Atenção para quem usa parabólica tradicional para assistir à TV. Com a chegada do 5G será necessário substituí-la pela nova parabólica digital, pois em breve as parabólicas tradicionais deixarão de funcionar. Quem não fizer a substituição pode enfrentar interferência na imagem, como chuvisco e chiados, e até mesmo a perda de sinal de TV. No Rio Grande do Norte, famílias de baixa renda de 33 cidades podem solicitar a substituição gratuita do equipamento.
A instalação da nova parabólica digital é feita pela Siga Antenado, entidade criada por determinação da Anatel. A troca é gratuita para famílias de baixa renda, inscritas em algum programa social do governo federal, e que têm a parabólica tradicional em pleno funcionamento na residência. No Estado, aproximadamente 85 mil podem ser beneficiadas. Para verificar se tem direito ao kit gratuito, a população deve acessar o site sigaantenado.com.br ou ligar gratuitamente para 0800 729 2404 com o CPF ou NIS em mãos.
A nova parabólica digital tem muitas vantagens. A Siga Antenado listou dez motivos para a fazer a substituição para o modelo digital o quanto antes. Confira:
1.Troca gratuita para famílias de menor renda inscritas em programas sociais do Governo Federal
No Rio Grande do Norte, famílias de baixa renda de 33 cidades podem solicitar a substituição gratuita do equipamento
Quem usa parabólica tradicional para assistir à TV já deve ter ouvido falar sobre a necessidade de substituí-la pela nova parabólica digital. Mas você sabe por que é importante realizar a troca dos equipamentos? A instalação da antena mais moderna é necessária porque, em breve, as parabólicas tradicionais deixarão de funcionar. Quem não fizer a substituição pode enfrentar interferência na imagem, como chuvisco e chiados, e até mesmo a perda de sinal de TV.
A nova parabólica digital tem muitas vantagens. A Siga Antenado listou cinco motivos para a fazer a substituição para o modelo digital o quanto antes. Confira abaixo:
1. Troca gratuita: o kit da antena digital e a instalação são sem custo para famílias de menor renda inscritas em programas sociais do Governo Federal – como Auxílio Brasil, Pronatec, Carteira do Idoso, entre outros – e que já tenham a antena parabólica tradicional em pleno funcionamento no momento da visita dos técnicos;
2. Tecnologia: trata-se de um equipamento mais moderno. A nova parabólica digital tem recursos semelhantes aos da TV a cabo, como a possibilidade de conferir toda a programação diária do canal pelo controle remoto.
3. Melhor qualidade: quem já fez a troca do equipamento pode comprovar que a qualidade de som e de imagem é muito superior em relação à parabólica tradicional. A melhoria é percebida até mesmo em televisões mais antigas.
4. Novos canais: outra grande vantagem é a maior oferta de canais. Mais de 100 canais de TV e estações de rádio já operam na frequência da Banda Ku, com uma programação diversificada, com conteúdo religioso, de notícias, educação, filmes e séries, entre outros.
5. Sinal gratuito: apesar dos benefícios terem aumentado, a programação de TV continuará aberta e gratuita, como sempre foi.
6. Canais sintonizados automaticamente: outra vantagem do equipamento é que os usuários não precisam mais se preocupar em sintonizar novos canais. Sempre que há novidades no satélite, o receptor atualiza a lista de canais automaticamente, poupando tempo e deixando a família sempre por dentro de tudo.
7. Canais regionais: a nova parabólica digital dá acesso a canais regionais de diversas cidades do Brasil. A melhor parte é que essa lista vai crescer nos próximos meses, chegando a estados e cidades que, até então, só tinham acesso à programação nacional pela parabólica.
8. Padronização: uma queixa comum entre os usuários da parabólica tradicional é em relação à numeração e aos nomes dos canais. Fica difícil, por exemplo, indicar um programa para um amigo ou familiar, pois em cada receptor os canais têm um número e até um nome diferente. Na nova parabólica digital, os nomes e números dos canais seguem um padrão em todos os aparelhos.
