APROVAÇÃO AO GOVERNO DILMA CAI E FICA EM 57%, APONTA DATAFOLHA

Instituto registra queda de oito pontos percentuais em relação a março.
Pesquisa, que ouviu 3.758 pessoas, foi divulgada pela ‘Folha de S.Paulo’.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (8) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, em seu site, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 57% dos eleitores, que o consideram bom ou ótimo. Foi registrada uma queda de oito pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em março.

É a primeira vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para 33% dos ouvidos, o governo Dilma é considerado regular; 9% julgam a gestão da presidente ruim ou péssima. Apenas 1% diz não saber.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Foram feitas 3.758 entrevistas em 180 municípios do país.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre a inflação: 51% disseram que ela vai aumentar (índice seis pontos percentuais acima do último levantamento). Em relação ao desemprego, 36% afirmaram que ele vai aumentar, contra 31% em março.

Levantamento anterior
Em março, 65% avaliaram o desempenho da presidente como bom ou ótimo, 27% como regular e 7% como ruim ou péssimo, segundo o Datafolha. A pesquisa feita nos dias 20 e 21 de março ouviu 2.653 pessoas com 16 anos ou mais em 166 cidades do Brasil.

Eleições 2014
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que, apesar da queda na avaliação de seu governo, a presidente aparece na frente em uma eventual disputa à reeleição, tendo como possíveis adversários a ex-senadora Marina Silva (que cria o partido Rede Sustentabilidade), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Neste cenário, Dilma aparece com 51% das intenções de voto, seguida por Marina, com 16%, e Aécio, com 14%. Campos tem 6%, de acordo com o Datafolha.

Fonte: Do G1, em São Paulo

PREFEITURA APRESENTA PROPOSTA DE REAJUSTE DE 10% PARA OS PROFESSORES

Nesta sexta-feira (24), o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, recebeu no Palácio Felipe Camarão a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) para negociar o fim da greve na rede municipal de ensino.

Ficou estabelecido pela proposta apresentada pela Prefeitura um reajuste salarial de 10%, a partir do mês de agosto, como também a efetuação do pagamento dos atrasados referentes às promoções já implantadas que somam R$ 3,2 milhões de reais, nos meses de novembro e dezembro deste ano.

O executivo municipal também se comprometeu a implementar a progressão funcional dos professores da rede municipal na folha de pagamento do mês de setembro, assim como irá encaminhar a Câmara Municipal dentro de até 60 dias um projeto de lei para restabelecer a data base anual de reajuste da categoria.

Fonte: Robson Pires

DILMA ENFRENTA SEGUNDO DIA DE PROTESTOS DE ESTUDANTES

Estudantes de universidades federais do Rio de Janeiro fizeram manifestação durante evento da entrega de apartamentos do ‘Minha Casa, Minha Vida”, que teve a presença da presidente Dilma Rousseff na manhã desta sexta-feira (6). Nesta quinta-feira, Dilma enfrentou protestos de estudantes em greve da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo. Alunos da UFF, Unirio, UFRJ, IFRJ e Uezo tentaram chamar a atenção da presidente para que ela aprove a proposta aprovada na Câmara que destina 10% do PIB para a educação. O governo, no entanto, propõe 8%. “Queremos que quando for a vez dela aprovar os 10%, que ela faça isso. Não podíamos nos furtar do papel de pressionar a presidente a respeito do assunto. Esses 10% são fundamentais para todos os investimentos na área da educação. É só por isso que lutas”, afirma a estudante Beatriz Lopes, de 23 anos, aluna do curso de História da UFF. 

