O Município de Pedra Preta (RN), distante 32 km de João Câmara (RN), foi quem sentiu o 10° tremor de terra desta semana. Nesta sexta-feira (12), às 18h19 do horário local, foi registrado o tremor de 2.0 na Escala Richter. Os outros nove movimentos de placas tectônicas aconteceram entre a última segunda (8) e terça (9), na região de João Câmara (RN).
De acordo com o Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis), o maior tremor dentre os dez aconteceu na noite da última segunda, por volta das 20h, e foi de magnitude 2.1. Dentre os outros tremores, aponta o LabSis, sete foram abaixo de 1.0. O desta sexta-feira, atingiu um número próximo, de 2.0.
Os fenômenos ocorrem desde o fim do mês de julho. Segundo informações do LabSis, o Nordeste brasileiro é formado por diversos fragmentos de rochas muito antigas, com maior probabilidade de produzirem atividade sísmica local. Além disso, as camadas de solo são bastante rasas, com camadas finas de terra variando entre 4 e 25 metros acima da rocha. Em algumas localidades, a camada é tão fina que a rocha chega a ficar exposta.
Cerca de cinco casas de moradores de Touros, no litoral Norte potiguar, apresentaram rachaduras após a série de tremores de terra que ocorrem na região desde o fim de semana, segundo os dados da Defesa Civil do município.
O último abalo foi registrado na manhã da última quarta-feira (3). O mais intenso ocorreu no domingo (31), teve magnitude de 3.7 e chegou a ser sentido em outras cidades, como Natal. Todos os eventos tiveram epicentro em uma área no Oceânico Atlântico, distante cerca de 30 quilômetros da costa.
Conforme a Defesa Civil não há previsão de decreto de situação de emergência, ou algo parecido. No entanto, um “relatório de situação” será produzido para ser apresentado à prefeitura.
Ainda segundo a Defesa Civil municipal, o município vai auxiliar o Laboratório de Sismologia da UFRN na implantação de uma estação sismográfica na cidade.
O tremor de 3.7 graus na Escala Richter (mR), que foi percebido no último domingo (31) na costa potiguar ao Norte até Natal (RN), não representa perigo ou preocupação de desastres. Essa é a avaliação do professor Eduardo Menezes, geofísico do Laboratório de Sismologia da UFRN (LABSis/UFRN). Porém, o evento sísmico traz algumas curiosidades: foi precedido de outro com menor intensidade e, coincidentemente, se alinha com a Falha de Samambaia, na região de João Câmara, onde uma série de sismos sacudiram a região, em 1986, destruindo casas e gerando pânico na população, sendo percebidos também na capital do Estado.
Dessa vez, o evento ocorreu no meio do mar, à distância de 40 km, numa região conhecida por borda continental oceânica. Moradores das regiões costeiras de Touros a Natal relataram ter sentido os tremores por volta das 16h do último domingo. De fato, um evento sísmico de magnitude preliminar calculada em 3.7 mR foi registrado pelas estações sismográficas operadas pelo LabSis da UFRN na região litorânea, mas esse não foi o único.
Mais um tremor na costa do Litoral Norte potiguar foi registrado pelo Laboratório de Sismologia da UFRN (LABSis/UFRN) nesta quarta-feira (3). De acordo com a instituição, o temor foi de 2,0 graus na Escala Richter (mR) e aconteceu no mar do município de Touros. É a segunda vez desde o início da semana que ocorre vibrações no meio do mar, precisamente à distância de 40 km, e na mesma região de Touros.
Segundo o professor e geofísico do Laboratório de Sismologia da UFRN (LABSis/UFRN), Eduardo Menezes, existe uma tentativa de uma parceria com a prefeitura e defesa civil de Touros da cidade para o monitoramento de tremores naquela região.
“Amanhã deverá ser instalado uma estação sismográfica que vai compor a rede sismográfica do RN e tem importância por estar mais próxima da área central e vai nos auxiliar numa precisão maior e nos eventos de menor intensidade com um equipamento mais próximo”, falou o geofísico.
Ainda segundo o professor, esses eventos são provocados por falhas geológicas que entram em atividade e geram tremores, mas nem sempre preocupam. “Para essa ordem de grandeza, não é preocupante. O que preocupa, às vezes, em áreas que ocorrem tremores de terra, é a frequência. Quando há uma repetição de tremores, não necessariamente ele sendo nessa ordem de grandeza, num período de tempo mais curto. Então, a gente tem um ano praticamente sem nenhum registro desse aí na região”, explicou o professor Eduardo Menezes.
Mesmo com dois ministros (Rogério Marinho que deixou o cargo em abril, mas segue influente, e Fábio Faria) e a maior parte dos deputados federais votando de acordo com a vontade do presidente Jair Bolsonaro (PL), o Rio Grande do Norte foi o Estado que menos recebeu emendas na área social.