9. Fim dos chuviscos: com a nova parabólica digital, os usuários não têm mais que lidar com chuviscos e outras interferências causadas pelo 5G, que opera na mesma faixa da parabólica tradicional. Além disso, a imagem, de melhor qualidade, é transmitida sem sobras e chiados.
10. Antena de tamanho menor: a redução do tamanho da antena é outra novidade. As novas parabólicas digitais podem ter entre 60 cm e 90 cm de diâmetro, enquanto as parabólicas tradicionais chegavam a 1,5 m. Uma economia de espaço que facilita também a mobilidade do equipamento em mudanças.
Equipamento e instalação de graça
A instalação da nova parabólica digital é feita pela Siga Antenado, entidade criada por determinação da Anatel. A troca é gratuita para famílias de baixa renda, inscritas em algum programa social do governo federal, e que têm a parabólica tradicional em pleno funcionamento na residência. No Rio Grande do Norte, aproximadamente 85 mil famílias de Natal e outras 32 cidades têm direito ao kit com a parabólica digital sem custo nenhum. Para verificar se tem direito ao kit gratuito, a população deve acessar o site sigaantenado.com.br ou ligar gratuitamente para 0800 729 2404 com o CPF ou NIS em mãos.
Como fazer o agendamento para instalação gratuita do equipamento?
Para saber se têm direito à instalação gratuita, beneficiários de programas sociais devem acessar o site sigaantenado.com.br. No lado direito e no alto da tela, clique no botão “Programa de Distribuição de Kit”. Na tela que surgir, informe o NIS (Número de Identificação Social) ou CPF. Se a distribuição já tiver começado em sua cidade e seu nome estiver na lista, preencha um questionário para que nossa equipe verifique se está apto a fazer o agendamento. Outra opção é ligar para o ligar para 0800 729 2404.
Não tenho direito ao kit gratuito. O que fazer?
Quem tem a parabólica tradicional e não tem direito ao kit gratuito, deve procurar lojas de eletrônicos ou os antenistas que atuam em sua região. Eles poderão dar toda a orientação necessária para a aquisição e instalação da nova parabólica digital e do receptor adequado para a banda Ku.
Apenas quem assiste TV pela parabólica tradicional precisa substituir os equipamentos pela nova parabólica digital, inclusive o receptor. Mas quem já assiste TV pelo sinal digital terrestre (antena espinha de peixe), pela parabólica digital, por streaming (internet) ou é cliente de TV paga, não precisa fazer nada, pois não sofrerá qualquer impacto pela mudança.
Nos últimos dez anos, o consumo de alimentos ultraprocessados pelos brasileiros teve aumento médio de 5,5%. É o que aponta estudo sobre o perfil de consumidores, divulgado pela Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), feito pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP). O núcleo é responsável pelo Guia Alimentar para a População Brasileira.
“O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados entre 2008 e 2017, embora não tenha sido muito grande, foi significativo. Esse aumento corrobora outras pesquisas que avaliaram compras das famílias brasileiras desde a década de 1980, mostrando que o aumento vem ocorrendo há décadas”, explicou a vice-coordenadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), Maria Laura Louzada.
A pesquisa avaliou os fatores sociodemográficos associados ao consumo desse tipo de alimento e a evolução temporal do consumo no Brasil entre 2008 e 2018.
Os alimentos ultraprocessados são formulações industriais prontas para consumo, feitas com inúmeros ingredientes frequentemente obtidos a partir de colheitas de alto rendimento, como açúcares e xaropes, amidos refinados, gorduras, isolados proteicos, além de restos de animais de criação intensiva.