Fonte: G1

PSDB RESPONSABILIZA HADDAD POR GREVE NAS FEDERAIS

SÃO PAULO – Lideranças do PSDB unificaram o discurso nesta terça-feira, 5, para atacar a greve de mais de 15 dias que atinge cerca de 80% das universidades federais do País, deixando mais de dois milhões de estudantes sem aulas. Para os líderes tucanos, o responsável por essa crise é o ex-ministro da Educação e atual pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. A atuação do ex-ministro, que chegou a ser classificada de “revolucionária” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista ao Programa do Ratinho, na semana passada, é considerada precária pelos tucanos e, por isso mesmo, deverá ser utilizada como alvo de críticas pela campanha do tucano José Serra.
A estratégia de utilizar a greve nas universidades federais para criticar a atuação de Haddad no Ministério da Educação mobilizou desde o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, e o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, até lideranças locais em São Paulo, como o vereador Floriano Pesaro. “Ele (Haddad) terá muito a explicar, até porque deixou o governo para disputar uma eleição”, criticou Dias. Para o líder do PSDB no Senado Federal, durante o tempo em que Haddad foi ministro, não houve planejamento no setor e sobraram planos eleitoreiros: “Muito marketing para pouco resultado.”
Em entrevista à Agência Estado, Sérgio Guerra classificou de “fraudulento” o programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), desenvolvido por Haddad quando era ministro. “(O programa) foi anunciado de uma forma que não se confirmou, é fraudulento. A universidade do ABC, com problemas de gestão e logística, teve evasão de 42% (dos alunos) no ano passado. A gestão dele não o credencia a ser prefeito nem sequer a continuar como ministro. O que ele desenvolveu, nem o ENEM nem o Reuni, não convence ninguém”, disse o presidente nacional da sigla.
Para o vereador Floriano Pesaro, Haddad criou “universidades de papel”, sem recursos e em locais que faltam até água. Ao listar os problemas enfrentados pelos estudantes em universidades de todo o País, o tucano destacou que a gestão de Haddad chegou a inaugurar, em Guarulhos, universidades sem salas de aula e sem infraestrutura. E questionou o projeto de vereadores do PT de condecorar Haddad com a medalha Anchieta, a mais alta honraria do município: “Tenho argumentado que isso é uma afronta aos professores das universidades federais, que estão 80% parados. Isso faz parte do marketing eleitoral do PT, sempre criando factoides, são cidades cenográficas.”
Sérgio Guerra chegou a fazer um comparativo das gestões de José Serra, como ministro da Saúde, e de Haddad, como titular da Educação. “Se (Haddad) tivesse sido um ministro da Educação como o Serra foi da Saúde, teria sido perfeito.” E garantiu que o tucano convenceu não apenas os aliados, mas também os adversários quando esteve no comando deste ministério. E continuou nas críticas ao petista: “A greve (das universidades federais) é uma marca registrada de Haddad.” Em seguida, questionou a legitimidade da candidatura do afilhado político do ex-presidente Lula: “Haddad não tem legitimidade. Não foi escolhido em prévias. (Foi escolhido pela) falta de democracia do Lula.”
Fonte: Estadão

RN É O SEGUNDO ESTADO QUE MENOS INVESTE EM EDUCAÇÃO

O Rio  Grande foi um dos estados que menos investiu em educação, no ano de 2010. Somente 22,4% da arrecadação com o Imposto de Circulação de Bens e Serviços (ICMS) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A Constituição Federal obriga Estados e Municípios a investir em educação, no mínimo, 25% do que é arrecadado. Os dados são do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) – gerenciado pelo FNDE que reúne informações oficiais sobre os investimentos públicos em educação realizados anualmente pela União, pelos estados e municípios e pelo Distrito Federal.

Segundo dados da Seplan, disponíveis no Portal da Transparência, o valor gasto com investimento e custeio da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), Instituto Kennedy e Uern somou R$ 1,07 bilhão. O descumprimento com as transferências constitucionais em 2010, explica a secretária de educação Betânia Ramalho, se deve a informação repassada pela gestão anterior que agregava servidores ativos e aposentados na folha de pagamento. O que não ocorreu nos valores repassados no ano passado.


“A partir de 2011, nós desagregamos esses dados e identificamos que isso feria uma demanda da Constituição. Neste ano, já estamos retirando os aposentados do cálculo, mas isso será feito em escalonamento”, explicou a secretária.


Em 2011, o percentual superou o piso estabelecido, chegando a 27,62%. Ao todo, foram gastos 1,6 bilhão pela Secretaria de Educação do Estado. De acordo com a secretária Betânia Ramalho, com o reajuste de 22,22% concedido aos professores para a implantação do piso nacional do professor, mais de 80% do valor  é gasto com a folha de pessoal. “Isso compromete  a capacidade de investimento da secretaria, do governo”, acrescenta.  De acordo com dados da Seplan, dos 1,6 bilhão empregados pela SEEC no ano passado, R$ 1,42 bilhão foi consumido com a folha de pessoal e encargos sociais e somente 213 milhões em investimentos.


Quando o FNDE detecta que um município aplicou menos do que determina a Constituição, as informações são automaticamente enviadas ao Ministério Público Federal (MPF) que as encaminha a um promotor de justiça do estado. Contudo, a secretária acredita que não será necessários os questionamentos, uma vez que as medidas para regularizar a situação já foram tomadas. 


A partir de 2012, os inativos não devem entrar no cálculo e passarão a ser pagos pelo Instituto de Previdência Estadual do Rio Grande do Norte (Ipern). “Os outros estados estavam retirando, a cada ano, 10% dos aposentados dessa fonte de custeio”, esclarece Betânia Ramalho. Com a saída pra o Ipern, acrescenta a secretária, “sobrará mais recursos para investimentos”.


Para equilibrar as contas, a Secretaria realiza uma auditoria entre os funcionários. Uma das medidas será a não implantação do piso para os servidores que estão cedidos para outras repartições. “Identificamos que não falta professor, mas ocorre em algumas escolas a abertura desnecessária de turmas . Que ao invés de 40 alunos, tem um número bem menor”, afirma.  


Além do Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul e 52 municípios – três deles no RN –  não atingiram a margem de investimentos. O Rio Grande do Sul, em 2010, destinou apenas 17% da arrecadação, o menor percentual entre os estado  brasileiros. 


