ONCOLOGISTA ALERTA POPULAÇÃO FEMININA PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

4ª maior causa de morte de mulheres pela doença, no Brasil – Exames e vacina estão entre as medidas de prevenção contra esse tipo de câncer

Março é um mês focado na saúde da mulher e, não à toa, o Câncer de Colo de Útero (CCU) é uma enfermidade lembrada. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tipo é considerado o terceiro mais comum em mulheres – com exceção do câncer de pele não melanoma –  e a quarta causa de morte pela doença, no Brasil. O principal fator de risco é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), muito frequente na população, transmitido principalmente por via sexual e evitável com o uso de preservativos e vacinação. 

Na maioria das vezes, a infecção não causa doença, mas, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir ao longo dos anos para o câncer. “O melhor caminho para evitar o surgimento da doença é prevenir o HPV, vacinar e manter uma rotina de exames preventivos, como o Papanicolau, que rastreia alterações nas células do colo do útero, que quanto mais cedo diagnosticadas, permitem maiores chances de cura”, comenta a oncologistaDra. Recidia Rebouças (CRM 5645 | RQE 2120).

Existem atualmente 3 tipos de vacina contra o HPV: a Bivalente, a tetravalente e a nonavalente, conforme os subtipos de HPV prevenidos. No Brasil, a vacina tetravalente encontra-se disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para meninas e meninos de 09 a 14 anos, imunossuprimidos de 9 a 45 anos e vÍtimas de violência sexual. Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, sendo os dois primeiros causadores de verrugas genitais e, os dois últimos, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo de útero.

Já no exame preventivo (Papanicolau), a presença do vírus e de lesões pré cancerosas podem ser identificadas e curáveis em grande parte dos casos. Por isso, é importante a realização periódica do exame. As situações em que as lesões evoluem para o câncer dependem do subtipo do vírus e de alguns outros fatores de risco, como:  múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, outras infecções sexualmente transmissíveis concomitantes e deficiência de imunidade.

“Muitas vezes esse tipo de câncer não traz sintomas em estágios iniciais. Contudo, pode evoluir com sangramento vaginal irregular, dor pélvica ou após relações sexuais; menstruação mais longa do que o habitual, secreção vaginal anormal, acompanhada ou não de sangue; queixas urinárias e intestinais”, aponta a oncologista.

Após o diagnóstico e estadiamento do câncer (determinação da localização e extensão da doença), o médico irá definir junto ao paciente a melhor opção de tratamento, que pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. “As chances de cura são altas, próximas a 100% em estágios iniciais”, confirma a Dra. Recidia.

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