Usualmente, esses alimentos contêm pouco ou nenhum alimento inteiro em sua composição, além de serem fartos em açúcar e gorduras e carentes de fibras e micronutrientes. Entre eles, estão refrigerantes, biscoitos de pacote, doces e salgados, macarrão instantâneo, alimentos prontos para aquecer, doces, balas, chocolates e embutidos como presunto, mortadela e outros.
Perfil
O estudo apontou ainda que pessoas do sexo feminino, adolescentes, pessoas brancas, com maior renda e escolaridade e moradores de áreas urbanas e das regiões Sul e Sudeste são as que mais consomem ultraprocessados. Outro dado mostrou que cerca de 20% das calorias consumidas pelos brasileiros vêm de ultraprocessados.
No entanto, nos últimos dez anos, os maiores aumentos no consumo foram vistos justamente entre aqueles que menos consomem: pessoas negras e indígenas, moradores da área rural e das regiões Norte e Nordeste, assim como grupos populacionais com menores níveis de escolaridade e renda.
A explicação para esse crescimento são as mudanças do sistema alimentar globalizado, caracterizadas principalmente pela crescente penetração das empresas desses alimentos no país, segundo a a pesquisadora.
“Os alimentos ultraprocessados sempre foram promovidos e divulgados incessantemente com mensagens sedutoras que podem levar as pessoas a acreditar que são superiores aos pratos tradicionais como arroz e feijão e que farão as pessoas mais felizes. O aumento do seu consumo se dá por um conjunção de fatores, sendo eles, principalmente, redução dos preços relativos, ampliação de oferta nos mais diversos locais de compras, principalmente pela expansão das redes varejistas, deslocando a população dos locais de vendas de alimentos mais tradicionais, como sacolões e as feiras e a crescente penetração das indústrias transnacionais em áreas mais remotas do país.”
Riscos
A conclusão do estudo mostrou que o Brasil vive uma tendência de padronização nacional e elevado no consumo de ultraprocessados, com consequente aumento de riscos à saúde da população.
“Pesquisas consistentes têm evidenciado a associação entre o alto consumo desses alimentos e o risco de obesidade e de diversas doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças gastrointestinais. Além disso, publicações recentes mostram que estão relacionados a danos ambientais sem precedentes, contribuindo com grande parte das emissões de gases de efeito estufa e causando desmatamento, degradação do solo e perda massiva de biodiversidade”, alertou Maria Laura.
Na visão da pesquisadora, para reverter a tendência, basta manter a alimentação tradicional brasileira. “Com sorte, ainda temos grande parte da nossa alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados e suas preparações culinárias. Ou seja, mesmo com o crescimento dos alimentos ultraprocessados, nosso arroz com feijão ainda os supera largamente”, destacou.
“É uma grande janela de oportunidade para revertemos a tendência negativa. Ou seja, não precisamos reinventar a roda, mas sim, fortalecer e resgatar o que fazemos há muitas gerações: uma alimentação tradicional baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. Mas, para isso, as políticas públicas são urgentes.”
Segundo Maria Laura, que se dedica a estudar os efeitos do ultraprocessamento de alimentos nas condições de vida e saúde das populações, determinadas ações poderiam colaborar para diminuir o consumo elevado desse tipo de alimento.
“Para lidar com esse cenário, são necessárias ações sistêmicas e interconectadas para que as pessoas tenham acesso a uma alimentação saudável: sobretaxação dos ultraprocessados, combinada com subsídios para alimentos in natura ou minimamente processados, restrição rigorosa da publicidade – especialmente, mas não só, para crianças – rotulagem frontal de alertas em alimentos; proibição da oferta desses alimentos em locais de interesse público como escolas e hospitais, além de campanhas educativas em massa para pleitear o apoio das pessoas para implementação das ações”, defendeu a pesquisadora.
Metodologia
Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram dados do consumo alimentar de brasileiros e brasileiras maiores de 10 anos de idade das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre maio de 2008 e maio de 2009 e entre julho de 2017 e julho de 2018.