Na lista dos municípios “inadimplentes”, a maioria é do Rio Grande do Sul (nove), Paraná (sete), de Minas Gerais (sete) e São Paulo (seis). O restante das prefeituras que não cumpriram a regra é do Acre, de Alagoas, do Amazonas, Amapá, da Bahia, do Ceará, Espírito Santo, de Goiás, do Maranhão, Pará, de Pernambuco, do Piauí, Rio de Janeiro, de Roraima e Sergipe. O FNDE analisou os dados enviados por 5.565 prefeituras.


Fonte: Tribuna do Norte

NA UFSM, ASSEMBLEIA DEFLAGRA GREVE ESTUDANTIL

Apoio aos professores federais e melhorias na estrutura da universidade são algumas das pautas
Na última quarta-feira (30), cerca de 600 estudantes se reuniram no auditório do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria (USFM). Na ocasião, além do apoio à paralisação dos docentes, foi deflagrada a greve estudantil.  Foi a maior assembleia já realizada na instituição.
As  principais pautas da paralisação incluem o apoio aos professores e técnicos administrativos e reivindicações como a garantia de acessibilidade em todos os espaços da universidade, contratação de mais professores, construção de mais laboratórios e bibliotecas, paridade entre estudantes, professores e técnicos administrativos em todos os Conselhos e Colegiados nas universidades, além da exigência dos 10% do PIB para a educação.
Segundo nota divulgada no blog do DCE, o comando de greve da universidade afirma que a paralisação estudantil não serve apenas para apoiar os docentes. ’’ Entendemos que as reivindicações dos professores são em torno de melhorias na educação e que esse é um momento para construir uma mobilização unificada por uma universidade pública, democrática e socialmente referenciada, que esteja comprometida com as reais demandas da classe trabalhadora’’.
Nos próximos dias a mobilização seguirá reunindo diversos cursos da instituição, acrescendo cada vez mais pautas para reforçar a luta por uma educação pública e de qualidade.
Renata Bars

GOVERNADORA É RECEBIDA COM PROTESTO DE ESTUDANTES DA UERN

Publicado por Robson Pires
Durante a chegada da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) a Caicó, neste sábado (26), ela foi recebido por um grupo de estudantes da UERN que protestavam contra a greve vivenciada pela instituição. “O aluno está coberto de razão, ele tem direito a ter aula. Eu já fiz esse apelo para que os professores retornem às aulas”, comentou Rosalba. “Eu já pedi aos professores para acabar com esse radicalismo”.
De acordo com a governadora, ele convocou uma reunião com representantes d categoria, antes de ser convocada a greve. “Fizemos uma reunião de mais de quatro horas, inclusive aceitando a proposta de repor as perdas que chegavam a cerca de 27% nos últimos anos até 2014”, afirmou. “Mesmo com a garantia de que iríamos mandar a lei de reajusta para a Assembleia e, mesmo assim,  eles decretaram greve”, lamentou Rosalba.

GOVERNADORA SUSPENDE SALÁRIOS DA UERN

– Publicado por Robson Pires
A governadora Rosalba Ciarlini anunciou que os grevistas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), não vão receber os salários de maio. A suspensão do pagamento foi anunciada na solenidade de assinatura da ordem de serviço da adutora do Alto Oeste, em Pau dos Ferros, nesta sexta-feira, diante de um grupo de manifestantes da instituição.
“Democracia se faz com responsabilidade e ordem”, exigiu a governadora, relembrando que as negociações foram interrompidas não pelo governo, mas, pelos professores que não aceitaram a proposta do governo de encaminhamento do projeto de Lei `a Assembleia Legislativa, assegurando o compromisso assumido em uma audiência que durou cerca de cinco horas com representantes dos professores, funcionários, estudantes e reitor Milton Marques de Medeiros.
“A Lei dá a segurança do aumento”, argumentou a governadora, frisando que a aplicação do reajuste está condicionada aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A governadora disse que não é justo o professor em greve receber salário e repetiu: “terça-feira sai o pagamento e o governo não paga a quem não estiver trabalhando”, avisou.

GREVE DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS CONTINUA

– Publicado por Robson Pires


Depois do apelo feito pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para que os professores das instituições federais de ensino superior suspendam a greve, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) declarou, no fim da tarde de hoje, que a paralisação continua até que o governo apresente uma nova proposta para suas reivindicações.

A presidente do Andes, Marina Barbosa (foto), afirmou que o fato de o ministro ter feito o apelo demonstra a força da greve, que já conta com a adesão de 44 instituições, apoio de estudantes e discussão entre os docentes. De acordo com Marina, não houve nenhum fato novo que alterasse o curso da paralisação.
“O debate está acontecendo desde agosto de 2010. O dia 31 de março era o prazo definitivo para o governo apresentar a reestruturação da carreira, fechado a partir de um acordo emergencial feito em agosto de 2011. O processo corrido não justifica o atraso que ocorreu, nem a posição irredutível que o governo tem mantido na mesa de negociação. Não apresentaram nenhuma proposta”.