E olhe que estamos falando de um Estado com a segunda maior desigualdade de renda do país e cujos pobres perderam 30% da renda em 2021 e os ricos cresceram 3% no mesmo período. Os dados são do IBGE.
Segundo a Folha de S. Paulo deste domingo (ler AQUI) o Rio Grande do Norte recebeu apenas R$ 7 milhões em emendas para a área social numa média de R$ 4,56 por pessoa em situação de pobreza. A reportagem aborda justamente a prioridade dada pelo Governo Federal para aliados e por ignorar os critérios técnicos.
Os aliados de Bolsonaro no Estado conseguiram aparelhar a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), que inclusive se habilitou para receber recursos do orçamento secreto.
No entanto, a prioridade não é a área social. A preferência é por obras como calçamento e recapeamento asfáltico. Tanto é verdade que em outra reportagem da Folha de S. Paulo (ler AQUI), publicada em março, o RN era o sexto que mais recebeu recursos na área de infraestrutura.
A área social não é prioridade para os bolsonaristas do Rio Grande do Norte.
O governo do Rio Grande do Norte autorizou o envio de forças de segurança pública para auxiliar as vítimas de alagamentos e desmoronamentos causados pelas chuvas em Pernambuco.
Partiram nesta manhã, direto para Recife, 8 militares do Corpo de Bombeiros e mais um cão farejador.
Fazem parte da equipe cinco bombeiros especializados em buscas e resgates em estruturas colapsadas, e três guarda-vidas mergulhadores.
Os bombeiros seguem em duas picapes. Eles levam também um bote inflável utilizado em salvamentos.
A um mês do início oficial do inverno, já é possível sentir um clima mais ameno nas regiões serranas do Rio Grande do Norte (RN). Longe das temperaturas que foram registradas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos últimos dias, os municípios nas altitudes mais altas do estado registram até 17°C – e a tendência é de baixar ainda mais.
Oficialmente, o inverno começa no dia 21 de junho. Mas quem quiser estar em local com clima mais frio (para os padrões nordestinos) no Rio Grande do Norte (RN) já pode aproveitar cidades como Lagoa Nova (RN) e Cerro Corá (RN), no Seridó; Martins (RN) e Portalegre (RN), no Oeste; Serra de São Bento (RN) e Monte das Gameleiras (RN), no Agreste potiguar.
As temperaturas mais baixas, neste momento, estão nas serras do Seridó e Oeste. Já com longa vocação turística, Martins e Portalegre oferecem, além de bons hotéis e mirantes para a região do Alto Oeste Potiguar, temperaturas de 17°C, à noite. É a mesma mínima prevista para os próximos dias nas cidades de Cerro Corá (RN) e Lagoa Nova. Com as chuvas, que também estão previstas para os próximos dias, a sensação térmica pode ser de ainda mais frio.
Já na também turística Serra de São Bento (RN) e na vizinha Monte das Gameleiras (RN), a temperatura não chegará a ser tão baixa. De acordo com a previsão do site Climatempo, os termômetros não marcarão menos que 21°C nos próximos dias, mas a tendência é de redução com a proximidade do inverno.
Um jacaré foi encontrado nesse domingo (02) no município de Bom Jesus, no Agreste do Rio Grande do Norte. O animal foi resgatado por policiais militares da companhia ambiental.
Segundo a Polícia Militar, a própria população conseguiu capturar o jacaré e acionou a corporação para fazer o resgate a devolução à natureza.
A PM informou que o animal é da espécie jacaré-de-papo-amarelo e tinha cerca de 1,6 metro de comprimento.
A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) firmou, nesta quinta-feira (30), uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (SENAI-RN) que irá resultar na capacitação e desenvolvimento profissional no segmento de energia solar fotovoltaica do Rio Grande do Norte. A assinatura do contrato contou com a participação do presidente da APER, Max Assunção, do vice-presidente da APER, José Maria Vilar e do Diretor Institucional da APER, Williman Oliveira, juntamente com Diretor Regional do SENAI, Emerson Batista, o Diretor do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis e do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), Rodrigo Mello e da assessora técnica do SENAI, Amora Vieira.
A principal ação prevista na parceria será a preparação de profissionais que atuam em empresas associadas à APER para provas da “Certificação por Competência” que o SENAI-RN desenvolveu e aplica de forma exclusiva no Brasil em conjunto com a Alemanha.
A Certificação será para instaladores de sistemas fotovoltaicos – ou seja, para os profissionais que instalam sistemas que geram energia solar em empresas e residências. Esses profissionais representam uma categoria que corresponde a mais da metade da força de trabalho empregada nessas companhias. A Certificação envolve provas teóricas e práticas que atestam às empresas que o instalador está devidamente qualificado para o trabalho. Inicialmente será para profissionais que atuam como instaladores de sistemas fotovoltaicos, mas o SENAI-RN também disponibiliza outros cursos voltados para a área de energia solar fotovoltaica. A Certificação funciona como um selo de qualidade, indicando que o profissional está apto a realizar a atividade que desenvolverá, em campo ou na empresa.