Fernando Diniz, da ONG TRÂNSITOAMIGO, comenta dados e vitória no Oscar de atriz ativista pela segurança no trânsito no mês em que completam 20 anos da morte de seu filho
Rio de Janeiro, 14 de março de 2023 – Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, o consumo de drogas está diretamente relacionado à ocorrência de mortes e ferimentos no trânsito. O estudo mostra que 44% dos pacientes com lesões traumáticas em decorrência de sinistros do tipo eram usuários de álcool, sendo que 31% de entorpecentes.
O estudo avaliou 376 pacientes com lesões traumáticas no trânsito, quedas e episódios de violência (a maioria tinha idade em torno de 36 anos e eram brancos). A pesquisa, que relatou a prevalência do consumo de substâncias psicoativas entre pessoas internadas por algum trauma no Hospital das Clínicas, reforça que a falta de políticas públicas baseadas em evidências científicas é um dos pontos-chave que dificultam o controle do uso de drogas. Além disso, o consumo de substâncias psicoativas é um fator de risco para ocorrências trágicas que podem ser evitadas, diminuindo o custo do Sistema Único de Saúde, o SUS, nessa área.
Fernando Pedrosa, sócio-fundador da ONG TRÂNSITOAMIGO, se posicionou, afirmando que o uso de álcool e drogas é uma das principais causas de mortes e feridos no trânsito brasileiro. “A fiscalização, por mais eficiente que possa ser — e ela efetivamente não é -, não consegue alcançar anualmente nem 1% dos 75 milhões de condutores habilitados em todo o Brasil. A solução está então em medidas preventivas, eficazes e de amplo alcance, como é o caso do exame toxicológico de larga janela, que identifica com precisão científica o usuário regular de drogas que alteram o sistema nervoso central do usuário, comprometendo sua cognição, reações e coordenação motora. Medidas essas que devem ser tomadas sempre antes que um motorista incapacitado venha a assumir o transporte da carga mais valiosa que existe: a vida humana”, finaliza Pedrosa.
Fundador da ONG comemora vitória de Oscar de Melhor Atriz de ativista pela segurança no trânsito
Fernando Diniz, fundador da ONG TRÂNSITOAMIGO junto de Fernando Pedrosa, comemora a estatueta de Michelle Yeoh, primeira mulher asiática a ganhar o Oscar de Melhor Atriz. O que poucos sabem, a atriz foi Embaixadora pela Segurança Rodoviária para a Década de Ação pela Segurança Rodoviária da ONU entre 2011-2020 e membro da Comissão pela mesma pauta. Ativa no tema, valendo mencionar que é casada com Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) até 2021, defende que acidentes de trânsito devem ser reconhecidos como uma questão prioritária de saúde pública e desenvolvimento.
Em 2015, ela esteve no Brasil em evento da FIA, onde se encontrou com Fernando Diniz, sócio-fundador da ONG TransitoAmigo, no qual foi homenageada. “É com grande alegria que vejo alguém tão engajada na nossa causa receber tal reconhecimento internacional. A visibilidade certamente fortalece nossa pauta pela segurança no trânsito mundialmente. Há 20 anos, perdi meu filho, Fabrício Pinto da Costa Diniz, em março de 2003, uma das três vítimas fatais de um acidente na Barra da Tijuca, no RJ. Por isso, sinto que a minha missão vai além de defender um trânsito mais seguro, o que fiz ao colaborar com a criação da Lei Seca. Quero mostrar para a sociedade que depende de nós evitar que mais pais, como eu, passem pela dor de perder seus filhos. E a droga deve ser combatida de todas as formas e com ações eficientes”, destaca Diniz.
Sobre a ABTox
A Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) surgiu em prol do uso da tecnologia e conscientização para salvar vidas no trânsito e atua em conjunto com órgãos públicos e privados. A ABTox é formada pelos quatro principais laboratórios nacionais de Exame Toxicológico de Larga Janela Detecção credenciados pelo Denatran: CAEPTOX, DB Toxicológico, LABET, Toxicologia Pardini.
Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,246 bilhão em janeiro deste ano, informou o BC (Banco Central). O resultado é 80,5% superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando os brasileiros gastaram US$ 690 milhões.
As receitas de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 604 milhões no 1º mês de 2023, com aumento de 43,3% na comparação com janeiro do ano anterior.
Segundo o BC, tanto os gastos de brasileiros no exterior, quanto as receitas de estrangeiros no Brasil estão em “trajetória de retorno a patamares anteriores à pandemia” de covid-19.
Com o aumento de gastos no exterior, o saldo negativo da conta de viagens internacionais subiu de US$ 269 milhões, em janeiro de 2022, para US$ 642 milhões, no mês passado.
Quem costuma fazer compras de frutas e hortaliças tem se espantado com os preços. Enquanto o índice geral de inflação apresentou alta de 0,76% em fevereiro comparado a janeiro de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, a categoria hortaliças e verduras registrou alta de 8,71% e a de frutas totalizou um aumento de 2,33%. Mas por que esses itens subiram tanto?
O principal fator que impulsionou o aumento dos preços foi o clima, segundo Hugo Garbe, professor de economia e finanças da Universidade Mackenzie. “A alta tem uma variante importante que é o clima. Nós tivemos uma seca prolongada no ano passado, seguida por um período de chuvas no começo deste ano, o que prejudicou muito as safras e encareceu o preço das hortaliças, verduras e frutas”, afirmou Hugo.
No acumulado de doze meses até fevereiro, a alta dos preços assusta ainda mais, com alguns itens registrando 57,18% de aumento, como é o caso da maçã. Hortaliças e verduras subiram 7,44% e frutas 24,22% no período – neste último caso, uma elevação de quase cinco vezes em relação ao índice gera de inflação – registrada em 5,63%.
Quitandas e mercados da Grande São Paulo afirmam que os clientes têm reclamado que muitas mercadorias estão chegando “meladas” e com durabilidade reduzida por conta das chuvas. Alguns fregueses preferem substituir os produtos por conta do preço. Uma das trocas comuns tem sido a opção de banana no lugar de mamão.
Veja a lista dos principais aumentos em doze meses:
Tangerina: +62,25%
Maçã: +57,18%
Laranja baía: +32,17%
Mamão: +31,62%
Melância: +23,07%
Banana prata: +17,55%
Abacaxi: +17,06%
Morango: +15,44%
Uva: +14,41%
Brócolis: +12,34%
Coentro: +10,56%
Couve: +9,24%
Alface: +6,66%
De acordo com Garbe, se a chuva intensa persistir nos próximos dias, a tendência é que o preço continue a aumentar para hortaliças, verduras e frutas. “Tem muita safra que está se perdendo com as chuvas, o que causa menos disponibilidade de mercadorias, fazendo com o que o preço suba”, alertou o economista.
Cerca de 61% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte tiveram um aumento no faturamento no ano de 2022. É o que aponta uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (15) pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN (Abrasel-RN).
A pesquisa foi realizada usando como comparação os meses de dezembro de 2022 e dezembro de 2021.
Apesar de mais de dois terços dos estabelecimentos terem aumento, 18% tiveram desempenho inferior e 12% ficaram estáveis em comparação com o ano anterior.
“Com um leve aquecimento da economia, gerado por um final de ano aquecido e a alta turística no estado, o setor consegue recuperar o faturamento aos poucos”, falou o presidente da Abrasel-RN, Paolo Passarielo.
A pesquisa também apontou que 36% dos empresários disseram ter tido um faturamento maior do que a inflação em 2022. Já 63% esperam um aumento do faturamento em 2023 acima da projeção de inflação de 5,3%.
