso e uso de medicação para redução dos sintomas. “A avaliação da contaminação pode ser indicada em um hemograma, solicitado pelo médico que através da resposta sorológica vai indicar o melhor tratamento’’, finaliza.

RN REDUZ EM MAIS DA METADE CASOS NOTIFICADOS DE MICROCEFALIA EM 2019

Os casos notificados de microcefalia no Rio Grande do Norte caíram consideravelmente neste ano. Até o último dia 17 de agosto, o estado notificou a ocorrência de 6 casos de microcefalia e/ou outras malformações relacionadas às infecções congênitas, segundo dados do Boletim Epidemiológico divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) nesta quarta-feira (21).

No Rio Grande do Norte, desde 2014 até hoje foram notificados 541 casos de microcefalia e/ou outras malformações relacionadas às infecções congênitas como Zika e STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV ou HSV), sendo quatro referentes a nascimentos ocorridos em 2014, 337 em 2015, 151 em 2016 e 21 em 2017, além das 16 notificações de 2018 e das 6 em 2019.

CÂNCER ÓSSEO: O DIAGNÓSTICO PRECOCE É A GARANTIA DE UM TRATAMENTO EFICAZ

Apesar de raro e representar 2% do total de cânceres diagnosticados, o câncer ósseo incide, principalmente, em crianças e adolescentes, possuindo um alto índice de mortalidade. O reconhecimento precoce, a partir dos primeiros sinais relatados pelo paciente, é a melhor forma de prevenir a doença e garantir qualidade de vida e até a cura.

‘‘O câncer ósseo acomete qualquer parte do osso, na maioria dos casos em braços, coluna, coxa e bacia. Esse acometimento pode ocorrer diretamente no osso, chamado de tumor ósseo primário. No segundo tipo, o secundário, é um câncer que está no osso, mas veio especialmente da mama, pulmão e próstata, ou seja, ocorreu o desenvolvimento do tumor em outros órgãos, e em seguida espalhou-se para os ossos’’, explica o oncologista do Hapvida, Rodrigo Jerônimo.

Para o ex-paciente, Antônio Queiroz, o dia 21 de julho se tornou ainda mais especial, porque além de comemorar o aniversário dele, a data marca também a cura do câncer, descoberto em meados de 2015. ‘‘Eu comecei sentindo fortes dores na região do ílio, um osso localizado no quadril. Achei que era dor muscular pelo fato das atividades físicas. Mas, não’’, disse o empresário.

Embora a doença tenha sido descoberta tarde, Antônio conseguiu fazer o tratamento e hoje ressalta a importância de se estar atento aos sinais que o próprio corpo indica. ‘‘A dor é um aviso, então é essencial procurar um médico nesses momentos. A cura existe’’, enfatiza.

Segundo o oncologista o sinal vermelho que indica o câncer ósseo é justamente a dor e o inchaço, ele ressalta ainda que, assim como nos outros tipos de câncer, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. ”A melhor prevenção é o exercício de atividade física e não ficar muito exposto ao sol. Mas, se houver algum sintoma de dor, sangue ou tosse que dure mais de 15 dias, é necessário atenção e a indicação é procurar um médico”, alerta o médico Rodrigo Jerônimo.

INSCRIÇÕES PARA ACADEMIA MUNICIPAL DE MUSCULAÇÃO COMEÇAM NESTA TERÇA-FEIRA

A Prefeitura de Upanema, através da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, abre período de inscrições para a Academia Municipal de Musculação “Carlos Gregório de Melo” a partir desta terça-feira, 30 de julho.

Os interessados devem procurar a sede da Secretaria de Educação até o dia 7 de agosto, das 09 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

A academia funcionará nos três turnos: 05 às 09, 14 às 18 e 18 às 22.

É preciso apresentar cópias dos seguintes documentos no momento da inscrição: RG, CPF, comprovante de residência e atestado médico, além do pagamento de um taxa simbólica para manutenção do equipamento no valor de R$ 20,00. A conta para depósito será informada no ato da inscrição.

NATAL CONFIRMA PRIMEIRO CASO DE SARAMPO APÓS 19 ANOS

Professor que viajou a São Paulo retornou com a doença

Natal confirmou seu primeiro caso de sarampo após 19 anos. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) constatou que um professor viajou para São Paulo e retornou com os sintomas da doença e ao procurar atendimento médico levantou-se a suspeita confirmada nesta sexta-feira (26). As informações foram divulgadas pelo site Grande Ponto.

O estado de saúde dele não foi divulgado. Quem teve contato com ele está sendo imunizado por precaução, como alunos do cursinho que ele ensina, além de funcionários do local de trabalho e da unidade de saúde que ele procurou atendimento médico.

O último caso registrado de sarampo no RN ocorreu no ano de 2000. O Estado de São Paulo, para onde o médico viajou, vive um surto da doença que estava erradicada do país. Em Roraima e Amazonas, a doença também voltou, sendo uma das causas a migração de venezuelanos não vacinados. Para estar imunizado o indivíduo precisa ser vacinado a partir do primeiro ano de vida no esquema de duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. O problema é que muita gente não teve esse procedimento concluído e está vulnerável a doença.

O sarampo é transmitido através do contato com gotículas do nariz, da boca ou da garganta da pessoa infectada, quando ela tosse, espirra e respira. Os sintomas se manifestam entre 10 e 14 dias após a exposição ao vírus e incluem coriza, tosse, infecção nos olhos, erupção cutânea e febre alta. Três a cinco dias após o início dos sintomas, uma erupção cutânea explode. Geralmente, começa como manchas vermelhas planas que aparecem no rosto na linha do cabelo e se espalham para o pescoço, tronco, braços, pernas e pés.