De acordo com Rodrigo Mello, o modelo da certificação é baseado no “sistema dual de ensino alemão”, que avalia conhecimentos teóricos e práticos na formação profissional para atuação no segmento. “Esse modelo é desenvolvido dentro do Projeto Verena, que o SENAI-RN e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), uma das cinco unidades educacionais do SENAI no estado, executam no Brasil com a Câmara de Indústria e Comércio da cidade alemã de Trier (EIC Trier)”, garante o diretor.
“Inicialmente teremos nesse curso preparatório uma turma piloto com 20 instaladores de empresas associadas à APER e consideramos essa parceria um marco em que o SENAI-RN traz pela primeira vez para uma Associação o modelo de certificação alemão para profissionais que estão na linha de frente do mercado”, diz Amora Vieira, coordenadora do Projeto Verena pelo SENAI.
As empresas que compõem a APER contam com aproximadamente 700 colaboradores, cerca de 17,5% do universo total empregado pelo setor no Rio Grande do Norte.
De acordo com Max Assunção, presidente da APER, “O acordo com o SENAI-RN sela o início de uma parceria que consideramos muito importante para o segmento de energia solar na modalidade de geração distribuída, aquela em que o consumidor gera sua própria energia, pois permite a qualificação dos profissionais envolvidos, como também abre espaço para a certificação das empresas associadas. Mais uma vez o RN, com o apoio do SENAI, mostra seu pioneirismo no campo das energias renováveis e a APER se junta a esse esforço de tornar o mercado sustentável e qualificado para os desafios de gerarmos cada vez mais energia com o menor custo possível”, comemora Max Assunção.
“Nós precisamos fortalecer cada vez mais nosso Rio Grande do Norte nesse contexto dessa grande fortaleza que nós temos que é a energia solar e a energia eólica. Nós temos informações com comparativos do passado e atuais da incidência dos raios solares em nossa região para geração de emprego e renda, investindo em capacitação e garantindo a qualidade dos serviços oferecidos”, comentou Emerson da Cunha Batista, Diretor Regional do SENAI-RN.
Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER)
Constituída em 2020, a Associação Potiguar de Energias Renováveis – APER nasceu da necessidade observada pelos empreendedores e parceiros que atuam na área – particularmente na Geração Distribuída de energia solar, da formação de uma cadeia de fornecedores de equipamentos, materiais e serviços que transmitam aos consumidores segurança quanto aos investimentos que estarão realizando, com o consequente crescimento sustentável do setor.
A APER conta atualmente com 34 empresas associadas, distribuídas entre a Grande Natal, a cidade de Mossoró e as regiões Seridó e Alto Oeste do estado. A lista engloba empresas que atuam com sistemas híbridos (de geração solar e eólica) e fabricantes de estruturas para energia solar.
Quem chega à cidade de Currais Novos é recepcionado com o desejo de boas vindas. A mensagem “Bem-vindo a Currais Novos, cidade de fé, terra do Monsenhor Paulo Herôncio”, está expressa em dois outdoors fixados nas entradas da cidade.
Ao longe é possível avistar a fotografia do Monsenhor Paulo Herôncio, que foi vigário de Currais Novos por mais de 25 anos, além de uma imagem aérea da Praça da Fé Monsenhor Paulo Herôncio, que recentemente passou por uma ampla reforma nas comemorações dos 120 de nascimento do sacerdote e tornou-se local de visitação e devoção.
A ideia surgiu do empresário Sérgio Dantas, que tem grande respeito ao legado social e religioso do Monsenhor Paulo e assumiu como missão resgatar a memória do padre. “Faço questão que todos possam lembrar a história do Monsenhor Paulo Herôncio, que muitos consideram um santo. Ele deixou marcas expressivas na construção de escolas, capelas, por toda Currais Novos. Sua praça é um marco e diariamente recebe pessoas que ali lembram sua memória. Esses outdoors permitem que as centenas de pessoas que passam ou chegam a Currais Novos, desperte a curiosidade de ver esta obra de perto ou então conhecer mais a história deste homem que marcou e marca toda uma geração”, contou.
Os outdoors estão instalados às margens da BR 226 e BR 427 em Currais Novos.
Monsenhor Paulo Herôncio de Melo, nasceu em Natal aos 3 de janeiro de 1901. Foi Vigário de Currais Novos durante 26 anos. Faleceu em 1 de setembro de 1963 e foi sepultado no dia seguinte aos pés do altar de Sant’Ana, padroeira da cidade. Ao falecer, completaria 62 anos de idade e 39 de ordenação sacerdotal. Ele foi o responsável pela construção e edificação da Escola de Nossa Senhora, Educandário Jesus Menino, Capelas de Nossa Senhora de Fátima, Santa Maria Goretti, Hospital, Maternidade e muitos outros feitos. Em setembro será celebrado os 58 anos da sua morte e uma programação está sendo planejada.