Além disso, 46% dos entrevistados disseram que estão ajustando os preços conforme a média da inflação, enquanto 22% fizeram ajustes abaixo do índice.
Prejuízo
De acordo com a pesquisa da Abrasel, 16% das empresas continuam trabalhando com prejuízo, como dívidas, custo de folha e inflação. Outras 49% tiveram lucro e 35% ficaram em equilíbrio.
““Ainda é preciso dar atenção aos negócios que seguem trabalhando com prejuízos, pois a dificuldade de manter esses bares e restaurantes funcionando acaba gerando atrasos de pagamentos principalmente de impostos, encargos e empréstimos contratados durante a pandemia, tardando planos de investimento e expansão, mesmo num momento de alta na demanda”, avaliou o presidente da Abrasel-RN.
“Outro fator que está prejudicando os resultados, é a falta de repasse integral dos custos, que devido a inflação, aumentou drasticamente o valor de alimentos e bebidas”.
Segundo a pesquisa da Abrasel, 70% das empresas têm empréstimos contratados, com inadimplência de 26% entre aqueles que tomaram dinheiro de linhas regulares e de 21% entre aqueles que aderiram ao Pronampe.
Ao todo, 38% dos entrevistados afirmaram ter pagamentos em atraso, sendo 90% devendo impostos federais, 58% impostos estaduais, 29% encargos trabalhistas, 26% serviços públicos e 19% têm dívidas em taxas municipais.
A capital federal já está com tudo pronto para a posse de deputados e senadores nesta quarta-feira (1). Um esquema de segurança foi montado e revisado e já conta, inclusive, com grades instaladas na frente do Congresso, na Esplanada dos Ministérios.
O objetivo do esquema é evitar qualquer tipo de problema ou tentativa de invasão e quebra-quebra como a que ocorreu no dia 8 de janeiro. A posse dos parlamentares será a primeira missão do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), Sandro Avelar, já que a intervenção em vigor no DF termina amanhã (31).
Dentro do Congresso, a segurança também será reforçada. Com mais detectores de metais e restrições de acesso: somente para profissionais credenciados, assessores e familiares.
Na Câmara, a posse está marcada para às 10h. Às 16h30, está marcada a sessão para eleger a Mesa Diretora. Até agora, na Câmara não há candidatura oficialmente formalizada, isso pode ser feito até uma hora antes da eleição, ou seja, até as 15h30, mas os anúncios já foram feitos pelos partidos. Arthur Lira, do PP, atual presidente é candidato à reeleição. Chico Alencar do PSOL também vai concorrer.
Já no Senado, a sessão de posse está marcada para as 15h. Em seguida, eleição da Mesa, para escolha do presidente. Com sessão convocada para a manhã de quinta-feira (2) para escolha dos demais cargos da mesa. Até o momento, apenas o senador Eduardo Girão, do Podemos, oficializou candidatura.
O atual presidente, Rodrigo Pacheco, do PSD, também é candidato e tem o apoio do PDT, PT, Rede e MDB.
O terceiro candidato é Rogério Marinho, do PL, que tem o apoio do PP e do Republicanos.
O mandato da Mesa Diretora é de dois anos. Na quinta-feira, às 15h, o Senado fará a sessão solene de abertura dos trabalhos do Legislativo, quando será lida a mensagem enviada pelo presidente Lula, que pode ir pessoalmente ao Congresso ou enviar a mensagem pelo ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa.
O Brasil está na 8ª posição de um ranking que lista os países com mais bilionários no mundo.
É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de cupons CupomValido.com.br, que reuniu dados de veículos como Forbes e Statista sobre o assunto.
Segundo o levantamento, há 2.668 bilionários no mundo. Os Estados Unidos ocupam a primeira colocação, com 735 bilionários, representando quase 30% do total mundial.
Com 62 bilionários, o Brasil só perde na pesquisa para EUA (735), China (539), Índia (166), Alemanha (134), Rússia (83), Hong Kong (67) e Canadá (64).
