

O senador Styvenson Valentim, que tentará a reeleição em 2026, declarou recentemente que “tanto faz ganhar como perder” a disputa. A frase, dita em tom de despreocupação, contrasta com a realidade que o parlamentar conhece bem: sem mandato, a vida muda — e muito.
Styvenson é oficial da Polícia Militar e, sem estar no Senado, deve voltar à corporação, provavelmente reassumindo funções como a coordenação da Lei Seca, onde ganhou projeção. O retorno à rotina policial, com salário muito inferior ao de um senador, exigirá adaptações — sobretudo no padrão de vida atual, construído com as benesses do cargo: verba de gabinete, segurança, viagens, estrutura, assessores, visibilidade e todas as mordomias que o mandato oferece.
Além disso, o senador mantém atualmente um relacionamento com uma nova namorada, que já estaria custando caro. Ela foi empregada na Prefeitura de Natal, com salário estimado em R$ 15 mil mensais, o que gerou críticas e burburinho nos bastidores políticos.
A verdade é que Styvenson, mesmo com o discurso de independência, sabe do peso político, financeiro e social que um mandato federal carrega. E sem ele, muita coisa muda — inclusive sua influência.
Por via das dúvidas, é bom começar a rezar para ser reeleito.

