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[leia] Dilma lamenta terremoto e põe Brasil 'à disposição' do governo japonês
Em mensagem ao primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, lida pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, a presidente também coloca o Brasil “à disposição” do governo japonês.
“Foi com profunda consternação que recebi as notícias das perdas humanas e da destruição causadas pelo forte terremoto e subsequente tsunami que atingiram o Japão”, afirmou. Mais de 300 pessoas morreram em decorrência do abalo sísmico, considerad o sétimo pior da história.
“Estou certa de que a mobilização, competência e empenho com que a nação japonesa responderá a esse desastre natural permitirão a seu país uma rápida recuperação. Ainda assim, o Brasil se coloca à disposição do Governo japonês com vistas a contribuir ao apoio internacional ao Japão”, diz o texto da mensagem.
Questionado sobre que tipo de ajuda o Brasil poderia oferecer, o porta-voz da Presidência afirmou que o governo ainda não sabe como poderá contribuir com as autoridades japonesas. “Não há como avaliar que tipo de ajuda o Brasil vai oferecer nesse momento”, disse Baena.
Na mensagem, Dilma lembra ainda que 260 mil brasileiros vivem atualmente em território japonês. “O governo e o povo brasileiros são tomados hoje pelos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade diante desta calamidade que atinge o Japão, onde vivem cerca de 260 mil nacionais brasileiros.”
[leia] Governo japonês realiza megaoperação de resgate e ajuda humanitária
Cerca de 200 a 300 corpos já foram encontrados nos rios que cortam Sendai, a cidade costeira mais próxima do epicentro, e outros 200 corpos foram transferidos para ginásios nas cidades de Iwanuma e Natori, na província de Miyagi. Segundo a rede de televisão japonesa NHK, 10 mil pessoas estão desaparecidas na cidade de Minamisanriku, também na província de Miyagi, no nordeste do Japão. Isto representa mais da metade da população local, calculada em 17 mil pessoas. A cidade foi muito atingida pela tsunami e ficou coberta de lama. A catástrofe deixou ainda cerca de 948 feridos ( Veja outras imagens dos resgates).
Todos os recursos disponíveis do Exército do Japão se mobilizaram para auxiliar nos trabalhos de resgate, especialmente nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, as mais atingidas. No entanto, as equipes de resgate têm dificuldade de chegar às zonas mais afetadas, onde o alerta de tsunami ainda está em vigor.
O premier Naoto Kan participou de reuniões de emergência na manhã deste sábado (horário local) e seguiu para as áreas do desastre – incluindo duas usinas nucleares que estão em estado de alerta por risco de vazamento de material radioativo.
– Nosso governo fará todos os esforços possíveis para assegurar a integridade e segurança das pessoas e também minimizar os estragos causados pelo terremoto – disse o premier à imprensa.
O alcance exato dos danos ainda é desconhecido. Balanços iniciais indicam que mais de 5 milhões de casas estão sem energia elétrica e ao menos 1.800 foram destruídas somente na região de Fukushima. Estima-se que 90% das casas na costa japonesa foram destruídas. Mais de 300 mil pessoas já foram evacuadas de suas casas. O número de prédios destruídos completa ou parcialmente subiu para 3.400. Quatro trens na área costeira entre as regiões de Miyagi e Iwate permaneciam desaparecidos, informaram as ferrovias japonesas. Não se sabe quantos passageiros estavam nos vagões.
Da Agência O Globo







