

O Pix mudou o jeito que a gente lida com dinheiro, mas também atraiu muitos espertinhos. Por isso, o Banco Central colocou em prática nesta semana um novo pacote de regras para deixar as transferências mais seguras e evitar que você caia em ciladas.

A principal mudança é para quem troca de celular. Se você comprar um aparelho novo e instalar o aplicativo do banco, terá um limite de apenas R$ 1.000 por dia nas primeiras 24 horas. Isso serve para evitar que criminosos limpem a conta de alguém logo após roubarem um aparelho.
Além disso, os bancos agora têm ferramentas mais inteligentes para identificar as “contas laranjas”. Se uma conta começar a receber muitos valores estranhos e repassar rápido demais, o sistema trava a operação automaticamente para análise.
Essas medidas podem parecer um pouco chatas no começo, mas são fundamentais para garantir que o seu suado dinheiro não desapareça num piscar de olhos por causa de um golpe de engenharia social.
Se você precisar fazer um pagamento de valor alto, como a compra de um carro ou um móvel planejado, a dica é programar a transferência com antecedência. O banco permite que você aumente seu limite, mas a aprovação demora de 24 a 48 horas por segurança.
Evite clicar em links que prometem “Pix premiado” ou “estorno de valores”. O Banco Central reforçou que não entra em contato com clientes para pedir transferências de teste. Tudo o que você precisa resolver deve ser dentro do chat oficial do seu banco.
Outra novidade é o monitoramento de CPFs vinculados a fraudes. Se alguém tentar te dar um golpe e você denunciar no aplicativo, essa pessoa terá muito mais dificuldade de abrir contas em outros bancos no futuro.
A segurança digital é uma responsabilidade dividida. O banco faz a parte dele com tecnologia, mas a gente precisa ficar de olho aberto e desconfiar de qualquer proposta que pareça boa demais para ser verdade.