Em relação ao ano anterior, o Brasil perdeu três bilionários. O maior ganho no período foi da Índia, que registrou alta de 26.A China foi quem mais saiu perdendo na comparação anual, com uma diminuição de 87 bilionários. Uma das causas é a política de rigorosos lockdowns para controlar a covid-19.
O economista e empresário Jorge Paulo Lemann, pessoa mais rica do Brasil na atualidade, segundo o ranking de bilionários da Forbes, perdeu US$ 329 milhões – cerca de R$ 1,68 bilhão – de sua fortuna de US$ 16 bilhões nesta quinta-feira (12), como consequência da forte queda das ações da Americanas no último pregão da bolsa.
Ontem, os papéis da varejista despencaram 77% após a renúncia de Sérgio Rial da presidência apenas 10 dias depois de assumir o cargo, em razão da descoberta de um rombo contábil de R$ 20 bilhões nos balanços da companhia.
Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, respectivamente segundo e terceiro homens mais ricos do país, também perderam uma quantia milionária pelo mesmo motivo. Telles viu um recuo de US$ 173 milhões em sua fortuna de US$ 10,8 bilhões, enquanto Sicupira perdeu US$ 199 milhões, ficando com US$ 8,8 bilhões.
Os três são sócios na empresa de investimentos 3G Capital e, por meio dela, investem na Americanas e em outras empresas. Antes disso, eles eram controladores da varejista, mas abriram mão do posto na reorganização societária da empresa, que agora é controlada pelo B2W.
As estimativas do mercado apontam que, juntos, o trio tem uma participação de cerca de 29% na Americanas, o que explica a forte queda em seus patrimônios com a desvalorização das ações.
Apesar das baixas, Lemann e os outros “tubarões do mercado” afirmaram que vão continuar com suas posições na companhia, sem se desfazer dos papéis que possuem, porque acreditam no potencial da empresa em se reestruturar.
Entenda o que aconteceu com a Americanas
A Americanas publicou um fato relevante na última quarta-feira (11), dizendo que foram identificadas “inconsistências em lançamentos contábeis” no balanço, em valor que chega a R$ 20 bilhões, nas primeiras estimativas.
Em outras palavras, a empresa percebeu que o valor bilionário — que é referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não havia sido registrado de forma apropriada nos balanços corporativos da empresa.
O documento divulgado pela companhia não traz muitos detalhes sobre o que de fato foi encontrado nas contas, mas esclarece que a área contábil detectou “a existência de operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem (R$ 20 bilhões), nas quais a companhia é devedora perante instituições financeiras e que não se encontram adequadamente refletidas na conta de fornecedores nas demonstrações financeiras”.
Para se ter uma ideia, um levantamento de Einar Rivero, da TradeMap, mostra que o volume do rombo de R$ 20 bilhões é equivalente ao valor de mercado da Magazine Luiza, que até o fechamento do pregão desta quarta valia R$ 20,20 bilhões, e da Lojas Renner, de R$ 20,22 bilhões.
A Americanas disse que ainda não é possível determinar todos os impactos do rombo na demonstração de resultado e no balanço patrimonial da companhia. Em contrapartida, a empresa afirmou estimar que “o efeito caixa dessas inconsistências seja imaterial”.
Assim, o rombo teria apenas um efeito contábil, e não financeiro. Caso fosse financeiro, haveria saída de dinheiro do caixa da companhia.
O ex-presidente da empresa fez uma videoconferência nesta quinta para explicar mais detalhes do ocorrido. Rial disse que “a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço. Só que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos”.
“A empresa segue vendendo, ela é absolutamente viável. Tem um nível de dívida incompatível para que possa prosseguir, portanto a capitalização tem que ocorrer. E os acionistas de referência permanecem comprometidos com o futuro da companhia”, afirmou, se referindo a Lemann e seus sócios na 3G Capital.